CRÍTICA – A Chegada (2017, Denis Villeneuve)

Ainda em tempo de um review do filme A Chegada (Arrival), que me surpreende e ganha espaço em minha estante de paixões; e não entendo ainda, como a atriz Amy Adams, a qual interpretou brilhantemente a Dra. Louise Banks, não levou ao menos uma indicação ao Oscar.

A Chegada é um filme no estilo sci-fi americano, lançado em 2016; foi dirigido pelo canadense Denis Villeneuve e escrito por Eric Heisserer, baseado no conto Story of Your Life (1999), de Ted Chiang. O longa é estrelado por Amy Adams, Jeremy Renner e Forest Whitaker, que teve sua primeira aparição no Festival de Veneza em 1 de setembro de 2016 e estreou nos EUA em 11 de novembro de 2016, pelo Paramount Pictures.

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O filme nos propõe algo parecido com o que vi ao assistir ao filme Interestelar (2014): um sci-fi futurista, com direito a ETs e muita emoção. Este filme, conseguiu restaurar algo que os filmes atuais, pertencentes ao mundo de estórias improváveis, não têm conseguido; com um enredo de fantasia e criatividade certamente ganhará o coração de qualquer amante deste estilo de blockbuster. Ainda me lembro da minha reação ao assistir ao filme O Sexto Sentido (1999) e hoje, mais uma vez, relembrei tal reação: aquela surpresa, quando você liga os pontos e tudo faz sentido.

Posso dizer que as minhas críticas ficaram pequenas frente a emoção e a lição que o filme nos transmite. É um choque de reflexão sobre o mundo e a globalização; e principalmente uma autorreflexão sobre qual o tipo de ser humano você quer ser.

A Chegada tem como enredo, alienígenas pousando com suas naves em formato de concha, em doze pontos do planeta Terra. Tais naves, abriam-se para contato com os humanos a cada 18 horas; após o governo americano (claro!) iniciar o contato com as criaturas, porém sem sucesso de comunicação, contratam a Dra. Louise Banks (Amy Adams), renomada linguista, juntamente com o físico Ian Donnelly (Jeremy Renner), com a missão de decifrar qual o propósito destes seres na Terra,  a linguagem é a chave para evitar uma guerra iminente.

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Seguindo com tal propósito de descobrir se os extraterrestres são amigos ou inimigos, os dois profissionais entram em uma corrida pela supremacia, contra outras onze nações do planeta, com interesses políticos diferentes, dando margem para que o medo do desconhecido desperte o ódio e a incite a guerra.

Mesmo que o estilo “sci-fi/contatos imediatos” não faça parte dos seus filmes favoritos, aconselho a todos a assistirem A Chegada, pela lição que merecemos ver e ouvir. Outro ponto positivo é que o filme em sua 1 hora e 58 minutos foi bastante dinâmico, não deixando a monotonia se abater em nenhum momento, inclusive despertando aquela tensão e ansiedade gostosa de saber o que afinal está acontecendo.

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Minhas críticas, se assim posso dizer, são uma pura questão de posicionamento.

SPOILER ALERT!! (ALERTA DE SPOILER!!)

Acredito que poderiam ter deixado menos improvável o contato imediato propriamente dito, não que um contato com ETs seja algo plausível, em um banco de praça, por exemplo, mas poderiam ter deixado mais terrestre, se assim posso dizer.

Também acho que poderiam ter explorado um pouco mais sobre as outras peças do quebra cabeça; como as outras nações, as quais também presenciaram tal acontecimento. Poderiam, também, ter abordado um pouco mais sobre a missão que o ser humano enfrentará, ao lado dos seres extraterrestres, em 3000 mil anos.

Fim do spoiler!

Eu não me importaria se este filme tivesse 2h30min, para sanar algumas curiosidades minhas; mas, entendi o propósito de reflexão; e com certeza é um filme que gera muito debate para quem o assistiu.

A Chegada, ainda está nos cinemas nacionais e está concorrendo ao Oscar 2017 nas categorias:

Melhor Filme;
Melhor Diretor: Denis Villeneuve;
Melhor Roteiro Adaptado: Eric Heisserer;
Melhor Fotografia: Bradford Young;
Melhor Mixagem de Som: Bernard Gariépy Strobl e Claude La Haye;
Melhor Edição de Som: Sylvain Bellemare;
Melhor Design de Produção: Patrice Vermette (design de produção) e Paul Hotte (decoração de set) e
Melhor Edição: Joe Walker.

E faltou a merecida indicação a atriz Amy Adams.

Finalizo este review com a nossa nota: 8,0; concordando com o proposto pelo Imdb: 8,2.

Confira o trailer:

 

“Mankind must put an end to war before war puts an end to mankind”.
(John F. Kennedy)
A Humanidade deve colocar um fim na guerra, antes que a guerra acabe com a humanidade”.

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the author

Paulista, morando em Brasília. Tenho 30 com cara de 29. Apaixonada por filmes, séries, livros, rock e animais fofinhos.