CRÍTICA – Alien: Covenant (2017, Ridley Scott)

Alien: Covenant é o mais novo  filme de Ridley Scott, o segundo na (provável) trilogia que conta a origem de Alien. Em Covenant, a história se passa 10 anos após o desaparecimento da nave Prometheus, e os acontecimentos do filme homônimo. O roteiro é de John Logan (Gladiador) e do estreante escritor Dante Harper. Covenant é uma missão colonizadora que busca levar sua tripulação e um grupo de cerca de 2 mil colonos ao planeta Origae 6 onde se estabelecerão; mas no caminho são interpelados por uma mensagem humana vinda de um local desconhecido e decidem investigar. O elenco conta com o retorno de Michael Fassbender, e ainda Katherine Waterson, Billy Crudup e Danny McBride.

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Como um bom filme de Ridley Scott, Alien: Covenant é esteticamente belo, a construção de mundo é impecável e os efeitos são bem utilizados em todo o longa. A trilha sonora e a composição de som colaboram para construir o clima tenso e onírico do longa. As atuações são sólidas, sem muito destaque com exceção de Michael Fassbender, que novamente rouba a cena. Seu trabalho minucioso como os personagens David e Walter permite a distinção entre os dois sintéticos de forma clara e assustadora.  O roteiro é inconsistente, as questões deixadas em Prometheus não são abordadas e os personagens são escritos de forma rasa.

Alien: Covenant inicia apresentando muitos membros da tripulação, e tenta oferecer alguma história paralela para cada indivíduo ou casal. Assim, em alguns momentos, todas as histórias que acontecem concomitantemente se atropelam e enfraquecem a dinâmica da trama central. O filme perde em ritmo e se alonga no primeiro ato. Os diálogos possuem muitos clichês de filmes do gênero sci-fi e são em geral superficiais. Mais uma vez a exceção fica com o embate filosófico entre Walter e David. A relação intrínseca entre os sintéticos e o tema central do filme é bem construída e mesmo quando conta com twists de enredo previsíveis, é envolvente.

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Em comparação com Prometheus, Alien: Covenant possui uma grande vantagem: Aliens! Os Xenomorfos são muito mais presentes aqui e adicionam um elemento de tensão à narrativa outrora carregada. O Xenomorfo não é mais uma ameaça no escuro e imprevisível como em Alien: O 8º Passageiro. Aqui os tripulantes podem ver sua forma e sua movimentação, o que não oferece o terror latente do original de 1979, porém adiciona um elemento visceral de desconforto e violência, em especial nas sequencias de ação do terceiro ato. As criaturas são aterrorizantes! A protagonista Katherine Waterson tem então alguns momentos para brilhar e faz um bom trabalho como Daniels, se firmando como uma promessa futura.

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Alien: Covenant é aperfeiçoado em relação a Prometheus, mas sua estrutura narrativa se assemelha muito ao predecessor e pode desagradar aqueles que não gostaram do filme de 2012. Possui mais ação e mais suspense, sem atingir o alto patamar de Alien: O 8º Passageiro e como uma obra independente é um filme intrigante, bem construído e de tirar o folego, mas não chega a maravilhar.

Avaliação: Bom

Confira abaixo o trailer:

Alien: Covenant chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (11).

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the author

Graduada em Antropologia pela Universidade de Brasília e mestra em Cinema e TV pela University of East Anglia, Reino Unido. Atualmente trabalha com produção, filmagem e edição de vídeos. Ama a Viola Davis e batatas de sal e vinagre.