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CRÍTICA – Efeito Flashback (2021, Christopher MacBride)

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CRÍTICA - Efeito Flashback (2021, Christopher MacBride)

O suspense Efeito Flashback (Flashback / The Education of Fredrick Fitzell), protagonizado por Dylan O’Brien (Amor e Monstros), estreou para compra e aluguel nas plataformas digitais neste dia 5 de novembro.

Com distribuição da Synapse Distribution, o thriller de ficção dirigido e roteirizado por Christopher MacBride apresenta uma trama psicodélica e cheia de reviravoltas.

SINOPSE

Aos 30 anos, Fred (Dylan O’Brien) vive uma crise de identidade. Após cruzar casualmente com alguém que conheceu na adolescência, ele começa a ter assustadores flashbacks sobre uma garota da sua escola que desapareceu.

Ele percebe que a resposta para este mistério pode estar em uma droga chamada Mercúrio e embarca em uma viagem ao passado pelas dimensões de sua memória.

ANÁLISE

Efeito Flashback é o segundo longa de Christopher MacBride, conhecido pelo documentário A Conspiração, lançado em 2012. MacBride não só dirige, como também roteiriza essa produção, que tenta trabalhar o conceito de livre-arbítrio utilizando elementos de uma ficção.

Na linha de frente está Dylan O’Brien, ator que estrelou a franquia Maze Runner e fez parte do elenco de Teen Wolf. Dylan é uma promessa de Hollywood e, nos últimos tempos, vem experimentando diversas produções mais maduras, como o ótimo Amor e Monstros e o longa Infinite.

Efeito Flashback pode até parecer um bom projeto no papel. Afinal, ele explora os elementos das memórias para reconstruir o passado de seu personagem principal, Fred, criando esse grande mistério em torno de sua vida. Ao tentar entender seu passado e se lembrar de sua ex-colega de escola, Fred entra numa espiral de conspirações que arrasta a todos junto com ele.

Entretanto, em tela, o filme de MacBride sofre dos mesmos problemas de Bliss: Em busca da Felicidade. Assistindo ao início do filme, eu tive um “flashback” da produção da Amazon, que retrata essa confusão entre realidade e ilusão utilizando de uma droga como elemento condutor da trama.

Digo que ambos sofrem do mesmo problema porque, em alguns momentos, o roteiro se torna tão confuso e repetitivo que não se sustenta. Efeito Flashback faz jus ao nome, pois nos remete diversas vezes à mesma cena, incansavelmente, para tentar amarrar um plot que, sem esses recursos, não consegue se fazer entender.

Absolutamente tudo depende da boa atuação de Dylan que, aqui, precisa transformar um personagem inexpressivo em um ser cativante – o que claramente não acontece. Nenhum dos esforços do ator em transitar por diversas emoções a cada nova memória, consegue maquiar os problemas de montagem e condução da produção.

O restante do elenco causa tão pouco impacto que, ao final do longa, é quase impossível lembrar o nome dos personagens. Há uma clara discrepância de atuação entre o elenco, o que causa estranhamento em basicamente todas as cenas de interação entre personagens.

Apesar de um início promissor, Efeito Flashback se perde em suas próprias reviravoltas, fazendo o suspense se esvair aos poucos. Seu desenrolar se torna vagaroso, cansativo e um pouco entediante, principalmente quando toda ação se resume a apenas palavras.

VEREDITO

Com personagens inexpressivos e um roteiro pouco inspirado, Efeito Flashback perde a oportunidade de ser um bom filme sobre tempo e escolhas, e acaba se afundando em seu próprio looping temporal.

2,0/5,0

Assista ao trailer:

Efeito Flashback está disponível para compra e aluguel nas plataformas digitais Claro Now, Amazon, Vivo Play, iTunes/Apple TV, Google Play e YouTube Filmes.

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