Justiça Jovem: 5 motivos que o tornam melhor que Liga da Justiça (e os 5 piores)

No final de 2010, a Cartoon Network lançou um novo desenho animado – dos conhecidos showrunners, Brandon Vietti, diretor de animação vencedor do Emmy, (O Batman e Batman: Os Valentes e Audazes), e Greg Weisman, o homem por trás de Gárgulas e O Espetacular Homem-Aranha entre outras coisas – que representava uma equipe de jovens super-heróis do Universo DC. Imagens promocionais e propagandas do programa geraram a ira dos fãs, que imediatamente assumiram que era um “spin-off” do amado Jovens Titans, que havia terminado alguns anos antes. Para nossa (e feliz) surpresa, Justiça Jovem provou ser totalmente original, um desenho engraçado e cheio de ação que deu aos espectadores tudo o que eles queriam.

Apesar do desenho ter durado apenas duas temporadas, deu aos fãs um novo universo para admirar e nos deixou na expectativa de uma terceira temporada na Netflix. Inevitavelmente, isso começou a gerar comparações entre Justiça Jovem e Liga da Justiça. E não há nada como a concorrência para enfatizar os altos e baixos de um produto. Com isso em mente, é justo rever os vários “melhores” e “piores” de Justiça Jovem e ver como isso se compara à Liga da Justiça.

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MELHOR: Mudança na “receita de bolo”

Uma coisa que a DC em geral peca é no uso excessivo de arquétipos. Suas principais equipes costumam conter o semideus alienígena, o colega solitário, o líder, o mecânico e o alívio cômico. Embora Justiça Jovem tenha mantido essa fórmula, não teve medo de mudar as coisas por causa da narrativa, algo que a Liga da Justiça evitou em grande parte. Por exemplo, o “zoeiro” da equipe é Wally West, também conhecido como Kid Flash, que devido ao seu pensamento rápido, a ironia e sarcasmo é fácil quanto respirar. Mas ele também é um cientista brilhante que pode analisar compostos químicos e estruturas atômicas como se estivesse lendo um livro de fotos. Robin era o técnico da equipe, mas também era um “zoeiro” nato, que tinha momentos de solenidade. Essa profundidade de identidade está presente em todos os personagens principais em ambas as temporadas de Justiça Jovem e é algo que a Liga da Justiça apenas esboçou.

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PIOR: Animação menos estilizada

Um dos principais acertos das animações da DC foi o seu estilo de animação único. Os primeiros dias do universo usavam linhas fortes para enfatizar excessivamente as curvas e, no momento em que a Liga da Justiça estreou, evoluiu para um formato de ângulos irregulares e rostos afiados. Parecia grande e sutilmente enfatizava a rigidez da história e das estruturas dos personagens. Justiça Jovem, por outro lado, utilizou um estilo de animação muito padrão com rostos realistas e proporcionados centrados em olhos amplos e expressivos.

Isso é particularmente decepcionante, pois cada desenho animado baseado no universo DC tem uma marca registrada visual, diferente e criativa. Jovens Titans tomou grande influência do anime, Batman: Os Valentes e Audazes usaram linhas mais suaves com cores vibrantes para fazer uma aparência retrô, e até mesmo o famoso Legião dos Super-Heróis, que costumava ser esquecido, usava um estilo curvado e super sombreado. Em comparação com todos eles, Justiça Jovem é apenas “um pouco alegre”.

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MELHOR: Um plot explorativo

As primeiras temporadas da animação da Liga da Justiça foram divididas em arcos de dois ou três episódios. Quando o programa transferiu para o formato ilimitado, ele começou um formato mais convencional de “vilão da semana”, com uma narrativa maior, chegando ao final da série. Justiça Jovem tomou uma abordagem menos flutuante e começou a insinuar uma trama abrangente no primeiro episódio, em que vimos Aqualad, Kid Flash e Robin liberando um Superboy com lavagem cerebral de um laboratório secreto.

Ele imediatamente introduziu o conceito de uma organização sombria e vilão que operaria nos bastidores em cada episódio, orquestrando o time de jovens heróis através de vários vilões e peões, deixando-os pensar que ganharam enquanto os verdadeiros vilões cumpriam seus objetivos misteriosos. Essa narrativa maior permitiu que os fãs se divertissem com a narrativa de construção mundial que deixa a animação Liga da Justiça com vergonha.

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PIOR: Desenvolvimento acelerado do caráter

Este não é tanto um problema com Justiça Jovem como uma série é mais um problema com quanto tempo ele se manteve no ar. Combinados, Liga da Justiça e Liga da Justiça Sem Limites foram autorizados a continuar por cinco temporadas, tempo suficiente para Mulher Maravilha evoluir de forma realista de ser uma personalidade reservada até flertar abertamente com Batman. Já Justiça Jovem durou apenas duas temporadas e teve um tempo significativo entre elas, forçando a série a colocar uma clara ênfase no desenvolvimento da narrativa e não no crescimento do caráter.

Por exemplo, em um ponto, Aqualad está em conflito com a falta de fé de sua equipe em sua liderança, mas segundos depois os chama de volta à ordem, apesar de duvidar de si mesmo. Sua inversão de confiança é ajustada para o tempo de duração da temporada, mas a real beleza de Justiça Jovem era a capacidade de ser mais do que apenas outro desenho animado.

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MELHOR: Relacionamentos mais realistas

Havia apenas três relacionamentos significativos nas séries da Liga da Justiça. Lanterna Verde com Mulher-Gavião e Arqueiro Verde com Canário Negro, porque eles estavam nos quadrinhos. Felizmente, Justiça Jovem não sofreu o mesmo problema.

Os dois casais principais da equipe eram Miss Marte com Superboy e a famosa dupla “Spitfire” de Kid Flash e Artemis. O primeiro casal poderiam ser acusados ​​de ser extremamente doces, mas também é um exemplo de duas pessoas com experiências compartilhadas que se sentem gravitando um para o outro por necessidade emocional. Por outro lado, o segundo casal, parece como aqueles alunos do ensino médio com uma paixão: muito confusos por seus sentimentos para tratar o outro com o carinho que eles querem dar até que os dois finalmente “baixam a guarda” e admitem sua atração.

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PIOR: Salto temporal de 5 anos

Sem dúvida que um salto de tempo é a conveniência mais preguiçosa em uma narrativa. Isso cria uma ruptura entre dois períodos de uma história que inicialmente confunde fãs e os obriga a manter o interesse apenas para entender o que aconteceu nesse espaço de tempo. Esses saltos temporais só provoca uma falta de fé na história para manter a atenção do público ao longo da temporada. E convenhamos, o salto de tempo de cinco anos entre a primeira e segunda temporadas de Justiça Jovem foi feito por pura praticidade.

Weisman e Vietti sabiam que sua série estava sendo cancelada e queriam contar a conclusão que eles planejaram. Houve um período de tempo não especificado entre o final da Liga da Justiça e o início da Liga da Justiça Sem Limites, mas nada em nenhuma das duas animações sugeriu que qualquer conseqüência real tivesse acontecido nesse período. Independentemente disso, o salto de tempo deixou um mau gosto nas bocas dos espectadores de Justiça Jovem como os da Liga da Justiça nunca tiveram.

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MELHOR: Ênfase no humor

Mesmo o Flash tendo boas tiradas com a Mulher-Gavião, a parte mais divertida das animações da DC eram, sem dúvidas, de Mark Hamill, como o Coringa, que fez poucas aparições nas séries da Liga da Justiça. Diferentemente de Justiça Jovem, que produziu consistentemente linhas divertidas e peculiaridades humorísticas.

Entre a personalidade ultrapassada de Wally, a imaturidade do Capitão Marvel e a obsessão inexplicável de Robin com os prefixos, a série foi recheada com piadas que ajudaram a aliviar a extrema tensão e as duras realidades que tratou. Em um momento, revela-se que Miss Marte baseou toda a sua personalidade num show estereotipado dos anos 80. A equipe está chocada com sua mentira, mas suas reações e o conceito inteiro fazem um dos momentos mais divertidos do desenho.

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PIOR: Pontas soltas

Nada é pior do que introduzir conceitos e ideias interessantes para a história e, em seguida, não segui-las. Em Liga da Justiça, nunca foram deixadas pontas soltas e a série tinha o cuidado de manter suas histórias justas e concisas. Justiça Jovem criou histórias de longo prazo sem a certeza de que a série teria tempo para contá-las.

Muitas dessas histórias acabaram ou foram resolvidas no salto temporal entre as temporadas. Como Zatanna se formou com o Senhor Destino? Isso não é tanto uma questão de dizer e não mostrar, é um caso de nem contar nem mostrar, deixando o público confuso quanto quais são realmente as apostas de Justiça Jovem.

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MELHOR: Fornecer personagens menores para o grande público

Ter muitos personagens é um problema que a DC compartilha com a Marvel e ambos tiveram técnicas diferentes para tentar combater o problema. A Liga da Justiça fez muito bem, colocando o destaque em personagens pouco conhecidos como o Cavaleiro Brilhante, Vigilante e Stargirl, mas Justiça Jovem aumentou a esse hall ao trazer o Capitão Marvel, que esteve em um episódio singular da Liga da Justiça Sem Limites, como um personagem recorrente e parte da trama principal em alguns episódios.

É uma aposta segura que, antes de Justiça Jovem, a maioria dos fãs de quadrinhos casuais não sabia quem era o Geada, ou a Lince, ou Artemis. Vá em frente e adicione também a essa lista Guardião, Mestre dos Esportes e Rocket. Outros personagens foram criados por Jovens Titãs, mas ainda havia um número razoável de propriedades intelectuais que devem sua relevância a Justiça Jovem.

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Pior: Não usou nenhum dublador original

Uma das razões pelas quais o Universo Animado DC (UADC) é tão reverenciado é devido ao seu espetacular elenco de voz, que desde então passou a um status quase lendário. Para muitas pessoas, George Newbern simplesmente é a voz do Superman, Susan Eisenberg simplesmente é a voz da Mulher Maravilha e, para quase todos, Kevin Conroy é apenas Batman. No time tupiniquim temos as vozes de Guilherme BriggsPriscila AmorimMárcio Seixas respectivamente. Talvez para distanciar-se do UADC, Justiça Jovem escolheu não prender-se a familiaridade dessas vozes em seus respectivos papéis, em vez de se concentrar em um novo elenco.

O programa incluiu alguns atores de voz do UADC, notadamente Phil LaMarr, mas nenhum dos papéis que anteriormente habitaram em sua última viagem ao mundo maluco da DC Comics. Isso ajudou a série a se destacar, mas também sacrificou uma valiosa ferramenta que poderia ter sido usada para aplacar um público potencialmente hostil ou insensível.

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Um carioca nerd de alma e coração. Cinéfilo, viciado em livros e que chama seu Xbox One de Wilson (entendedores entenderão).