CRÍTICA – Stranger Things – 2ª temporada (2017, Netflix)

Hawkins. Eu estava com saudade desse lugar!!

Um ano se passou e, durante esse período fomos tomados por muita expectativa, ansiedade, apostas (positivas e negativas) e finalmente, na última sexta-feira a Netflix liberou nosso acesso à 2ª temporada de Stranger Things.

Após o sucesso absurdo da 1ª temporada (leia a crítica aqui), foi difícil segurar nossa angústia para saber onde estava Eleven, o que estava acontecendo com Will, como estavam nossas crianças, nosso xerife from hell (entendedores entenderão!) e a nossa mãe excêntrica… Masssss os irmãos Duffer, criadores da série, avisaram que nossa segunda visita à cidadezinha do Estado de Indiana seria muito mais obscura e assustadora. E eles não estavam de brincadeira quando afirmaram isso. #FriendsDontLie

CONTÉM SPOILERS!

O trailer oficial nos preparou para algumas das referências maravilhosas e clima mais pesado que veríamos nessa fase da história, mas não poderia imaginar que seria tão bom.

Assim como na temporada anterior, várias referências a clássicos 80’s estão lá: trilha sonora continua maravilhosa (Runaways, Oingo Boingo, Pat Benatar, Cindy Lauper, Bon Jovi, Scorpions, Metallica etc.) e clássicos do cinema como ET (sempre <3), Conta Comigo, Os Caça-Fantasmas, Halloween, Alien, Goonies (aaaaaah, Sean Astin, como entendemos suas referências <3) etc.

Não seria exagero afirmar que o diferencial dessa segunda temporada está em dar menos foco às referências pelas referências e mais foco na continuidade da história e no desenvolvimento dos personagens. Um ano se passou desde que os acontecimentos envolvendo o desaparecimento de Will e o aparecimento/desaparecimento de Eleven aconteceram, e é desse ponto que a história recomeça. Se aparentemente nada mudou, terminamos o primeiro episódio com a certeza de que o pesadelo só estava começando mas que nossa menina dos Eggos estava bem… Ou parecia estar.

O que vemos então são episódios com uma tensão e narrativa crescentes, algumas sequências apavorantes (seguindo a fórmula dos clichês que SEMPRE funcionam) nos levando a sentimentos de amor e ódio pelos personagens que já conhecemos e pelos novos (destaque para Sadie Sink, Dacre Montgomery e Paul Reiser). Com exceção do episódio 7 (que começa bem, mas falha miseravelmente ao tentar explicar parte da história de Eleven, seguindo uma linha ao melhor estilo “Os Mutantes”, da Record) – e curiosamente foi o episódio que mais exigiu de Millie Bobby Brown, emocionalmente).

Sobre as interpretações, vale destacar o ótimo trabalho de Noah Schnapp (tudo o que não tínhamos visto de Will Buyers até aqui, o menino demonstra muito bem ao longo desta temporada) e Millie Bobby Brown (como se já não soubéssemos do que ela é capaz). Os demais personagens mantem o mesmo perfil, mas demonstram desenvolvimento em maior ou menor grau e, se pensar em alguma mínima crítica, diria que forçaram demais as “gracinhas” do Dustin em alguns momentos. Menção honrosa à pequena Erica Sinclair, irmã de Lucas, que rouba todas as cenas em que aparece.

Com a direção dos episódios variando entre os irmãos Matt e Ross Duffer (comandando obviamente a maior parte e garantindo assim a qualidade de sua cria), Shawn Levy, também diretor executivo da série (Gigantes de Aço, Uma Noite no Museu), Andrew Stanton (Procurando Nemo, Wall-E) e Rebecca Thomas (A Fita Azul, Sweet/Vicious), Stranger Things entrega uma segunda temporada melhor em todos os sentidos: evolução da história, produção, direção, interpretações, trilha sonora. Se a primeira temporada nos encheu de uma atmosfera docemente saudosista, deliciosa de se assistir mas com aquela cara de Sessão da Tarde bem light, a segunda mantem seus momentos leves e doces mas se aprofunda no Upside Down/Mundo Invertido e nos leva junto em mais uma viagem sensacional.

Para quem já dedicou algumas horas de sua vida à Stranger Things The Game, algumas referências de locais e personagens ficarão mais evidentes e, resumindo a sensação final dessa temporada: assim como no jogo, quando você pensa que acabou, seus problemas foram atualizados ou renovados com sucesso.

Confira a playlist com a trilha sonora da segunda temporada da série! 

Avaliação: Bom

*Ps¹: E antes que alguém argumente que “ficaram alguns buracos na história”, os Irmãos Duffer afirmaram, em entrevista ao Deadline, que já começaram a criar o roteiro da 3ª temporada. Agora, só nos resta segurar a ansiedade e esperar pelas respostas 😉

*Ps²: Após terminarem de assistir a temporada, assistam também “Beyond Stranger Things“. O especial é dividido em sete “episódios” (em média, possuem 20 minutos de duração cada), onde os Irmãos Duffer, Shawn Levy e o cast principal dessa temporada destacaram detalhes de bastidores e produção que passaram despercebidos mas que dão ainda mais sentido à algumas cenas e algumas curiosidades.

E aí, já assistiram da segunda temporada de Stranger Things? Conte sua opinião nos comentários abaixo! Vamos adorar saber! Para não perder nenhuma novidade das suas séries favoritas, não deixe de nos seguir nas redes sociais!

FacebookInstagramTwitterPinterest

the author

Paulista, 38 anos. Doida por séries, filmes, classic rock, gatos e catioros.