CRÍTICA – Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (2017, Luc Besson)

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é a nova produção do diretor francês Luc Besson, responsável por obras bem conhecidas pelo público como O Quinto Elemento e Lucy. A nova produção do diretor é uma adaptação de um quadrinho franco-belga e conta com Dane Dehaan, Cara Delevingne, Clive Owen, Rihanna, Kris Wu e Ethan Hawke no elenco.

No século XXVII, os protagonista Valerian (Dane Dehaan) e Laureline (Cara Delevingne) são agentes especiais e viajam pelo espaço e o tempo, realizando missões em defesa da Terra e seus planetas aliados. Durante uma operação como qualquer outra, eles descobrem uma grande conspiração que coloca uma raça inteira em perigo.

O filme começa apresentando dois prólogos, um para inserir o espectador naquele universo, explicando bem superficialmente tudo que aconteceu com os humanos e as mais diversas raças alienígenas. E o segundo para introduzir a trama que será desenvolvida. Os problemas já começam aí, porque a história que faz o longa avançar é rasa e nada interessante ou inovadora, caindo em clichês que já estão bastante saturados, como uma conspiração envolvendo grandes líderes. Com isso, a duração de quase 2 horas e 20 minutos parece se estender para 3.

Talvez se o enredo fosse focado no primeiro prólogo, teríamos algo no mínimo mais atraente para ver, porque mostraria a socialização e o choque de cultura das diferentes espécies de todo o universo, e faria até mais sentido com o título.

Para completar, os dois protagonistas, Dane Dehaan e Cara Delevingne, não possuem carisma algum e a todo momento forçam uma barra gigantesca para parecerem descolados, quando na verdade são chatos e estranhos. Mesmo o romance deles também é muito mal desenvolvido e evidencia a falta de química entre os dois atores. Você não consegue se apegar aos personagens em nenhum momento.

O longa conta com atores indicados ao Oscar como Ethan Hawke e Clive Owen, mas que são subaproveitados e parece que só estão lá de enfeite. O primeiro deles, tem praticamente uma cena em todo o filme. Enquanto o segundo possui uma importância maior, mas não é desenvolvido e possui motivações banais.

Para não ser injusto, vale destacar que a direção de arte funciona bem, mostrando uma estética bem bonita, desde os cenários até os alienígenas. É perceptível todo o esforço realizado para entregar conceitos e visuais bem ricos. Mas tudo se perde frente aos inúmeros defeitos da obra.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é só uma casca bonita que esconde uma história medíocre, tediosa, rodeada de trivialidades que ninguém aguenta mais ver.

Confira o trailer abaixo:

Avaliação: Ruim

E você, o que espera de Valerian e a Cidade dos Mil Planetas? Deixe seu comentário! O filme estreia em 10 de agosto de 2017! Lembre-se de nos acompanhar também nas principais redes sociais:

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the author

Amante de cinema, séries e quase todo tipo de literatura. Nas horas vagas é publicitário, porque não passou em calculo quando cursava matemática.