CRÍTICA – Legion: 1ª temporada (2017, Noah Hawley)

Antes de assistir ao episódio pilote de Legion, fiquei com uma dúvida: Haller seria chamado de “aprimorado” assim como Wanda e Pietro Maximoff?

Legion é uma adorável surpresa aos olhos. A série que conta com uma bela direção de fotografia e arte, entrega um roteiro convincente, e por vezes confuso, assim como o personagem que vemos na tela.

A série nos traz a história de David Haller (Dan Stevens), também conhecido como Legião, um homem diagnosticado com esquizofrenia paranoide, doença que é caracterizada pela presença de alucinações e delírios. 

A história de Haller começa a ser contada quando ele ainda era um bebê, mostrando o seu crescimento, e a progressão de sua doença. Assim como a descoberta de seus poderes, até chegar a fase adulta.

Nesta fase, sua esquizofrenia já tomou conta de sua vida, e as vozes em sua cabeça começam a se manifestar.

No piloto da série, temos linhas tênues entre a realidade, as lembranças e delírios de Haller. Delírios esses, que sempre nos mostram uma macabra criatura de olhos amarelos, como uma das múltiplas personalidades do personagem, prestes a vir à tona.

A forma como a história é contada, fazendo com que o fundo de cada cena nos leve para um ambiente maior, traz uma noção de percepção mais profunda do personagem, como se ele buscasse as lembranças do fundo de sua mente anuviada por sua condição.

Os personagens secundários da série nos fazem questionar por vezes se são mesmo reais, ou se são só mais um dos delírios de Haller (quando os vemos interagindo com outras pessoas, ficamos intrigados pensando se essas outras pessoas fazem parte de um delírio ainda maior do personagem), que faz a nossa cabeça quase que…

 Avaliação: Boa!

A série tem tudo para dar certo e se tornar a redenção da Fox com os personagens da Marvel, que é a sua parceira nessa empreitada. E essa colaboração torna ainda mais próximo o sonho de ver um filme dos mutantes com esse selo: 

Quer ficar por dentro de Legion? Curta nossa página do Facebook e não se esqueça de nos acompanhar no TwitterInstagram e Pinterest.

the author

Natural do Rio de Janeiro, agora, um candango do cerrado. 23 anos, de muita nerdice. Cinéfilo, viciado em séries e livros.