CRÍTICA – Fragmentado (2017, M. Night Shyamalan)

Confira o que esperar de Fragmentado, debulhando a nossa mente e nos mostrando que todos nós escondemos uma personalidade que se mostra nos momentos de defesa. Em seu novo suspense, M. Night Shyamalan nos traz um enredo original e cheio de tensão; uma viagem a mente de um homem que sofre de Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI). Neste novo projeto, o diretor promete não decepcionar assim como tem feito desde O Sexto Sentido (1999), Corpo Fechado (2002) e Sinais (2002).

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Sou fã das obras de Shyamalan, então me considero suspeita, mas posso afirmar que este thriller agradará até os mais céticos no assunto; não deixando de lado a pitada de horror proposta pelo diretor.

Fragmentado (Split), escrito e dirigido por M. Night Shyamalan, possui o estilo terror psicológico e é uma sequência temática de Corpo Fechado, de 2002, também de Shyamalan, uma continuação, se assim posso dizer.

O filme é estrelado por James McAvoy no papel de Kevin (dispensa apresentações), Anya Taylor-Joy interpreta Casey Cooke – Anya que foi apontada pela revista The Hollywood Reporter como “A Próxima Grande Estrela” e teve grande reconhecimento por seu papel de estreia no cinema em A Bruxa –, e no papel da Dra. Karen Fletcher, a atriz Betty Buckley, ganhadora do prêmio Tony, tendo em seu currículo o filme Fim dos Tempos e a série de TV Oz.

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Da esquerda: Betty Buckley, James McAvoy, M. Night Shyamalan e Anya Taylor-Joy

O filme estreou no dia 20 de janeiro de 2017, nos Estados Unidos, e vai estrear no dia 23 de março, no Brasil. Portanto, a quinta-feira já tem uma boa pedida.

Em seu enredo, Kevin (James McAvoy) possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las de acordo com uma “hierarquia” elencada entre tais personalidades, cada qual com suas peculiaridades e características externadas por mecanismos químicos do corpo de Kevin. Para ajudá-lo neste quadro, conhecemos a Dra. Karen Fletcher (Betty Buckley), a qual dedica-se ao estudo da condição de Kevin, e procura meios de provar aos estudiosos que esta condição pode ser comprovada através de pesquisa empírica.

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Certo dia, Kevin, tomado por uma de suas 23 identidades, sequestra três adolescentes em um estacionamento, e as aprisionam em um cativeiro. As meninas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin, e recorrem aos mais diversificados artifícios para escaparem do encontro com a 24ª identidade, o conhecido “o pior está por vir”.

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Quando Shyamalan começou a escrever o roteiro de Fragmentado, além de muito estudo e inúmeros casos documentados semelhantes aos de Kevin, o diretor também conversou com psiquiatras da área e adquiriu conhecimento prático sobre como são conduzidas as terapias nestes casos, assim o resultado de sua pesquisa foram as personagens de Kevin e da Dra. Fletcher.

Para esclarecer um pouco do assunto abordado em Fragmentado, entenda que o Transtorno Dissociativo de Identidade, conhecido popularmente como dupla personalidade, é uma condição mental em que um único indivíduo demonstra características de duas ou mais personalidades ou identidades distintas, cada uma com sua maneira de perceber e interagir com o meio.

Percebe-se que seus estudos foram embasados nas teorias freudianas sobre a histeria: uma psiconeurose cujos conflitos emocionais inconscientes surgem na forma de uma severa dissociação mental ou como sintomas físicos, assim é como se uma determinada característica resultasse em uma “conversão” num sintoma físico.

Em Fragmentado, vale ressaltar que o ponto positivo do longa não é apenas a atuação de James McAvoy, o qual é inebriante, com closes que desafiaram a sua expressão facial para cada identidade de Kevin, mas também para a interpretação de Anya Taylor-Joy, mostrando Casey como uma garota que demonstra inteligência para lidar com a situação. Além dos personagens, o filme ganha pontos ao utilizar artifícios de insights sobre a história de Casey, não deixando dúvidas sobre o porquê da persuasão da personagem, assim evitando deixar pontas soltas no roteiro.

A história foi se transformando e se explicando no decorrer dos fatos, atrelando acontecimentos e explicando situações, não deixando tantas questões mal concebidas como é comum em filmes do gênero. Entendo que este seja um mecanismo para se criar um suspense, mas quando bem arquitetado como em Fragmentado, tomar conhecimentos de alguns fatos torna a história ainda mais envolvente.

O foco do filme manteve-se no quadrante suspense, porém não faltou a sua pitada de terror, mesmo que menor, se comparado ao O Sexto SentidoSinais. Atrelado a isto presenciamos o clássico jogo de meia-luz e movimento de câmera relativamente inovador,  percebido principalmente no foco das expressões faciais das personagens, captando com primazia sentimentos aflorados.

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E não se engane se você acredita que “só acaba, quando termina”, conhecido por tecer finais memoráveis, M. Night Shyamalan não deixou por menos e nos trouxe um momento pra lá de nostálgico no encerramento de Fragmentado.

Após tecer tantos elogios, a minha única observação é: fui para ver 23 James McAvoy, porém só vi uns 6 ou 7, o que não deixa de ser muito bom e entendo que foi uma forma para tornar o filme mais dinâmico.

Ele [James McAvoy] pode estar interpretando uma criança ou uma mulher severa, e aborda cada personagem com absoluto conforto do ponto de vista físico. Ele terminava uma cena e a equipe toda aplaudia, pois sabíamos que estávamos presenciamos uma coisa extraordinária“.

M. Night Shyamalan

Finalizo com o parecer: ótimo; mesmo não passando longe do nosso termômetro ImDb: 7,5. Acredito que assim que Fragmentado for lançado essa nota há de aumentar 😊

E aí, o que achou do nosso review? Animados, curiosos, ansiosos para conferir Fragmentado no cinema? Deixe seu comentário, confira o trailer abaixo e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais:

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the author

Paulista, morando em Brasília. Tenho 30 com cara de 29. Apaixonada por filmes, séries, livros, rock e animais fofinhos.