CRÍTICA – The Discovery (2017, Charlie McDowell)

E se a ciência conseguisse provar que existe vida após a morte, o que você faria? The Discovery é um drama de ficção cientifica da Netflix que apresenta esta premissa. A produção é dirigida por Charlie McDowell e tem em seu elenco nomes como Jason Segel de How I Met Your MotherRooney Mara conhecida por obras como Lion, Carol Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulhers Robert Redford, o agente Alexander Pierce de Capitão América 2: O Soldado Invernal.

Thomas Harbor (Robert Redford) é um cientista que consegue comprovar a existência de vida após a morte, porém essa descoberta cria um verdadeiro caos entre a população, causando uma onda gigantesca de suicídios com o intuito de poder “chegar lá”  –  definição dada pelos próprios personagens se referindo ao que existe depois da morte. Em meio à toda essa situação, Will (Jason Segel) conhece Isla (Rooney Mara), uma mulher marcada por eventos trágicos do passado.

A consequência dessa descoberta tem influência direta nos elementos que compõem o filme. A fotografia, por exemplo, faz uso de cores mais puxadas para o azul para evidenciar uma atmosfera depressiva que cerca aquele mundo e aquelas pessoas. Esse sentimento é reforçado pelo uso dos longos silêncios e a trilha sonora monótona usada em momentos raros.

Mesmo tendo um background tão rico, o roteiro escolhe os caminhos menos interessantes para desenvolver a narrativa ao focar no romance dos protagonistas e na família Harbor. E questões mais interessantes levantadas no início não são aprofundadas como deveriam ser.

Para que a história funcione em cima das escolhas feitas, é preciso que os protagonistas estejam em sintonia e isso quase nunca acontece. Individualmente, Jason Segel e Rooney Mara até funcionam bem, porque eles se mostram o tempo todo afetados pela problemática da trama e por dificuldades pessoais dos personagens que irão ganhar importância no final do longa.

Além disso, o longa tem soluções desleixadas e convenientes para o avanço da história, como a novata que é chamada para uma reunião ultra-secreta logo depois de ter entrado para o grupo ou o fato dos protagonistas roubarem facilmente um corpo de dentro do necrotério. Esses detalhes parecem não ser tão relevantes no contexto geral, mas diminui ainda mais o valor da obra.

Ao terminar de assistir The Discovery, o sentimento que fica é de frustração com o tanto de possibilidades jogadas fora. Nem mesmo o bom plot twist do final, ameniza as escolhas erradas que foram feitas. Infelizmente.

Avaliação: Ruim

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O filme está disponível na Netflix. Assista ao trailer:

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the author

Amante de cinema, séries e quase todo tipo de literatura. Nas horas vagas é publicitário, porque não passou em calculo quando cursava matemática.