EU CURTO JOGO VÉIO #32 | ‘Tarzan’ no N64 é diversão numa era de adaptações de filmes

    Antes de games 3D como o brilhante Indiana Jones e o Grande Círculo adaptarem histórias de personagens icônicos, games baseados em propriedades intelectuais das animações do universo live-action permearam o mundo dos games. Desde Aladdin (1993), até Rei Leão (1994), platformers nos lançaram por histórias conhecidas do mundo dos games, adaptando arcos de maneira por vezes fiéis, desafiadoras e marcantes. Em Tarzan (1999), controlamos o personagem homônimo desde sua infância até a fase adulta, lutando contra ameaças do longa e até mesmo, animais fofinhos.

    Fugindo da lógica do longa, diferente de proteger os animais da floresta, Tarzan precisa por vezes derrotar pequenos inimigos a fim de prosseguir.

    Com uma jogabilidade de platformer 2.5D, o game proporciona uma gameplay diversa no que diz respeito à avançar pela história. Seja pelos níveis bônus a fim de obter vida nadando, como também por fases como “Estampido”. Em que o game deixa de ser por vezes um platformer e se torna algo equivalente à la Battletoads. Em que a dinâmica do game muda quase que completamente, e o personagem, assim como as ameaças andam em direção à tela, não mais de maneira lateral.

    Lançado para PC, PlayStation e Nintendo 64, o game também recebeu um port para o Game Boy Color no mesmo ano. Desenvolvido pela Eurocom Entertainment Software, estúdio responsável por games como outras adaptações de animações da Disney, como o game The Jungle Book de 1994 e Hercules de 1997, Tarzan diverte e funciona como um divertido desafio.

    Tarzan

    Em uma era em que quase todos os lançamentos fantásticos do cinema ganhavam uma adaptação, animações em grande parte da Disney, se aproveitavam e emplacavam games que faziam relativo sucesso.

    Seguindo os moldes de games como os citados anteriormente, como Aladdin, Jungle Book, Rei Leão, éramos sempre lançados por aventuras de plataforma desafiadoras.

    E confesso, que era sempre um desafio imaginar como um filme, ou um game seria adaptado. Distante do que já foi mostrado aqui, no nosso Jogo Véio, games como Rise to Honor, costumavam contar histórias que pareciam filmes, mas ouso dizer que os anos 2000 foram o melhor ano das adaptações.

    Em uma época de games AAA e megalomaníacos, games divertidos como adaptações de filmes tendem a oferecer curiosas e desafiadoras dinâmicas. É necessário repensar a forma como games são feitos hoje.

    E em tempos de estúdios fechados após o primeiro deslize – como ocorreu com a Firewalk Studios de Concord e a Tango Gameworks de Hi-Fi Rush, apesar do sucesso deste último -, entender que futuros lançamentos podem demandar de 6 até 8 anos de produção, ressalta e explicita um cenário onde a indústria prioriza o lucro imediato. Ameaçando assim, a diluir o caráter artístico e envolvente dos games, transformando-os em meros produtos comerciais.

    Tarzan, Jungle Book, Rei Leão e Aladdin (em suas muitas versões) são divertidas aventuras que merecem ser jogadas, independente de quanto tempo tenha passado desde seus lançamentos.

    Assim como Tarzan, trouxemos outros games que marcaram o mundo dos games no nosso Eu Curto Jogo Véio.

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

    Estamos na Youtube transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

    Artigos relacionados

    O Bruxo Voltou: The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered já está disponível com atualização gratuita

    A CD PROJEKT RED lançou oficialmente hoje The Witcher 3: Wild Hunt - Remastered, trazendo uma modernização completa para um dos RPGs mais aclamados...

    CRÍTICA| De vulcões a corridas emocionantes: As expansões de  Anno 117 Pax Romana  

    Anno 117: Pax Romana foi um dos jogos que me agradaram muito no ano de 2025 em um gênero que não costuma ser popular...

    CRÍTICA: ‘Blood of the Dawnwalker’ uma surpresa nascida da grandeza

    Blood of the Dawnwalker surgiu pra mim como uma grande surpresa. Um game no qual eu apostava muito, mas que esperava que, de alguma...

    CRÍTICA: Duskfade é nostálgico e divertidamente moderno

    Duskfade me cativou desde o momento em que vi o game pela primeira vez nos trailers. Além disso, pude jogá-lo por cerca de duas...