CRÍTICA – Entre Irmãs (2017, Breno Silveira)

Baseado no romance A Costureira e o Cangaceiro (2008, Editora Nova Fronteira), da autora brasileira Frances de Pontes Peebles, trata de uma história acontece durante a década de 1920. Nessa época o cangaço ainda reinava no sertão nordestino, onde duas irmãs – Emília (Marjorie Estiano) e Luzia (Nanda Costa) – sentindo-se prisioneiras de sua terra natal, sonham em se libertar e conhecer o mundo, cada uma a sua maneira. Ambas seguem caminhos diferentes, porém a ligação das duas é tão forte que o destino as levam a se reencontrar.

Entre irmãs é uma história de amor e lealdade, um romance arrebatador sobre a saga de uma família e de um país em transição.

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A direção de fotografia de Leo Ferreira é trabalhada de forma assertiva, fazendo com que o público quase sinta o calor do cangaço e a tristeza da cidade apenas com a mudança no tom de cor das imagens.

O roteiro de Patrícia Andrade conta bem a história, que por sinal, é muito boa. Emociona. E mesmo ambientado há quase um século, o longa consegue trazer críticas bem atuais. Porém, o longa não é só “baba-de-sapo” (flor típica do Nordeste) a edição e trilha sonora deixam a desejar e destoam negativamente na adaptação cinematográfica.

A trilha sonora de Entre Irmãs acerta em cheio no momentos de envolvimento das personagens, o que ajuda nas cenas em que o objetivo é despertar a emoção do público. Por outro lado, em diversos momentos, as cenas oferecem apenas barulho e ruído de fundo; o que chega a incomodar.

O segundo ponto negativo citado anteriormente, a edição, passa a impressão que pegaram todo o material, sequenciaram e colocaram na tela. O filme de 2h15min poderia ter sido enxugado, ou simplesmente ter ido direto para a TV como uma mini série e ser exibido em 3 ou 4 episódios. Podendo assim ter uma melhor oportunidade de aproveitá-lo.

Avaliação: Razoável

Confira o trailer:

Entre Irmãs estreia no circuito nacional nesta quinta, 12 de outubro, e no elenco também estão Júlio Machado, Rômulo Estrela, Letícia Colin, Cyria Coentro, Claudio Jaborandy e Rita Assemany. Para mais novidades do cinema nacional, lembre-se de nos acompanhar também nas redes sociais:

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the author

Cinéfilo, gamer, analista de sistemas, pós graduando em gestão empresarial, conhecedor mediano em assuntos aleatórios. Minha frase preferida é: “Não sei, me explica!”.