CRÍTICA – Coroa de Landes (2012, Catherine Fisher)

Coroa de Landes tem três protagonistas sendo eles: BladudSulis e Zac, cada um narrando sua parte e vivendo em tempos diferentes; sim, nossa história são em anos bem distintos, época de deuses (antes de Cristo), ano de 1700 e tempos atuais. Apesar da história parecer bem confusa no começo por conta das narrativas não se encaixarem, aos poucos vamos vendo que tudo se conecta. O cenário do livro é o mesmo para os três: Bath, na Inglaterra, que é muito conhecida pelas suas termas que vêm de três nascentes e que dizem possuírem águas com propriedades curativas.

Aquae Sulis

Sinopse: Uma adolescente chega à cidade. A própria Sulis escolheu aquele lugar, fascinada por sua arquitetura, cheia de harmonia e beleza. Ganha um novo nome, uma nova identidade, uma nova família adotiva, tudo para que possa esquecer o seu passado. Contudo, vive sob o medo constante de ser descoberta: ela esconde um grande segredo, capaz de trazer novamente à tona os horrores de sua vida. Em paralelo, a história de um jovem aprendiz de arquiteto, em 1750. Zac trabalha com Jonathan Forrest, um homem obcecado pelos mistérios dos antigos druidas e com um plano arquitetônico inovador para a cidade: ele deseja criar a primeira rua circular do mundo, o Círculo do Rei. Zac logo percebe que há mais que mera obsessão nesta empreitada arquitetônica. Há ali algum segredo, algo associado à construção de uma câmara secreta no centro do Círculo. E o próprio aprendiz tem seus planos, confusos e altamente destrutivos… Estas narrativas são emolduradas pela voz de Bladud – o mítico pioneiro da cidade, destinado a morrer tentando voar – e reunidas, finalmente, em um clímax de extrema inteligência e brilhantismo.”

Bladud

No livro, Bladud está narrando sua própria história como a antiga lenda é conhecida, sua parte é mais curta dentre os três, sempre tendo apenas duas páginas para narrar sua história; Bladud era um lendário rei mítico dos britânicos, ele governou durante vinte anos a partir de 863 a.C. ou talvez 500 a.C., foi quando ele construiu Bath, criando as fontes termais, dando origem à toda história dos círculos. Na história vemos sua trajetória com a doença que havia contraído: a lepra. Com isso, ele vai embora de seu reino pensando no melhor para seu povo, uma das cenas finais e mais conhecidas pela lenda é quando ele constrói asas e tenta voar.

“Sem os círculos, não existe tempo, nem há como medi-lo. Minhas vestes transformaram-se em trapos. Minha pele foi rasgada pelos arranhões, dilacerada pelo pus. Passei a ser um contágio, uma lepra em minha própria terra. Eu era rei, um druida e, mesmo assim, um homem prestes a morrer. Precisava de um milagre. E eu o encontrei.”

Sulis é uma adolescente misteriosa, que possui um passado obscuro, uma tragédia que a persegue dês da infância, que resultou a morte de sua amiga; o homem causador desse acidente nunca foi encontrado e apenas Sulis pode reconhecê-lo. Por conta do assassino de sua amiga ainda estar a solta, Sulis é colocada no serviço de proteção a testemunha e com a morte de sua mãe, por causas naturais, ela agora vive mudando de família, sempre que sente que está sendo vigiada.

Agora em uma nova cidade e uma nova família, Sulis sente que vai ser diferente e que ali é o lugar certo para ela; se mudando para Bath com seus novos pais, Hannah e SimonSulis sente uma vibração boa vindo daquele lugar, daquelas estruturas antigas, sempre interessada na história por trás dos círculos e das termas; ao começar a trabalhar em uma das termas da cidade, ela faz amizade com o jovem Josh, um garoto super fofo que tem alguns problemas familiares, porém Sulis começa a perceber que um homem a vigia em todo momento e isso começa a preocupá-la.

A esperança é algo tão frágil! Um vislumbre em meio às trevas.”

Zac é aprendiz do arquiteto Jonhathan Forrest, e ao longo do livro vamos descobrindo o porque de Zac virar aprendiz de Forrest; apesar dele mostrar uma boa intenção para seu mestre, ele não acredita muito que a ideia de Forrest vá dar muito certo: construir uma rua circular com casas de luxo. Zac não parece ser o tipo de pupilo admirador de seu tutor e em muitos momentos vemos bastante raiva vindo dele, mas mesmo assim se mantêm junto de Forrest até mesmo quando ele está caindo em dívidas devido a construção. Sylvia surge ao longo da história, sendo adotada por Forrest, ela se mostra uma jovem muito misteriosa e inteligente, mas Zac não confia nem um pouco na jovem.

Para construir uma obra-prima, o homem primeiro deve aprender sobre a terra. Deve descobrir os segredos de como cercar espaços, porque isso controla o comportamento das pessoas. Pássaros são livres, vivem em uma atmosfera sem limites, mas os homens são regidos por muros, corredores, ruas e estradas. Se forem projetados em harmonia, assim também estarão as pessoas.”

O Círculo do Rei (Royal Crescent), construído por John Wood.

Coroa de Landes é um livro repleto de mistérios que ao longo da história vão sendo revelados por seus três protagonistas; uma história que vai te fazer refletir um pouco e te fazer enxergar a arquitetura de uma forma diferente. A forma como Catherine Fisher entrelaça três fios de história é emocionante, apesar das histórias não se juntarem no final, elas se conectam de uma forma diferente e única, fazendo com que a verdade nunca seja pontual; a própria escritora diz ter usado fatos reais da vida de John Wood, o arquiteto que construiu o Círculo do Rei, influenciado por teorias druídicas e ideias sobre medições sagradas para se inspirar ao criar o personagem John Forrest, Wood.

Páginas: 272
Gênero: Ficção, Mistério
Editora: Novo Século

Avaliação: Bom

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the author

22 anos, estudante de Letras e Italiano, blogueira e fundadora do Only Dreams (www.onlydreams.com.br); escritora, publicou um conto na Editora Andross (Antologia Marcas Eternas) e sonha em publicar o próprio livro.