CRÍTICA: ‘Ruff Ghanor’ é um deck builder complexo, repleto de minúcias

    Ruff Ghanor‘ é um game desenvolvido pela equipe do Jovem Nerd, DX Gameworld e é publicado pelo selo Magalu Games. O game nos lança pela intensa campanha de RPG do Jovem Nerd, ambientada no mundo criado por Leonel Caldela. No game, somos lançados na história do personagem que dá título ao game, conhecido também como o Garoto-Cabra. As minúcias do game o estabelecem como um deck builder repleto de dificuldade e se você não conseguir de vencer de primeira, terá que começar sua campanha novamente.

    Se provando extremamente punitivo, vê-lo como um game em que o fator de replay se faz extremamente importante, é um fator crucial para a história e nosso avanço. Ambientado em um universo medieval, enfrentamos criaturas perigosas, esqueletos, estranhos lagartos humanoides como a enorme horda do dragão vermelho Zamir.

    SINOPSE

    Prepare-se para embarcar em uma jornada épica e desafiadora, onde você é Ruff Ghanor, o jovem clérigo destinado a enfrentar Zamir, o tirano Dragão Vermelho, e libertar o reino de sua opressão implacável. Treinado pelos monges do mosteiro de São Arnaldo, Ruff enfrentará as forças do temível dragão para proteger seu povo, enquanto descobre a verdade sobre si mesmo.

    ANÁLISE

    Ruff Ghanor

    O mundo era como conhecíamos, quando algo próximo ao dilúvio bíblico destruiu o mundo, o combate entre deuses e demônios se intensificou. Em uma tentativa de limpar o mundo e começar novamente, os deuses lançaram o Devorador de Mundos à terra. Em uma tentativa de manter um mundo corrompido em que se banqueteariam eternamente era de interesse dos demônios.

    Sendo assim, nas profundezas do inferno, estes criaram poderosos dragões que destruiriam a poderosa criação dos deuses e obtiveram êxito em sua empreitada. Os dragões passaram a reinar no planeta, espalhando caos por onde passavam.

    Ao longo das eras, aventureiros e caçadores se reuniram em missões para derrotá-los, caçando-os pouco a pouco, até sobrar apenas um. A tirania do dragão vermelho Zamir, o último de seu tipo havia sido um problema para a humanidade há muitos anos. Suas hordas quase infinitas de monstros tinham o papel de colocar a humanidade sempre em xeque.

    Mas a chegada do jovem Ghanor no mosteiro de São Arnaldo faz o Prior acreditar que o fim do poderoso dragão pode estar mais próximo do que se imagina.

    Ruff Ghanor

    Ambientado em um mundo em que a humanidade não parece possuir livre arbítrio, sendo forçada sempre a se dobrar às forças de poderosas entidades, compreendemos mais sobre a humanidade, as relações tão humanas quanto o que nossos personagens parecem sentir.

    Com curiosas e divertidas mecânicas, Ruff Ghanor nos faz entender que é necessário se adaptar sempre, melhorando nosso deck, reaproveitando cartas de runs anteriores e acima de tudo, testar. A diversão deste mundo está não apenas em montar nossos decks, mas entender como habilidades ou jogadas aparentemente sem sentido podem mudar sua tentativa de avançar, repelir e destruir as forças de Zamir.

    Baseando os turnos no número de Pontos de Fé, que funcionam como pontos de ação – normalmente 3 -, avançamos pela história coletando cartas e montando um deck que se encaixe na nossa maneira de jogar. Por meio de encontros narrativos, encontros de exploração e encontros de combate, avançamos pelo mundo de maneira profunda, conhecendo novos personagens, coletando relíquias – que nos garantem diversos benefícios -, nivelamos as partidas ao nosso favor.

    Ruff Ghanor

    A Forja do Inferno é outro aspecto interessante que torna sua experiência e suas muitas runs ainda mais divertidas. Com a possibilidade de criar novos decks, adicionar cartas de novas runs, vemos como o game criado por Jovem Nerd, Azaghal e a DX Gameworld se mostra profundo e complexo.

    VEREDITO

    Ao passo em que entendemos que o aspecto roguelike do game é essencial, vemos que este game reflete o cuidado, paixão e esmero que uma das mais rentáveis campanhas de RPG teve ao adaptar o primeiro livro da franquia para o mundo dos games. Se tornando um dos mais bem sucedidos cases de conteúdo multimídia, Ruff Ghanor brilha quando o assunto é desafiar seus jogadores e encantar por sua ilustração, história e mecânicas.

    Com 363 análises classificadas como ‘muito positivas’ na Steam, o game conta apenas com um modo campanha, o que é justificável, pois assim, com o fator competitivo fora da equação, a única coisa que impede nossas progressão é como entendemos o game e suas mecânicas.

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    ‘Ruff Ghanor’ foi lançado no dia 22 de fevereiro para PC, PlayStation e Xbox. A versão do game para Nintendo Switch será lançada no futuro.

    Confira o trailer do game:

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