CRÍTICA – Desventuras em Série: 1ª temporada (2017, Mark Hudis)

Uma das séries mais esperadas de 2016, Desventuras em Série, finalmente estreou pela Netflix. A série que teve o lançamento dos seus oito episódios da primeira temporada na primeira sexta-feira 13 de 2017, nos apresentou uma história já conhecida à alguns. 

Os oito episódios acertaram onde a última adaptação errou no passado, que acabou pecando pelo exagero. Os episódios da série nos apresentam elementos até então, mais vistos em teatros, que adaptações para a TV.

O primeiro personagem de tais Desventuras a que somos apresentados, é Lemony Snicket (Patrick Warburton), narrador e personagem de extrema importância da história, mas que na verdade, não interfere no curso da mesma.

Somos apresentados aos órfãos de quem Snicket fala com tanto pesar. Violet (Malina Weissman), a irmã mais velha, e a “parte técnica” do trio. Klaus (Louis Hynes) uma criança extremamente inteligente, um leitor voraz. E Sunny, a irmã mais nova, que possui um gosto peculiar por mastigar objetos sólidos.

Com o passar da história, somos apresentados ao “brilhante” ator, Conde Olaf (Neil Patrick Harris), que bola os mais ardilosos planos para pôr as mãos na fortuna dos desafortunados Baudelaire.

O clima fantasioso, quase que esplêndido, dos cenários nos remetem às peças de teatro. Mas acaba pecando por vezes, com algumas atuações forçadas.

A ideia de dividir dois episódios por livro, foi genial, pois encaixou bem cada um dos quatro, que foram adaptados. Alguns ganchos que nos deixaram com a pulga atrás da orelha, fizeram valer a pena a apreensão para cada episódio que se seguia, como a interpretação de Neil Patrick Harris, que tornou a motivação de seu personagem de fato, crível. Personagem esse, que apesar de caricato, Harris soube interpretar e adaptar com brilhantismo.

Outro ponto que merece destaque, são os cenários e caracterizações. Os disfarces do vilão que perseguia os Baudelaire, eram incríveis, fazendo o personagem por vezes parecer outro. Assim como a caracterização do jovem trio da série. O vestido de noiva de Violet, e a roupa de marinheiro que Klaus veste em uma das ocasiões, são exatamente iguais às artes conceituais dos livros.

Desventuras em Série acaba se confundindo, trazendo por vezes um ar infantil, e por vezes, adulto. Nos faz sentir pena dos Baudelaire, por seus infortúnios e faz torcer por cada reviravolta em sua história.

A série nos surpreende pelas atuações de Harris e do jovem trio de atores que interpretam os Baudelaire, assim como a trilha sonora. Que traz a tensão em momentos certos, e transmite o sentimento de união dos irmãos.

Desventuras em Série, é um agradável divertimento. Uma série curta, que faz com que nos apaixonemos pelos irmãos Baudelaire. A Netflix acertou com a adaptação, não repetindo os mesmos erros da primeira versão com Jim Carrey.

O diretor Barry Sonnenfeld acertou no tom da adaptação, que mesmo com os diversos avisos de Lemony Snicket, para que você desista de assistir, se espera por uma história divertida. Ir contra o conselho do narrador vale a pena. Os oito episódios se tornam leves, mesmo para quem não esperar por um final feliz.

Avaliação: Boa

Se você já assistiu a série, nos conte o que achou? Tem uma Desventura melhor para nos contar? Deixe-nos o seu comentário e não se esqueça de curtir nossa página do Facebook  e não deixe de nos acompanhar no TwitterInstagram e Pinterest para ficar por dentro de mais novidades!

the author

Natural do Rio de Janeiro, agora, um candango do cerrado.
23 anos, de muita nerdice. Cinéfilo, viciado em séries e livros.