CRÍTICA – Power Rangers (2017, Dean Israelite)

Power Rangers é um filme dirigido por Dean Israelite, baseado na popular série japonesa dos anos 80 e em sua adaptação americana dos anos 90. O longa conta a história de 5 adolescentes que estão no lugar certo e na hora certa, por isso, recebem a missão de salvar o universo da vilã Rita Repulsa (Elizabeth Banks) e seu monstro dourado Goldar.

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Como toda história de origem de super herói, Power Rangers passa seu primeiro ato introduzindo seus personagens e sua ambientação, assim como a vilã e os relacionamentos entre os 5 jovens. Para isso o filme conta com performances sólidas de seu elenco, inclusive dos iniciantes Rangers e, apesar de um roteiro fraco e com muitos clichês, não chega a desapontar. Porém, o segundo ato se arrasta. Muito tempo é gasto desenvolvendo as relações e sentimentos dos jovens, seu treinamento e a tentativa de morfar para conseguirem suas armaduras, essenciais para a vitória contra Rita.

A vilã cativa por conta da performance de Elizabeth Banks, que se inspira muito na série original. Seu visual, principalmente enquanto tenta recuperar sua força, é interessante e levemente assustador. Porém suas motivações nunca são exploradas e sua missão parece superficial e sem propósito. Rita é uma antiga Power Ranger da equipe de Zordon (Bryan Cranston de Breaking Bad) – agora mentor dos novos heróis – e apesar de deixar pistas de possíveis desentendimentos entre os dois antes que ela traísse o grupo e matasse seus colegas, não existe desenvolvimento e a história se torna fraca. A mesma história poderia ser contada de maneira mais concisa e proveitosa se fosse 20 minutos mais curta.

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A melhor parte de Power Rangers é também onde graves problemas ficam evidentes. A batalha final conta com uma alta dose de nostalgia, incluindo a música original da série, e a revelação das armaduras do Rangers, dos Zords e do (Mamazord) Megazord. Alguns efeitos visuais são atrativos e outros mal feitos, distraindo o espectador da cena em si. Os movimentos de câmera são, por muitas vezes ao longo do filme, exagerados e um pouco desconfortáveis, tentando promover uma carga dramática que o roteiro não suporta. Porém, a batalha dos Zords contra Goldar é divertida e cheia de nostalgia.

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As atuações dos jovens, em especial Billy (RJ Cyler) e Kimberly (Naomi Scott), mais uma vez surpreende. O desfecho em si é previsível, mas enquanto um filme de heróis infanto juvenil é agradável. Os fãs da série de 1993 recebem um presente inesperado no final de Power Rangers, coroando a sessão nostalgia! Ah! Antes de ir embora do cinema, não se esqueça que existe uma cena no meio dos créditos que deixa a entender que uma sequência está por vir. Não deixe de conferir!

Em resumo: Power Rangers é um filme razoável, com potencial de atrair o público infanto-juvenil. Oferece uma boa dose de saudosismo e entretenimento para os fãs da série original, mas enquanto obra, deixa muito a desejar em seu roteiro, estrutura e efeitos visuais.

Avaliação: Razoável

Power Rangers chega aos cinemas amanhã (24/03)! Confira abaixo o trailer:

E você, faz parte do grupo com mais de 30 que quer curtir uma sessão nostalgia ou é mais jovem é quer conferir a equipe que seus pais certamente já acompanharam? Deixe-nos seu comentário e não se esqueça de nos acompanhar nas redes sociais:

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the author

Graduada em Antropologia pela Universidade de Brasília e mestra em Cinema e TV pela University of East Anglia, Reino Unido. Atualmente trabalha com produção, filmagem e edição de vídeos. Ama a Viola Davis e batatas de sal e vinagre.