CRÍTICA – La La Land (2017, Damien Chazelle)

Alguém já ouviu falar do efeito manada? Pois bem, vou explicar:

O Comportamento de manada é um termo usado para descrever situações em que indivíduos de um grupo reagem todos da mesma forma, basicamente porque um determinou. É como uma bolha especulativa, no qual um agente decide imitar a decisão de outros, supostamente mais bem informados, ou seguir a maioria.”

Entenderam onde eu quis chegar? Esta é minha real opinião sobre o filme La La Land.

Vamos aos fatos:
La La Land: Cantando Estações, título brasileiro; é um musical que tenta retomar os moldes dos clássicos dos anos 60 e 70, os quais marcaram época. É um filme americano, de 2016, dirigido e escrito por Damien Chazelle. Estrelado por Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend e Rosemarie DeWitt. La La Land teve sua primeira aparição no Festival de Cinema de Veneza em 31 de agosto de 2016 e lançado de forma limitada em seu país de origem em 9 de dezembro. Desde então, arrecadou mais de 98 milhões de dólares em todo mundo.

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La La Land recebeu inúmeras críticas positivas e foi considerado um dos melhores filmes de 2016. Os críticos elogiaram o roteiro e a direção de Chazelle, as performances dos protagonistas Ryan Gosling e Emma Stone, a trilha sonora de Justin Hurwitz e os números musicais, cheios e movimento e passos de danças contemporâneas e clássicas. Na edição do Globo de Ouro de 2017, a obra conquistou um recorde de maior número de prêmios conquistados, com sete vitórias:

  • Melhor Filme de Comédia ou Musical;
  • Melhor Diretor;
  • Melhor Ator;
  • Melhor Atriz;
  • Melhor Roteiro;
  • Melhor Trilha Sonora e
  • Melhor Canção por “City of Stars“.

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O filme também recebeu treze indicações ao Oscar 2017:

  • Melhor Filme;
  • Melhor Diretor;
  • Melhor Atriz;
  • Melhor Ator;
  • Melhor Roteiro Original;
  • Melhor Canção Original;
  • Melhor Fotografia;
  • Melhor Figurino;
  • Melhor Mixagem de Som;
  • Melhor Edição de Som;
  • Melhor Design de Produção;
  • Melhor Edição e
  • Melhor Trilha Sonora.

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Com muito esforço, o filme procurou nos trazer movimentos de câmera, uma fotografia muito bonita, com nuances alaranjadas, dignas de um lindo pôr do sol; e um ar de romance sediado em L.A. durante as quatro estações do ano. 

O enredo segue a história de um músico, apaixonado por jazz, e uma aspirante a atriz, com uma pilha de audições malsucedidas, que se conhecem e se apaixonam em Los Angeles. O título do filme é uma referência à cidade na qual o filme é ambientado e ao termo Lalaland, que significa “estar fora da realidade”.


Mesmo com atuações memoráveis, senti que faltou um envolvimento maior dos atores, não sei explicar, confesso que em muitos momentos achei chato. Tenho como parâmetros musicais memoráveis para mim, como: Grease (1978), Os Miseráveis (2012), Whiplash (2014) e outros, os quais assisti e simplesmente me encantei, não vi o tempo passar. Ao contrário de La La Land.


Da metade do filme para o final, passei a me interessar mais e consegui absorver a mensagem e a trama do filme. Entendo que o filme é muito cativante para um determinado público, porém acredito que foi superestimado com tantas indicações ao Oscar. Lembro-me bem do sentimento que tive ao assistir ao filme Clube de Compra Dallas (2013) que concorreu a Melhor Filme e venceu em outras categorias do Oscar 2014. Foi aquele “Meu Deus, que atuação! Que emoção! Merece um Oscar!”; e mesmo não vencendo na categoria de Melhor Filme, merecia. Entendo que são estilos de filmes diferentes, mas acredito que um filme ao ser indicado a um prêmio tão renomado, merece essa emoção – que eu particularmente não senti.

La La Land: Cantando Estações definitivamente não é o meu estilo de filme, mas em nossa equipe tivemos opiniões muito positivas a seu respeito. E vocês me perguntam, “então por que você escreveu esta crítica?” Bom, te respondo: acho importante representar os espectadores que não se encantaram tanto com o filme, que não estão idolatrando-o como algo inovador, porque na verdade não encontrei essa inovação. Para mim, La La Land será mais um na gama de filmes que não me marcaram. Mas mesmo assim, encorajo você leitor, a assistir e tirar suas próprias conclusões, principalmente quando estamos falando de uma indicação ao Oscar de Melhor Filme.

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Mais uma vez, deixo minha indignação por Amy Adams não receber sequer uma indicação, afinal ela estrelou brilhantemente dois filmes candidatos a algumas categorias do Oscar: Animais Noturnos (2016) e A Chegada (2016). Finalizo este review com minha nota pessoal: 6,0. Mas, deixo aqui a nota da nossa equipe, como nota oficial: 9,0.


Confira o trailer:

Espero que tenham gostado deste review que foge do comum, mas traz para vocês a importância de diferentes pontos de vista. E você, já assistiu La La Land: Cantando Estações? O que achou? Sua opinião é muito importante, deixe-nos um comentário.

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the author

Paulista, morando em Brasília. Tenho 30 com cara de 29. Apaixonada por filmes, séries, livros, rock e animais fofinhos.