Lanterna Verde: Quem são os primeiros Lanternas Verdes e a sua importância para o Universo DC

Os Reboots, ressurreições e renascimentos são usados para a composição da linha temporal da Tropa dos Lanternas Verdes e é preciso muita atenção e bastante tempo para dissolver tantos erros. Com a introdução de dois Lanternas Verdes novatos da Terra — Simon Baz e Jessica Cruz — os Lanterna Verde trouxeram novos leitores e uma forma mais fácil, mais acessível para uma narrativa sem fim da Tropa dos Lanternas Verdes, quando se trata de alguns dos maiores e mais difíceis aspectos da lore.

Com o Rebirth, a DC Comics pretende explicar a origem dos Lanternas Verdes, e nessa origem, pretende criar uma base para o que conhecemos do já tão confuso Universo DC

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Esclarecendo a história

Parte da complicação da história da Tropa dos Lanterna Verde vem do fato de nunca terem sofrido um reboot, mesmo quando a linha temporal foi resetada e re-lançada, quando a nova fase do DCU começou em 2011, os Novos 52. Diferente de muitos títulos, que vimos muitos personagens passarem por ajustes, as histórias dos Lanterna Verdes foram mantidas, como se nada tivesse sido alterado.

Foi durante essa época que o personagem chamado Volthoom foi introduzido e passou a ser conhecido como “O Primeiro Lanterna“, um homem que foi preso pelos Guardiões depois de ter ficado louco após desfazer a sua conexão com o Espectro Emocional. E é sabido que Volthoom é essencialmente o primeiro Lanterna — de qualquer espectro.

Por muitos anos, ficamos sem saber sobre a origem de Volthoom. Mas durante a edição #18 de Lanternas Verdes, intitulado “O último testamento do Primeiro Lanterna.” Nesse one-shot, é mostrada a relação de Volthoom com os Guardiões, e como ele se ele foi expulso do espectro emocional há mais de 10 bilhões de anos atrás com a ajuda de um “salto” temporal usando a viagem do tempo.

Ele também revelou que, ele agora está tão além da morte que nem mesmo Nekron, o senhor da morte, é capaz de levá-lo.

Ainda, a história de Volthoon explicou foi como os Guardiões foram capazes de concentrar a energia do espectro através de anéis… mas não os anéis que foram dispersados pelo universo e que conhecemos hoje.

Volthoom pode ter sido o primeiro lanterna, mas não o primeiro Lanterna Verde.

 

Bem-vindos ao Terceiro Mundo

Lanterna Verde #23 mostra o trágico passado de Volthoom nos dando uma nova dimensão da história do personagem. Sua viagem no tempo graças a Lanterna de Viagem — o que o permitiu controlar o Espectro Emocional — foi “canibalizado” pelos Guardiões depois de sua insanidade tomar controle. Com isso, eles criaram não um, não dois, mas sete anéis verdes.

Os primeiros anéis dos Lanternas Verdes.

Esses sete anéis foram enviados através do cosmos para procurar por pessoas com força de vontade o suficiente para usá-los.

Nesse momento que ficamos cara a cara com a verdadeira primeira Lanterna Verde — uma cidadã de um “Terceiro Mundo”, um planeta chamado Galactica, chamada Alitha.

Em uma recente entrevista com a Graphic Policy, o escritor Sam Humphries comentou que o Terceiro Mundo é um precursor direto ao famoso arco de Jack Kirby, intitulado Quarto Mundo. Com Alitha nos holofotes, aceitando o trabalho para garantir que o Terceiro Mundo não se transforme em um Quarto Mundo, caso uma destruição ocorra — uma missão que, nós leitores já sabemos que infelizmente falhará.

O portador do segundo anel original dos Lanterna Verde, foi o marciano branco, chamado Z’Kran Z’Rann.

Humphries também explicou que os outros cinco Lanternas Verdes se revelariam nas edições seguintes, cada um representando um “braço” diferente da DCU, e cada um se encaixando em áreas diferentes do legado DC. Ele esclareceu que esse desenvolvimento, mostra que os Lanternas Verdes são oficialmente um conceito de 10 bilhões de anos no Universo DC, o que não causa um reboot nas Tropas dos Lanternas Verdes, muito pelo contrário, se mantém mais próximo do clássico, a origem dos Caçadores Cósmicos.

É muito para absorver, mas o princípio por trás de tudo, não é complicado… pelo menos quando você consegue entender a viagem no tempo e mudança de dimensões. Depois disso, só faz sentido se você entender que a habilidade de tirar a Luz Verde da Vontade vem de alguma coisa, e os Maltusianos evoluíram nos Guardiões e se tornaram espertos o suficiente para tirar essa energia.

Agora, a questão é manter Volthoom onde está, que é atualmente enterrado dentro da mente do Guardião Rami, longe desses sete anéis originais.

Na edição #25, continuamos com a origem da Tropa dos Lanternas Verdes, e descobrimos mais dois portadores dos sete anéis originais. Além disso, Volthoom continua sua missão de voltar ao seu universo. Na edição #24, Volthoom descobre que sua Lanterna de Viagem foi usada pelos Guardiões do Universo para criar os sete anéis originais dos Lanterna Verde, e se ele for capaz de rastrear sua linhagem, ele poderia usar um desses sete anéis originais para retornar ao seu universo.

A edição #25 volta por algumas páginas há 10 bilhões de anos atrás, introduzindo o terceiro e quarto Lanternas Verdes. O terceiro Lanterna é um homem-tigre, chamado Tyran’r que na verdade já nos é familiar dos dias atuais, mas na edição #25 vemos a sua origem e ele curiosamente reconhece Simon Baz e Jessica Cruz como velhos amigos, mesmo eles sendo incapazes de reconhecer o grande e desastrado homem-tigre com uma grande espada, muito menos sendo amigos deles.

Tem bilhões de anos atrás, Tyran’r O Poderoso foi trazido diante o rei de Tamaran que destruiu a sua espada, mas Tyran’r conseguiu sua vingança se soltando e matando toda a corte, pouco antes de ser visitado pelo Terceiro Anel verde. Sendo de Tamaran, Tyran’r possui uma conexão com Estelar dos Jovens Titãs, e como Sam Humphries explicou em sua entrevista, ele representa os primeiros dias da cultura guerreira e predadora do planeta Tamaran.

O quarto Lanterna Verde original foi introduzido como um cidadão do Planeta Yod-Colu, que os fãs do Superman rapidamente reconhecerão como o lar do Coletor de Mundos, Brainiac. Diferente de Alitha, Z’Kran Z’Rann, Tyran’r O Poderoso, Kaja Dox não é uma grande guerreira entre o seu povo, mas sim uma nerd dos computadores que vive com a sua namorada e luta contra uma mãe arrogante. Mesmo assim, ela encontra dentro de si a habilidade de superar grande medo e também é visitada pelo anel da Lanterna Verde. O interessante é que o sobrenome de Kaja, é o mesmo de Brainiac, assim como o de seu filho Vril Drox IIBrianiac 2 – e Brainiac 5 da Legião de Super-Heróis, Querl Dox.

Na edição #26, somos revelados ao portador do quinto anel do Lanterna Verde, a primeira elemental de planta. Calleen, do planeta Alstair.

Na edição #27, somos apresentados à Brill do planeta Grenda. Uma inteligência artificial e a primeira de seu povo a deixar a habitar de fato um corpo físico.

É certo dizer que um dos sete anéis originais está sob o poder de Jessica Cruz e o Guardião Rami já sabe disso. Mas onde estão os outros seis anéis? Eles sem dúvida farão parte da história de Simon e Jessica, e os ajudarão na construção da história da Tropa dos Lanterna Verde. Porque convenhamos, nenhum dos dois estão se dando muito bem com seus respectivos superiores enquanto todas essas histórias se revelam diante deles. E para ser justo com Jessica, quem nunca sentiu vontade de dar um ou dois socos na cara de Guy Gardner?!

A edição #28 de DC Rebirth Lanterna Verde será lançado no próximo dia 2 de agosto nos Estados Unidos. E em breve, teremos mais notícias e saberemos que é o portador do sétimo anel. Fique ligado aqui no Feededigno para mais novidades, e não se esqueça de nos acompanhar nas principais redes sociais:

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the author

Natural do Rio de Janeiro, agora, um candango do cerrado.
23 anos, de muita nerdice. Cinéfilo, viciado em séries e livros.