CRITÍCA | A Morte de Robin Hood e a jornada de uma vilão

    A história do cinema já adaptou a história de Robin Hood em diversas oportunidades, explorando-a de formas diferentes desde a sua primeira citação, em 1377, no poema Piers Piowman.

    Em 2026, chegou aos cinemas A Morte de Robin Hood, adaptando a antiga balada medieval para a modernidade. O longa chegou aos cinemas brasileiros em 13 de agosto, com distribuição realizada pela Imagem Filmes.

    Hugh Jackman no papel principal, Bill Skarsgård, Jodie Comer, Murray Bartlett, Jade Croot e Faith Delaney formam o elenco.. Michael Sarnoski, conhecido pelos filmes Pig e Um Lugar Silencioso – Dia Um, realizou a direção e o roteiro.

    Um homem muito além de sua lenda

    Acredito que A Morte de Robin Hood é um filme interessante porque não tenta, ao longo do seu tempo de duração, justificar os atos do seu protagonista. Isso fica claro logo nos primeiros minutos, onde vemos um contraste bem impactante entre a lenda e o personagem que está sendo contado nessa história.

    É muito interessante que ele brinca de uma forma muito livre com o conceito de “não conheça seus heróis”, revelando que, por trás do “rouba dos ricos para dar aos pobres”, existe uma história muito mais obscura de um homem com muitas perturbações emocionais e o peso dos seus atos.

    Mesmo sendo um pouco exagerada no aspecto contemplativo, a direção é muito competente em estabelecer uma ambientação melancólica, niilista e intimista. Particularmente, me agrada quando se usa o silêncio para dar fluxo a uma história, porque sugere a introspecção de um momento. Porém, neste longa, poderia ter sido mesclado com alguns monólogos ou diálogos para uma melhor compreensão do protagonista.

    Robin Hood e a luta contra os seus próprios fantasmas

    O roteiro é bem criativo porque busca contar a vida de violência do Robin Hood através das pessoas que o confrontam ao longo do caminho. Assim não se limitando a isso ser visto apenas de sua perspectiva. Além disso, podemos ver Hugh Jackman explorar bem este conceito que, mesmo estando em um território muito semelhante à sua atuação em Logan, entrega um ótimo trabalho

    Os elementos estéticos do filme são muito bonitos, causando um desconforto pela sua melancolia, e isso torna a experiência cinematográfica muito interessante como um todo. É um mergulho em um lado sombrio do Robin Hood, e a paleta de cores mais fria, tons mais escuros, paisagens mais melancólicas são uma mensagem enfática sobre isso.

    Esse filme também é muito interessante por explorar esse homem além da lenda, a culpa de seus atos e até mesmo compreender uma questão relacionada às suas memórias: o que foi uma história contada ou o que foi uma vivência.

    Acredito que A Morte de Robin Hood oferece uma boa experiência cinematográfica porque traz uma perspectiva diferente para um personagem que o cinema adaptou tantas vezes em um tom mais aventuresco e até irreverente.

    Nossa nota

    Confira o trailer de A Morte de Robin Hood:

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