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TBT #230 | Mad Max: Além da Cúpula do Trovão (1985, George Miller)

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Além da Cúpula do Trovão

O pós apocalipse dos anos 80 tem o seu charme, sendo grande parte das produções deste tema considerados clássicos da cultura pop. E, no mar de areia e gasolina, uma franquia se estabeleceu nesta década sendo a nossa indicação do TBT desta semana. Mad Max: Além da Cúpula do Trovão é uma produção australiana dirigida e roteirizada por George Miller, conhecido por produções como O Óleo de Lorenzo, Babe e Happy Feet.

O longa estrelado por Mel Gibson foi lançado em junho de 1985 como o terceiro filme da trilogia com o mesmo prefixo.

Além do astro em ascensão, completam o elenco: Bruce Spencer e a já saudosa rainha do rock n’ roll Tina Turner. Além de estrelar a produção, a renomada cantora participa nas músicas One of the Living nos créditos iniciais e We Don’t Need Another Hero (Thunderdome) no encerramento do longa.

A história segue a jornada errante de Max Rockatansky (Mel Gibson) na terra devastada pela guerra e disputa por combustível. Sendo neste terceiro filme o guerreiro da estrada colocado entre uma disputa de poder na cidade de Bartertown liderada com a mão de ferro por Titia (Tina Turner) e Master Blaster responsável pela refinaria que ambiciona ter poder da superfície.

Dois homens entra um homem sai

Qualquer fã de cinema conhece esse canto de torcida que ecoa na Cúpula do Trovão durante o longa que apresenta o aspecto selvagem humano em seu auge. Ao longo da trama existe pouquíssimas pessoas que poderíamos pensar que simbolizam a bondade, mesmo as crianças que precisam lutar para sobreviver, carregando a esperança de um lugar melhor para viver.

Particularmente uma das cenas de luta mais emocionantes da história do cinema, pela sua ambientação, execução e o contexto brilhantemente construído pelo trabalho em harmonia realizado pela direção e atores.

Tina Turner é um destaque memorável do filme, pela atuação em cena e sua presença imponente como uma das mulheres fortes em tela. A sagacidade de sua personagem para construir o cenário ideal para perpetuação de seu poder é uma das virtudes que tornam este um filme mais lembrado que seus antecessores na agora franquia.

Além de toda a sua inteligência a crueldade é um aspecto evidente em sua personagem, principalmente contra seu opositor. Dando-lhe um castigo da forma mais sádica que pode após conseguir o que desejava através de Max e a batalha da Cúpula do Trovão.

O mais interessante em torno de Mad Max, assim como em sua trilogia, apesar de Rockatansky ser o protagonista sempre é deixado implícito como ele é apenas um elemento pequeno em um contexto de caos gigante. Assim é possível estabelece-lo como o anti-herói que é, sem deixar de pensar que se tornou apenas um sobrevivente em um mundo completamente destruído.

Neste aspecto o roteiro é inteligente em usar Max como um desinteressado em todos os eventos que acontecem no filme. Sendo que literalmente todo este caos acaba por se tornar parte de seus problemas, precisando sair vivo e com os suprimentos que precisa para continuar a sua jornada exilado e sem rumo pelo deserto.

O filme repete algo que já ocorre em seu antecessor, quando o solitário Max decide se aliar a um grupo de pessoas com um objetivo maior, mas acaba sozinho. Talvez seja esse o ciclo que o próprio personagem acaba por viver, dado o seu desejo de solitude enquanto tem delírios sobre a perda importante que tem no primeiro filme.

VEREDITO

Além dos elementos narrativos, o filme possui excelente cenas de perseguição com veículos criativamente elaborados para um ambiente adverso que se torna o mundo. A ação do filme é memorável e empolgante tanto em perseguições quanto em combate.

Mad Max: Além da Cúpula do Trovão é uma excelente indicação para um bom filme de ação, com boas atuações de seus protagonistas e uma trilha sonora que ficou gravada na memória e coração de muitos fãs de cinema.

4,5 / 5,0

Confira o trailer:

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