CRÍTICA – Kingsman: O Círculo Dourado (2017, Matthew Vaughn)

Sempre se cria uma grande expectativa em torno de uma continuação de algum filme de sucesso, você já deve ter ouvido falar: “ah! se o primeiro foi bom, esse vai ser melhor ainda”, ou “nunca vai superar o original”, ainda mais de um filme de 2015 que ninguém esperava e acabou pegando todo mundo de surpresa – como foi o caso de Kingsman, adaptação de um HQ do Mark Millar feita pelo diretor Matthew Vaughn (dos excelentes X-men: Primeira Classe e Kick-Ass), o filme brincava e homenageava os clichês dos filmes de espiões, com cenas de ações incrivelmente impactantes, criativas, bem violentas e com uma trama que mesmo clichê conseguia surpreender. Dois Anos depois Matthew e sua equipe voltam trazendo a esperada continuação, e então o hype estava lançado.

Na trama, um grande ataque de mísseis acaba com praticamente todos os Kingsman, sobrando apenas Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong), então eles partem para os Estados Unidos tentando encontrar os Statesman, unindo forças com os agentes Tequila (Channing Tatum), Ginger (Halle Berry), Champ (Jeff Bridges) e Whiskey (Pedro Pascal) para combater Poppy (Julianne Moore) a maior traficante de drogas (#ChupaPabloEscobar), com seu plano megalomaníaco e egocêntrico.

A grande novidade fica pelo Statesman, a coirmã do Kingsman nos Estados Unidos, infelizmente só o personagem do Pedro Pascal tem mais destaque no filme, deixando o resto da organização como participações especiais, uma pena, pois todos os atores estão muito bem nos seus papéis, tirando a Halley Berry que está bem apagada no filme, e ainda temos a volta do personagem do Colin Firth (e muita gente), e até meio plausível de como o personagem volta a vida – por assim dizer – e faz sentido junto a trama por mais doido que posso parecer.

Juliane Moore se destaca como a vilã caricata Poppy, onde seu objetivo de ser reconhecida mundialmente (porque não basta ela ser a rainha do império das drogas), juntamente com seu quartel general da organização que dá nome ao filme, que lembra uma vila dos anos 50 mesclando o nostálgico com o tecnológico, tendo ainda um capanga com braço robótico.

Kingsman: O Círculo Dourado, brilha nas cenas de perseguição, lutas e tiroteio, Matthew Vaughn, consegue mesclar ação com trilha sonora como poucos em Hollywood, você entende o que está acontecendo na cena e não fica perdido, diferente de vários outros blockbusters (cof Transformers), o humor ácido continua bem presente durante todo o longa, as cenas com Sir Elton Jonh são hilárias, e o filme ainda arruma espaço para críticas sociais e políticas, que eu realmente não esperava, uma grata surpresa.

Kingsman: O Círculo Dourado é uma excelente continuação, ousado, divertido, descompromissado como um bom blockbuster deve ser, muita gente vai comparar com o original, fato, não tem como, eles realmente se parecem, mas o diretor entrega um filme tão bom quanto e em determinados momentos, até melhor; eu aconselho que revejam o primeiro, para não perderem nenhuma das referências encontradas nesta sequência, e que venham mais continuações dos Kingsman e dos Statesman.

Avaliação: Bom

.Confira o trailer:

Não deixe de assistir Kingsman: O Círculo Dourado o longa chega aos cinemas nesta quinta (21). Deixe seu comentário sobre suas expectativas para o filme e lembre-se de nos acompanhar nas principais redes sociais:

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