Início GAMES Crítica CRÍTICA – Dragon Quest Monsters: The Dark Prince (2023, Square Enix)

CRÍTICA – Dragon Quest Monsters: The Dark Prince (2023, Square Enix)

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The Dark Prince

A franquia Dragon Quest Monsters é o spin-off da linha principal de games da Square Enix. Em The Dark Prince, somos levados pela história de Psaro, um personagem meio humano meio demônio, que tem como intuito acabar com a vida daquele que causou a morte de sua mãe, seu próprio pai, o rei demônio Randolfo.

Randolfo é conhecido como Mestre da Monstruosidade e o game serve como um prelúdio para alguns acontecimentos da franquia principal Dragon Quest. Ao longo de The Dark Prince, conhecemos as motivações e viajamos por diferentes reinos, enquanto tentamos quebrar a maldição de Psaro colocada por seu pai: Ele nunca poderia fazer mal à nenhum monstro fisicamente. Mas com o tempo, nosso personagem aprendeu a fazer isso sem precisar lutar: passou a capturar e controlar monstros, levando-os a batalha.

SINOPSE

Psaro foi amaldiçoado e ficou incapaz de ferir quem tem sangue de monstro. Agora ele precisa se tornar um Monster Wrangler para criar seu próprio exército e lutar. A caça por monstros superiores faz Psaro presenciar as mudanças de estações constantes de Nadiria e seus cenários deslumbrantes, com rios de lava, ruínas antigas e misteriosas, e torres colossais de doce. Ao longo do caminho, Psaro encontra Rose, uma elfa bondosa, que se junta à sua aventura para encontrar novos monstros combatentes.

A chave para o sucesso de Psaro está na Synthesis, a habilidade de combinar dois monstros para criar um mais forte. Cada criação nova deixa Psaro mais próximo de alcançar o objetivo de se tornar o Mestre da Monstruosidade.

ANÁLISE

Dragon Quest Monsters: The Dark Prince nos permite entender as origens e motivações de um dos personagens mais emblemáticos da franquia, Psaro, o Mestre da Monstruosidade. Psaro serve como o principal antagonista de Dragon Quest IV. Ao longo das horas de gameplay, senti que a gameplay de Dragon Quest Monsters: The Dark Prince é travada e possui problemas. E para progredir, você precisa se esforçar bastante, levando os jogadores à exaustão por meio de um grinding constante.

Por meio de uma viagem entre reinos, podemos viajar por diferentes “Círculos”, e mundos que mudam de acordo com as estações, acessamos lugares diferentes e encontramos novos monstros quando adentramos desses reinos.

Não apenas desafiando as criaturas que comandam esses lugares, mas também nos forçando a lutar contra monstros cada vez mais poderosos conforme avançamos pelos círculos. Ao longo de sequências de combates repetitivas e arcos da histórias escassos, Dragon Quest Monsters: The Dark Prince não nos incentiva a fazer grinding, dando pouco, ou quase nenhum retorno ao tentar nos motivar à aumentar o nível dos nossos monstrinhos.

Com uma gameplay limitada, o game exclusivo do Nintendo Switch se mostra repleto de queda de frames e com problemas de processamento, com monstros desaparecendo diante dos nossos olhos, e pouquíssimos elementos em tela.

O game se faz curioso em quase tudo, principalmente quando tenta se destacar como um RPG de captura de monstrinhos. Quando seus desafios realmente se apresentam, diferente da primeira vez, o desafio que os inimigos representa agora são bem mais significativos, e assim, voltamos no problema do game forçar seus jogadores à realizar longos períodos de grinding.

O combate repetitivo do game, bem como as sequências de exploração que nos esforça a competir em Coliseus a fim de avançar na história. E assim, nos permite entender que o mundo de Terrestria e também os outros Círculos podem posar como perigos reais, nos fazendo retornar à Torre de Rosehill – uma torre que viagem conosco por todos os reinos -, caso algo dê errado.

Enquanto revela segredos daquele mundo e de Zenithia, dos dragões e dos seres celestiais, bem como de Azabel, que jurou destruir aquele mundo de uma vez por todas. Distante de quando o encontramos em Dragon Quest IV, Psaro ainda há de enfrentar seu destino de se tornar o Mestre da Monstruosidade e cumprir sua promessa, de matar Randolfo, o Tirano.

VEREDITO

Apesar dos claros problemas de processamento e longas telas de loading, o game exclusivo do Nintendo Switch pena e poderia ser muito mais do que isso – se tivesse sido lançado para outros consoles, algo diferente talvez pudesse ser visto. Ao longo de sequências de ação monótonas, o game força encontro ocasionais entre nossa party, de Psaro e Rose e nossos monstros.

A diversão do game vem das histórias e não de seus combates. Ainda que seja elogiado por muitos, o elemento de complecionismo do game deixou a desejar. Enquanto não nos oferece nenhuma motivação para capturar todas as 500 criaturas do game, o combate acaba parecendo ser sempre a saída mais interessante para nossa equipe. Com sequências ocasionais que nos tiram da zona de conforto, somos lançados por um mundo que sempre parece tentar nos oprimir, nos destruir. Por Terrestria ou qualquer um dos outros Círculos, The Dark Prince nos decepciona no que diz respeito à progressão e seu ritmo lento acaba por tornar uma decepção.

3,5 / 5,0

Confira o trailer do game:

Dragon Quest Monsters: The Dark Prince foi lançado em 1º de dezembro para o Nintendo Switch.

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