CRÍTICA: Yakuza Kiwami 1+2 é sobrevida à longeva franquia, agora no PS5

    Desenvolvi um interesse singular pela franquia Yakuza bem mais velho do que deveria. Já falei isso aqui no Feededigno na primeira vez que escrevi sobre Yakuza 0, ou Kiwami, não tenho certeza. Mas, sem dúvida, um dos aspectos que mais me cativou foi ver que a franquia tem tudo que um homem bobo gosta. Ela une uma seriedade seletiva a muitos momentos de descontração. Aqui, retorno à franquia Yakuza com Kiwami 1+2.

    Agradeço a Sega pelo envio da chave para que esse conteúdo pudesse ser produzido.

    Yakuza Kiwami e Kiwami 2 chegaram primeiro ao Nintendo Switch, respectivamente em 2024 e 2025. Somente em dezembro de 2025, os games foram vendidos em um bundle para o PlayStation 5. Mesmo já tendo finalizado os dois games originalmente via Game Pass, eu não via a hora de adentrar de novo nessa história. Afinal, ela foi o meu ponto de entrada para uma das franquias que mais me divertiu até hoje.

    A diversão de Yakuza se faz presente a todo o momento. Isso fica evidente na profundidade narrativa de seus diálogos. Mas o destaque está na forma como o jogo nos conduz: com comédia, nonsense e tudo o que a franquia consolidou como seu DNA.

    Enredo, gameplay e dinâmicas

    Yakuza Kiwami 1+2

    Ouso dizer que Yakuza Kiwami tem um dos melhores arcos narrativos da franquia. Ele é claro: Kiryu é acusado de um crime que não cometeu. Passa 10 anos na cadeia e quando sai, Kamurocho, o lugar que era seu lar e o Clã Tojo já não são mais os mesmos. Enquanto precisa se readaptar à nova realidade, ele começa a explorar as possibilidades de viver em um mundo em que novos aliados hão de surgir, e aliados do passado, se tornam inimigos.

    Quando tudo se resolve ao final de Kiwami, cabe a nós lidar com uma nova ameaça que surge nas ruas da Kamurocho em Kiwami 2, o chamado Dragão Dourado, na figura de Ryuji Goda.

    Existe pouca diferença na gameplay de Yakuza Kiwami 1+2, em relação ao que foi lançado antes. Além dos gráficos melhorados, o game parece ter recebido apenas um remaster. O que eu diria que foi de fato o maior diferencial até aqui, é a inclusão de legendas em português do Brasil em ambos os games.

    Yakuza Kiwami 1+2

    A gameplay se mantém divertida, com os conflitos frequentes entre Goro e Kiryu sendo um dos pontos mais altos. Não pense que Goro aqui tem um papel irrelevante, ele acredita que Kiryu pode voltar a ser quem um dia já foi, o Dragão de Dojima. Grande parte da árvore de habilidades de Kiryu em Kiwami só podem ser liberadas após encontro aleatórios com Goro, o que torna a gameplay ainda mais divertida e nos força a ficar procurando-o por toda Kamurocho.

    Aqui, as dinâmicas presentes na narrativa nos levam por jornadas profundas de crescimento dos personagens e sidequests nonsense que podem tanto causar estranheza, quanto nos dar uma crise de riso, como a missão “Be My Baby” de Yakuza Kiwami 2.

    Yakuza Kiwami 1+2 é porta de entrada na nova geração

    Yakuza Kiwami 1+2

    Dizer mais uma vez que a franquia Yakuza rapidamente se tornou minha favorita nos últimos anos, é chover no molhado. Ver os dois títulos de entrada da franquia disponíveis para as novas gerações de console, nos dão certeza de que a Ryu Ga Gotoku Studios ainda tem muita lenha a queimar com jogos futuros.

    Nos últimos anos, cobrimos quase todos os lançamentos da franquia, o que me traz uma imensa satisfação pessoal. Para mim, Yakuza Kiwami 1+2 formam um dos arcos narrativos mais bem elaborados dos videogames, e Ryuji Goda talvez seja o vilão mais bem desenvolvido da série até hoje. Com motivações convincentes e uma presença marcante, Goda é a prova do que o estúdio faz de melhor: desenvolver um roteiro complexo sem nunca perder de vista a evolução de seus personagens.

    Obrigado à Sega mais uma vez por nos dar a oportunidade de cobrir esse game pela terceira vez por aqui no Feededigno.

    Nossa nota

    Confira o trailer de lançamento:

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