Crítica – Moonlight (2017, Barry Jenkins)

Entendo que o Oscar foi cheio de reviravoltas e especulações, porém antes tarde que mais tarde, resolvi conferir o ganhador de 2017: Moonlight: Sob a Luz do Luar.

O filme não conta somente com uma história envolvente, a qual esmiuça a realidade em seus detalhes, abordando temas gritantes e atuais, como o racismo, drogas, homofobia e por aí vai… Além de tudo isso, Moonlight nos proporciona um show de fotografia, utilizando técnicas inovadoras aos olhos do espectador.

Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016) é um drama norte americano, que foi dirigido por Barry Jenkins e escrito por Jenkins e Tarell Alvin McCraney, baseado na peça In Moonlight Black Boys Look Blue de McCraney. A produção é estrelada por Trevante Rhodes, André Holland, Janelle Monáe, Ashton Sanders, Jharrel Jerome, Naomie Harris e Mahershala Ali.

Com formato de capítulos, o filme nos conta a vida do menino Chiron e as dificuldades que enfrentou ao longo dos anos, até sua fase adulta. Neste processo nos deparamos com o meio transformando o homem, transformando sua identidade e caracterizando seu emocional.

Ainda criança, Chiron, possuindo o apelido de “Little” (Alex Hibbert), cruza seu caminho com um traficante conhecido por Juan (Mahershala Ali), iniciando assim a contextualização do enredo.

Juan, em um ato de empatia, permite que Chiron, após uma noite conflituosa com outros meninos, durma com ele e sua namorada Teresa (Janelle Monáe) antes de devolvê-lo à sua mãe, Paula (Naomie Harris), a qual é descrita com distúrbios emocionais e rendida ao submundo das drogas.

Moonlight estreou no Festival de Cinema de Telluride em 2 de setembro de 2016 e suas filmagens foram concebidas em Miami, Flórida. O filme foi lançado nos Estados Unidos em 21 de outubro de 2016, arrecadando 28 milhões de dólares em todo o mundo.

Moonlight recebeu grande aclamação após a sua estreia. No Globo de Ouro de 2017 ganhou na categoria de Melhor Filme – Drama e foi indicado em cinco outras categorias. O filme recebeu oito indicações aos prêmios da Academia no 89.º Oscar, ganhando nas categorias Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante para Mahershala Ali e Melhor Roteiro Adaptado de Jenkins e McCraney.

Moonlight, tornou-se o primeiro filme com um elenco efetivamente de negros, possuindo a temática LGBT, além de ser o segundo filme de menor bilheteria americana, atrás somente de The Hurt Locker: Guerra ao Terror, de 2008, a ganhar um Oscar. Joi McMillon, editora do filme, tornou-se a primeira mulher negra a ser nomeada para um Oscar de edição, e  Ali se tornou o primeiro muçulmano a ganhar um Oscar de atuação, tapa na cara de Trump.

O filme proporciona ao espectador um show de imagens, utilizando-se de recursos como o panning, um efeito ótico no qual velocidade do obturador está mais lenta, o que aumenta a exposição do assunto, assim mostra o movimento da cena. O objeto em movimento fica dentro do foco enquanto seu fundo fica desfocado, ressaltando o primeiro plano.

Mesmo com poucos diálogos, o drama envolve aos que o assistem, trazendo a flor da pele as questões enfrentadas pelo protagonista. Com temas que precisam ser abordados desde sempre, Moonlight nos dá a perspectiva do ser humano que enfrenta ao racismo, a homofobia, a pobreza, as drogas e os outros que o cercam, constituindo e construindo tal ser.

Classifico este filme como necessário, não só por questões tão marcantes, mas pela individualidade na concepção de um novo estilo de filme. Hoje, afirmo com certeza o merecimento ao Oscar de melhor filme.

Vamos de ótimo, sem brigar com os críticos renomados, e caminhando quase de acordo com meu termômetro IMDb: 7,6. 

Não deixe de conferir e tirar suas próprias conclusões, é um filme que deixa o tempo passar rápido.

Já conferiram este drama?

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the author

Paulista, morando em Brasília. Tenho 30 com cara de 29. Apaixonada por filmes, séries, livros, rock e animais fofinhos.