CRÍTICA – O Bar (2017, Álex de la Iglesia)

O Bar (El Bar, título original) é um filme espanhol e argentino, dirigido por Álex de la Iglesia e conta com um elenco composto por Mario Casas, Bianca Suarez, Terele Pávez, Carmem Machi, Jaime Ordonez e Secun de la Rosa.

Com uma mistura de humor negro, terror e suspense, O Bar junta pessoas comuns em um mesmo lugar, colocando-os em uma situação caótica. A partir disso, o filme vai desenvolvendo os personagens, expondo seus limites e defeitos.


São em ocasiões extremas que revelamos quem realmente somos. Por mais que uma pessoa tente projetar algo diferente sobre sua personalidade e comportamento para a sociedade, se confrontada de forma intensa, ela acaba revelando sua verdadeira natureza, descobrindo que pode fazer coisas que antes julgava não ser capaz.

A história é desenvolvida a partir desse conceito, reduzindo seus personagens a estereótipos com o intuito de criar o mínimo de conexão possível com o espectador. Dessa forma, a obra trabalha o ser humano, seu comportamento e em como podem ser afetados por um incidente externo. Muitas das decisões tomadas pelos protagonistas são questionáveis, e aos poucos eles vão perdendo a racionalidade, sobrando apenas o instinto de sobrevivência.

Pensando no fator história, com início, meio e fim, o resultado não é muito satisfatório. O Bar não se preocupa em dar uma explicação coerente sobre o que aconteceu naquele estabelecimento ou o destino de um dos personagens. Mas a ausência dessas explicações só reforça o que realmente o filme quer mostrar.

Avaliação: Razoável

O filme está disponível na Netflix. Assista ao trailer:

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the author

Amante de cinema, séries e quase todo tipo de literatura. Nas horas vagas é publicitário, porque não passou em calculo quando cursava matemática.