CRÍTICA – Sete Minutos Depois da Meia-Noite (2016, Juan Antonio Bayona)

Ontem, em busca de um filme bem cotado (já que não iria ver a Samara – Veja nosso review de Chamados) me deparei com muitos elogios a este filme, o qual nunca havia ouvido falar. Então fui conferir, Sete Minutos Depois da Meia-Noite (A Monster Calls), e até agora, uma noite após, ainda estou pensando nas lições dele. Talvez o filme tenha mexido um pouco mais comigo por razões pessoais, já que no fim, assim como Conor (Lewis MacDougall) precisei “dizer a verdade”, e foi muito dolorido.

Sete Minutos Depois da Meia-Noite é um filme de drama e fantasia anglo-espanhol-estadunidense de 2016. Foi dirigido por Juan Antonio Bayona e escrito por Patrick Ness, baseado em seu romance homônimo. O longa é estrelado por Sigourney Weaver, Felicity Jones, Toby Kebbell, Lewis MacDougall e Liam Neeson; e teve sua primeira aparição no Festival Internacional de Cinema de Toronto em 10 de setembro de 2016.

Sete Minutos Depois da Meia-Noite, te leva para dentro da história e te prende lá até o seu fim. Com 108 minutos – tempo que não vi passar – o filme possui um começo, meio e fim bem conexos e muito significativos, de forma que os acontecimentos se conectam e fazem sentido, porém, não deixando em momento nenhum o filme tornar-se previsível e/ou cansativo.

Conor O’Malley (Lewis MacDougall) é uma criança responsável, com uma história de “gente adulta”:

  • Ajuda a cuidar de sua mãe (Felicity Jones), a qual luta contra um câncer terminal;
  • Todos os dias enfrenta os “bullies” na escola;
  • E ao chegar em casa, precisa desvencilhar-se de sua avó (Sigourney Weaver), que quer levá-lo para morar com ela.

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O que mantém Conor forte, é o amor por sua mãe; e há uma conexão visível entre os dois, ainda mais por não ter o amor do pai, que construiu outra família. Até que em uma noite, sete minutos após a meia-noite, ele se encontra com uma árvore (?). Sim! Uma árvore! Um freixo (Liam Neeson) que veio contar-lhe três histórias, esperando uma quarta história em retorno, de Conor. Tais histórias pretendem mostrar ao garoto algumas verdades sobre a vida e as pessoas, e mesmo relutante, ele procura ouvi-las, compreendendo a mensagem do monstro/árvore.

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O filme é visualmente impecável; com efeitos muito bem arquitetados, de forma que você não questiona o porquê de “Groot” estar falando sem parar. E mais, gosta de ser ouvido sem interrupções.

Me lembrou alguns outros filmes que já assisti, em especial: Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are, 2009). Que também é um drama com fantasia, e que também possui uma mensagem forte.

Confesso que chorei litros, já que o filme teve uma mensagem pessoal muito forte. A lição do filme, nos mostra que preferimos, às vezes, nos esconder atrás de meias-verdades para, principalmente, evitar a dor. E que mentiras bem contadas, tornam-se verdades cruéis.

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Indico Sete Minutos Depois da Meia-Noite, sem risco de errar. Afinal, é sempre muito bom recebermos aquela dose de lição de moral que nos falta no dia a dia.

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Li em alguns fóruns que o filme ficou de fora das indicações do Oscar e que foi uma injustiça. Eu não sabia que poderia ter sido indicado, mas concordo que merecia alguma indicação. Sete Minutos Depois da Meia-Noite entrou na minha estante dos filmes de drama memoráveis e que resguardam uma emoção guardada a sete chaves.

Às vezes queremos que a dor termine, mas dizer adeus é tão difícil que nos desperta raiva e indignação. Sei exatamente o que Conor sentiu, mas não foi o freixo que me fez saber a verdade, foi a própria vida. #SaudadesSempreVitor.

Confira o trailer

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Avaliação: Bom

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Deixo a nota do IMDb de parâmetro, como sempre fiz, 7,6.

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the author

Paulista, morando em Brasília. Tenho 30 com cara de 29. Apaixonada por filmes, séries, livros, rock e animais fofinhos.