CRÍTICA – Mulher Maravilha (2017, Patty Jenkins)

Desde sua criação, a Mulher Maravilha teve apenas uma adaptação live action de sucesso para a TV, que contou com Lynda Carter no papel de Diana Prince, que deu vida à personagem de 1975 a 1979.

Enquanto outros membros da trindade contaram com diversos fracassos e sucessos em diversas mídias, o filme de Patty Jenkins mostra a importância da personagem e principalmente do filme para a atual fase da DC nos cinemas.

Se você espera um filme com personagens femininas submissas, eu não recomendo esse filme. Nele Gal Gadot – que dispensa comentários – dá vida à uma das mais famosas heroínas da editora, Diana, Princesa de Themyscira.

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Os primeiros minutos do filme não entregam o tom, e algumas lições que mesmo vividas no início do século XX são bem atuais. Com arcos bem delineados e poucas pontas soltas, Jenkins e Snyder fazem o melhor filme da DC até o momento.

E diferentemente dos outros filmes do mesmo selo, Mulher Maravilha conta com uma paleta de cores mais clara, e ambientação convincente quando apresentados à ilha de Themyscira e à uma Europa no final da Primeira Guerra Mundial.

A diretora acerta ao introduzir a origem clássica de Diana nos quadrinhos ao grande público, apresentando elementos importantes da história em forma de canções de ninar. Onde todo o ambiente ao redor de Diana aliado às histórias de ninar, despertam nela a vontade de se tornar uma grande guerreira, como nas antigas lendas.

Diferente da maioria dos filmes nos últimos anos, Mulher Maravilha passa no Teste de Bechdel, que propõe o questionamento se uma obra de ficção possui pelo menos duas mulheres que conversam entre si sobre algo que não seja um homem.

As personagens femininas do filme deixam claro, por inúmeras vezes, sua superioridade aos personagens masculinos, ao mostrar força – tanto exterior quanto interior. Diana expressa, através de suas palavras e ações, os valores transmitidos à ela em seu lar. Que, naturalmente, conflitam com os valores do “mundo dos homens”, onde, até então, as mulheres não tinham grande participação, na sociedade de uma Europa sitiada durante o início do Século XX.

O elenco colabora com todo o tom do filme, sendo Chris Pine, o Steve Trevor que todos os fãs dos quadrinhos sempre quiseram ver nas telonas; seguido por Robin Wright, Connie Nielsen, Danny Huston e Elena Anaya. Respectivamente Antíope, Hipólita, General Ludendorff e Doutora Veneno.

As tão bem coreografadas cenas de lutas, que chegam a tirar o fôlego — que em sua maior parte acontecem na “Terra de Ninguém”, área de conflito do front — contrastam com cenas mais leves, como por exemplo as interações por vezes inocentes entre Diana e Steve. Fazendo com que uma sensação de equilíbrio seja transmitida ao longo do filme.

A trilha sonora é um espetáculo a parte, fazendo com que sua importância durante o longa seja sentida, desde as cenas mais simples até momentos de grande relevância. E como em Batman vs Superman, a trilha de Mulher Maravilha é de arrepiar; E a sessão exclusiva para a imprensa que se iniciou com grande expectativas dos fãs da DC e uma certa desconfiança por parte dos fãs da Marvel Studios, tornou-se ao final uma unanimidade comprovada através dos aplausos em uníssono.

Confira o trailer:

Avaliação: Ótimo

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Caso já tenha assistido ao filme, não deixe de dar um confere no podcast mais que especial com a turma do Enerdizando, com a participação da nossa representante Juliana Melo.
eNerdizando

the author

Natural do Rio de Janeiro, agora, um candango do cerrado. 23 anos, de muita nerdice. Cinéfilo, viciado em séries e livros.