CRÍTICA – Smurfs: A Vila Perdida (2017, Kelly Asbury)

Os Smurfs: A Vila Perdida é uma animação para toda família. O terceiro longa da saga, diferentemente dos outros dois anteriores que misturava animação com Live Action, traz apenas animação. E conta a história da Smurfete, a única menina do reino das pequenas criaturas azuis.

O filme começa narrado pelo Papai Smurf, que apresenta cada integrante azul da vila e suas respectivas características fortes que consequentemente se tornaram nome e a função da cada Smurf.

Mas a grande questão era saber qual a maior característica da Smurfete, a única menina da vila. Na busca pela sua identidade, a pequena azulada acaba sendo presa pelo maior vilão e seu criador: Gargamel, que deseja capturar todos os Smurfs para se tornar mais forte.

Porém, no decorrer dos acontecimentos, Smurfete acaba revelando que há outra vila de Smurfs além da sua, o que deixa o vilão animadíssimo para estender sua maldade. Começa então mais uma aventura dos pequenos na busca de tentar avisar aos colegas da outra vila que há perigos a caminho.

O grupo dos pequenos heróis se formam, e vão em busca de salvar o dia e o futuro dos similares da vila perdida, é composto por: Robusto, o Forte, o Gênio, que é o mais inteligente, o desastrado que fica por conta do lado cômico do grupo, e a Smurfete, a menina que busca a identidade. No decorrer do caminho passam por muitas aventuras, e enfrentam juntos os perigos da floresta.

A direção feita por Kelly Asburry é rica em detalhes, e por ser trabalhada em um cenário de floresta, as cores dão um charme e alegria maior ao filme. A composição feita com a imaginação e as músicas dão um efeito muito interessante, bem como quando a floresta ganha vida, e as flores e bichos dançam e se metamorfoseiam em cores. A trilha sonora foi muito bem escolhida, é adequada e envolvente.

Outro ponto interessante do filme, é a força feminina, tanto nas escolhas das trilhas sonoras (maioria cantada por mulheres), como o fato da principal personagem ser fêmea, e encontrar uma vila composta apenas de meninas.

E apesar de a protagonista buscar entender a sua personalidade, no fundo mostra como uma mulher não precisa ser definida apenas com uma característica, mas que a definição “mulher” a define com várias.

Outro ponto forte feminino fica por conta da dublagem da Smurf Magnólia, chefe da vila das Smurfs Fêmeas ser interpretada por Ivete Sangalo que é uma das maiores cantoras da música brasileira que possui uma voz marcante e inconfundível, e exemplo de mulher de várias características: mãe, esposa, trabalhadora.

A animação é muito rica em detalhes, alta qualidade de imagem, e vale a pena assistir em 3D devido ao grande número de aventuras e movimentação que o filme tem. 

O marcante desse filme, é que as aventuras não são deixadas apenas para o clímax do desenho, desde o começo o longa é cheio de peripécias, grandes tensões e ações.

O filme é uma diversão para toda família, e as crianças não vão conseguir piscar com tamanha aventura do começo ao fim.

Avaliação: Bom

Confira abaixo o trailer:

Os Smurfs: E a Vila Perdida estreia no dia 06 de Abril e é uma diversão para toda a família. E lembre-se de nos acompanhar nas redes sociais:

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the author

23, jornalismo, Brasília. Gosto de teatro, esportes e viajar. Filmes românticos, dramas e comédias são o que me levam ao cinema, já no quesito leitura: vou do jornal a HQ. Livro é item básico na bolsa feminina (pelo menos a minha).