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CRÍTICA – Top Gun: Maverick (2022, Joseph Kosinski)

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CRÍTICA - Top Gun: Maverick (2022, Joseph Kosinski)

Antes de começar é preciso lembrar que os fãs desejavam por anos uma continuação da franquia Top Gun e em setembro de 2018, Tom Cruise retornou à Miramar, a base militar onde muito de Top Gun foi filmado, mais de trinta anos atrás. Ele estava lá para submeter-se a um completo ASTC (Currículo de Treinamento de Sobrevivência de Aviação), para se qualificar para o extenso programa de voo sequências nos F/A 18 da Marinha dos EUA que ele pessoalmente insistiu que eram essenciais para a realização de sua tão esperada sequência, Top Gun: Maverick.

Como ele embarcou em um programa de treinamento diferente de qualquer outro na história do cinema, era impossível não notar os paralelos entre Maverick e a pessoa que o interpreta; dois homens constantemente testando os limites de si mesmos e de sua profissão.

Mais de três décadas se passaram do clássico Top Gun: Ases Indomáveis (1986) e agora Tom Cruise está de volta com Top Gun: Maverick e Pete “Maverick” Mitchell coleciona condecorações, medalhas de combate e grande reconhecimento pelos aviões inimigos abatidos, nos últimos 40 anos. Mas nada disso foi suficiente para sua carreira decolar e ele deixar de ser apenas um capitão de mar e guerra. A explicação está no fato de que uma coisa não mudou ao longo dos anos: ele continua o mesmo piloto rebelde, que não hesita em desafiar a morte, sendo considerado uma espécie em extinção.

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O elenco liderado por Tom Cruise conta com nomes como Miles Teller, Glen Powell, Monica Barbaro, Greg Tarzan Davis, Danny Ramirez, Jay Ellis, Lewis Pullman e Jon Hamm.

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SINOPSE

Após mais de trinta anos de serviço como um dos melhores aviadores da Marinha, Pete Mitchell está onde pertence, ultrapassando os limites como um piloto de teste corajoso e evitando a promoção de patente que o manteria em terra.

ANÁLISE

Obviamente o longa é uma grande força conjunta entre a direção de Joseph Kosinski, roteiro de Peter Craig e Justin Marks, fotografia de Claudio Miranda, música de Lady Gaga (“Hold My Hand”), elenco e produção em geral que trabalham em perfeita sincronia como aviões militares em formação de combate. E por falar em aviões, é um fato que eles são, assim como alguns personagens, grandes estrelas da franquia.

Em Top Gun: Maverick podemos ver os incríveis modelos:

Darkstar

O avião feito especificamente para o filme é um “clone” do avião hipersônico SR-72, que está sendo desenvolvido pela Lockheed Martin. A empresa, inclusive, foi quem desenhou o Darkstar para o longa, tornando o projeto ainda mais real.

Se o SR-72 atingir a velocidade que o Darkstar atinge no longa será sem dúvidas algo surreal.

F/A-18

A estrela do novo longa da franquia Top Gun é o F/A-18, um caça bimotor que entrou em serviço na década de 1980 na Marinha dos EUA. Para conseguir capturar as imagens, foi feita uma adaptação para instalar seis câmeras de cinema na cabine. Embora os atores não tenham pilotado de fato o F/A-18, todas as cenas com eles a bordo foram gravadas em voos reais.

Su-57

O caça russo mais moderno da atualidade. Informações mais específicas do modelo são sigilosas até hoje, como dimensões, motores, velocidade etc. o Su-57 não tem nem dez unidades produzidas, e seu desenvolvimento ocorre há mais de uma década.

F-14 Tomcat

O grande astro do primeiro filme, o caça F-14 Tomcat chama atenção por suas asas de geometria variável, que mudam de posição, formando ângulos diferentes em relação à fuselagem. Isso representa uma vantagem, pois, em baixas velocidades, é interessante que a asa esteja na posição mais aberta possível para garantir a sustentação do avião. E, em altas velocidades, na posição mais recolhida, permitindo a operação do voo supersônico.

Hoje aposentado das forças armadas dos Estados Unidos, o F-14 tinha velocidade máxima de cerca de 2.480 km/h e chegava a uma altitude de até 17 km. O caça a jato bimotor comportava até dois tripulantes a bordo.

A nostalgia

Muito provavelmente uma expectativa unanime entre os fãs é que Top Gun: Maverick se apoie principalmente na nostalgia; e assistindo ao filme, com um trecho da memorável música “Danger Zone” (Kenny Loggins) acreditei que essa seria de fato a força motriz da produção. Mas, a direção consegue surpreender os fãs. A nostalgia está lá; desde flashbacks de Nick “Goose” Bradshaw (Anthony Edwards), amigo e parceiro falecido de Maverick até a participação de Tom “Iceman” Kazansky (Val Kilmer). Entretanto a nostalgia não é a propulsão que faz o filme decolar.

Em Top Gun: Maverick a nostalgia é delicada, respeitosa e principalmente no que se refere a Val Kilmer, a delicadeza que a produção teve com a condição real do ator foi algo extremamente tocante.

A velocidade

Com cenas de tirarem o fôlego, em alguns momentos ficamos bem encostados na cadeira do cinema, com unhas nos dentes e os olhos vidrados na tela, segurando a respiração como que sendo pressionados pela Força G. A principal característica de uma franquia de filmes de caça de combate é a velocidade, suas manobras e, claro, os combates aéreos. Todos esses elementos são impecáveis e uma experiência quase sensorial. Somos transportados para o cockpit e pela fisionomia dos atores, quase sentimos a adrenalina.

O elenco

Como mencionado, os atores estão em voo de verdade. E isso foi fundamental para transmitir mais realidade às cenas. Após vários meses de treinamentos com aviões menores, manobras em caças e teste com acelerações que chegam a força de 7G, os atores também foram treinados para operar as seis câmeras a bordo dos F/A-18, mantendo contato constante com a direção e o resultado é nitidamente visto no rosto dos atores, em alta velocidade o esforço físico para aguentar as acelerações fica visível na face de cada um. Uma experiência cinematográfica incrível e inédita na franquia e na sétima arte.

Com um time misto, a diversidade na elite dos pilotos navais de Top Gun é algo importante e bem-vindo. Temos aqui mulheres, negros, latinos e até o nerd que sofre bullying. E todos têm seu tempo de tela bem equilibrados e pesos bem distribuídos ao longo das 2h17min de filme.

VEREDITO

Felicidade define. Não apenas por um fã da franquia que tem uma memória afetiva do primeiro longa, mas por um espectador que foi ao cinema, teve diversas sensações ao longo da sessão e saiu satisfeito com a sensação de que o filme valeu o ingresso e a pipoca; e que voltaria para assistir mais uma vez; seja em IMAX, 3D e até em sessões normais DCP (Digital Cinema Package).

5,0 / 5,0

Assista ao trailer legendado:

Top Gun: Maverick estreia no dia 26 de maio.

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