CRÍTICA – O Lago Negro (2015, Juliana Daglio)

Começamos tudo entrando na cidade de Lagoana, uma cidade com ares suspeitos e macabros ao meu ver; temos como personagem principal a nossa querida e louca Verônica Cattani, a garota com problemas no passado e que tem um namorado – no começo um tanto fofo e que depois vira um saco de tão ridículo- chamado Enzo CervantesVerônica passou em primeiro lugar na Universidade Federal Interiorana de Lagoana, no começo não parecia grande coisa, mas a partir do momento que Verônica colocasse os pés naquela cidade tudo iria mudar.

Sinopse: “Verônica é uma garota problemática marcada por um passado traumático do qual mal se lembra, mas que lhe tirou o direito à total sanidade. Ao se mudar para o interior, depois de passar no vestibular, ela se depara com o local perfeito para se inspirar e, finalmente, transformar seus personagens imaginários em um livro. Lagoana é uma cidade nebulosa, úmida, habitada por almas quietas e pouco amigáveis. Porém, o clima obscuro não despertará somente a criatividade, mas também acordará seus fantasmas mais profundos. Prestes a perder o controle sobre sua trama e sua mente, Verônica conhece um estrangeiro de sorriso cafajeste e olhos azuis e, desconfiada de suas intenções, ela guarda segredo quanto ao seu livro, mas não sabe que Liam também tem os seus. Verônica nem desconfia, mas eles podem ser a chave para os mistérios que a rondaram durante toda sua vida. Assim, o lago negro de sua imaginação será, definitivamente, o estopim para toda sua loucura emergir. O que será que ele esconde no fundo de suas águas escuras?”

“Sonho com um mundo em que os loucos vivam nas ruas e interne-se os ditos sãos em hospitais horrendos.”

Verônica sofreu muito com a perda de seu pai e ainda sofre com isso, mas assim como o pai, ela herdou o amor pela escrita; para honrar o nome de seu pai, ela decide escrever O Lago Negro (sim, um livro dentro de outro livro! A coisa mais incrível da escrita de Juliana Daglio). Seguindo o conselho do pai, ela procura por Carlos Velásquez, um dos professores da faculdade e um homem em que seu pai confiava muito, para ajuda-la no livro.

Com seus sonhos estranhos e os personagens de seu livro parecendo tão reais, Verônica muitas vezes duvidava de sua sanidade, tentando sempre aliviar isso com remédios. Depois que começou a escrever o livro e foi morar em Lagoana tudo piorou, a cada capítulo, o livro parecia mais real para ela. Em momentos assim, ela tinha alguém em quem confiar, seu namorado Enzo, ele a salvou no acidente que havia tido com seu pai; no começo vemos um Enzo lindo, meigo e fofo, mas depois os dois estão na faculdade, não são mais crianças; é uma vida nova, pessoas novas… Verônica não imaginava que seu namorado pudesse mudar tanto por conta disso.

“Pessoas lúcidas é que vivem de incertezas, os loucos tem certezas demais e por isso vivem em outro mundo.”

Quando Verônica aceita trabalhar de babá na casa dos Caprini, um casal meio/totalmente estranhos, as coisas realmente começam a piorar e tudo a mudar. O casal tem uma filha chamada Lisandra, um bebê que não chora (super macabro), os Caprini tenta esconder a filha da cidade e de parentes, o que torna tudo um pouco mais perturbador.

Logo conhecemos Liam, um garoto misterioso que chega em Lagoana e no começo não entendemos muito o motivo de sua chegada, mas ao longo do tempo descobrimos o verdadeiro motivo de Liam aparecer (e claro, aparece para conquistar o coração fraco de suas leitoras).

“A mente. Algo indubitavelmente incontrolável, mas que insistimos em dizer que podemos dominar.”

Posso ser suspeita em falar sobre os livros da linda Juliana Daglio, além de ser uma das minhas escritoras nacionais preferidas, ela é uma amiga muito querida; O Lago Negro foi o primeiro livro dela que eu li, apesar de ela já ter outros publicados, esse foi o primeiro que peguei em mãos para ler e me apaixonar, Juliana tem uma escrita leve que nos faz flutuar nas páginas, só posso dizer que ela conseguiu me conquistar com cada palavra e capítulo que foi escrito neste livro. O Lago Negro me trouxe aquele conforto de ler um livro ótimo, me trouxe a emoção que eu precisava para poder sentir aquela vontade louca de lê-lo. Agora preciso continuar as aventuras de Verônica nos livros SubmersãoProfundezas Sombrias, segundo e terceiro livro, respectivamente.

“As pessoas no mundo são, em sua grande maioria, um bando de idiotas convencidos de suas verdades inúteis.”

Páginas: 368
Gênero: Ficção, Romance, Suspense, Mistério
Editora: Arwen

Avaliação: Ótimo

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the author

22 anos, estudante de Letras e Italiano, blogueira e fundadora do Only Dreams (www.onlydreams.com.br); escritora, publicou um conto na Editora Andross (Antologia Marcas Eternas) e sonha em publicar o próprio livro.