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CRÍTICA: ‘Bleach Rebirth of Souls’ é jogo que fãs esperam há muito tempo

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Bleach

Criado por Tite Kubo no começo dos anos 2000, Bleach se tornou parte da trindade dos mangás e animes mainstream que fizeram sucesso naquela década. E entre Naruto, One Piece e Bleach, o último foi um dos únicos a não ganhar uma adaptação no mundo dos games. Ou pelo menos, não a adaptação que merecia. Algo como ver arrancars, shinigamis e qualquer outro inimigo se enfrentando sempre foi difícil.

Ao passo em que Bleach Rebirth of Souls nos lança em um combate tridimensional, navegar pela arena de combate ou pelas histórias acaba por se mostrar eventualmente como uma tarefa árdua. Com elementos de combate muito repetitivos, seremos lançados em arenas de combate e com pouco mais de 30 personagens jogáveis, mergulharemos no mundo de Bleach de maneira definitiva.

Com algo muito parecido com o que a Bandai Namco e a Cyber Connect fizeram à exaustão com a franquia Naruto, a Tamsoft aqui brilha no que diz respeito à recontar as histórias do mangá e do anime.

Respeitando quase sempre as limitações da história, mas nos surpreendendo a todo tempo no que diz respeito à avançar por um mundo conhecido em que a ganância poderá causar o fim do mundo como conhecemos.

Rebirth of Souls é repetitivo, mas desafiador

Com diferentes modos de jogo, Bleach Rebirth of Souls nos apresenta o game mais diverso do mundo criado por Tite Kubo até aqui. Com modo história, divididos entre história principal e secreta – o último nos apresenta algumas linhas narrativas que fogem da história do anime e do mangá. Para ser mais específico, podemos ver no game elementos que fogem do tradicional.

Com uma interface do usuário rica, podemos mudar para as transformações dos personagens, bem como diminuir uma ou mais barras de vida de acordo com golpes finalizadores.

Outros modos do game vem do Modo Offline e do Modo Online. No modo offline, o game nos permite treinar, jogar contra local e realizar missões para obter itens que propiciarão nossa progressão.

Nos tirando quase sempre da diversão para nos forçar a cumprir determinados requisitos a fim de completar 100% das missões, o modo história pode ser divertido para refrescar nossa memória a respeito do que o mangá e o anime contaram até aqui – ou até o fim da Invasão Arrancar.

Segundos alguns jogadores apontaram, as dlcs do game expandirão a experiência, adicionando arcos como A Guerra Sangrenta de Mil anos, que ganhou recentemente uma adaptação após a produção do anime ser interrompida por mais de 10 anos. Bem como personagens secundários da história que não são jogáveis.

Prosseguir sem olhar para trás, ou quase isso

A jornada de Kurosaki Ichigo possui muitos percalços. E por percalços, entenda membros da Soul Society, Hollows, Arrancars, e principalmente, Aizen – em sua forma final, ele é um inferno.

Avançar por um mundo extremamente hostil faz parte da história e aqui, Ichigo parece ter plena ciência disso e só depende de nós fazer frente aos inimigos. Seja buscando Rukia de uma execução na Soul Society, salvando Orihime de Arrancars, ou tentando impedir que o mal destrua o mundo como conhecemos, aqui a gameplay possui certas limitações. Mas nos dá a chance de lutar dos dois lados da arena, do lado do bem ou do mal.

Em alguns dos momentos mais interessantes do game, é possível reviver momentos históricos do mangá e do anime como a luta contra Zangetsu, ou quando o próprio Zangetsu branco assume o controle na luta contra Byakuya.

Apesar do combate de Bleach Rebirth of Souls ser repleto de camadas, a forma mais eficaz de diminuir konpakus – barras de vida – são os golpes de pressão espiritual – uma espécie de golpe especial – ou os ataques follow-ups seguidos dos kikon move – golpes finalizadores.

Entender que mesmo que diferentes personagens possuam diferentes habilidades, por uma, duas ou até três talvez, talvez seja necessário usar o mesmo golpe – o kikon move para derrotar inimigos.

Por mais que o game venha se tornar mais um do cenário competitivo de e-sports, ver como ele foi recebido pela crítica pode ser um final do futuro do game. E se a Bandai e a Tamsoft jogarem as cartas da maneira correta, o game pode ter uma cauda longa e se torne muito mais do que ele foi ao longo de seu lançamento.

E mesmo que utilizar personagens como Grimmjow, Aizen, Ichigo e até mesmo Nelliel em combate seja extremamente satisfatório, talvez Bleach seja divertido de jogar casualmente. E não por horas e mais horas a fio – como eu o fiz.

3,5 / 5,0

Confira o trailer do game:

Bleach Rebirth of Souls foi lançado no dia 20 de março para o PC, PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.

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