CRÍTICA – ‘Pokémon Legends: Z-A’ é o momento de jogar a DLC Mega Dimension?

    A DLC de Pokémon Legends Z-A, chamada de Mega Dimension, foi oficialmente anunciada no dia 6 de novembro de 2025, antes do lançamento do jogo base, que saiu no dia 16 de outubro de 2025. Isso causou sentimentos bem mistos nos jogadores da saga. Anunciar a DLC nova antes mesmo de o jogo base ter sido lançado causou um descontentamento no público geral, e o seu preço de R$ 199,00 só corroborou a situação.

    Prefiro começar esse texto já tirando isso da frente, pois não é um assunto fácil, mas deve ser mencionado. E eu finalmente joguei a DLC, não só a campanha base, como diversas missões secundárias, para contar se valeu a pena depois de tudo isso e do hype. Sim, “hype”. Digam o que quiserem, mas Pokémon é uma franquia forte e todos os seus anúncios criam hype no público da série.

    A DLC chegou oficialmente em 10 de dezembro de 2025. Eu comecei a jogá-la em janeiro e, agora em fevereiro, a completei. Essa é uma expansão que será aberta apenas quando você zerar a campanha do jogo base. Então, atualmente, eu devo estar perto da casa das 90 horas de gameplay. Você não precisa de tudo isso para fazer o conteúdo da missão principal, mas é impossível passar por esse jogo e não fazer missões secundárias, evoluir mais do que só um time e explorar muitas outras coisas que te tiram da missão principal e te cativam tanto quanto.

    Agradecemos à Nintendo Brasil pelo envio de uma chave da DLC, para que pudéssemos jogar mais um pouco de Pokémon Legends Z-A com diversos pokémon, megas, batalhas, missões e muito mais.

    Minha Experiência com Pokémon Legends Z-A

    Mega Dimension

    Quando o game foi anunciado, ele já tinha minha total atenção e fiz a pré-compra dele físico mesmo. Como os lançamentos aqui no Brasil são complicados, recebi meu jogo cerca de duas semanas depois do lançamento. Apesar da ansiedade para jogar, fui terminando outros títulos que estava aproveitando na época, enquanto aguardava pela mais recente aventura da série, que prometia demais. Demais mesmo.

    O combate é a chave do game. E olha, eu gosto dos títulos anteriores, joguei muitos deles e ainda estou jogando; gosto do estilo RPG por turnos, é bem a minha vibe. Mas a franquia merecia uma novidade, um ar de coisa nova. Tentar mais abordagens em uma franquia tão feita numa forminha é algo que fica até difícil de acreditar. Nintendo, Game Freak e Pokémon Company saíram um pouco do conforto e tentaram algo novo? Eu não acreditaria se me falassem isso antes de ver o jogo anunciado, não. Mas o importante é que funcionou de verdade.

    Mega Dimension

    Teremos uma equipe de até 6 pokémon; isso continua como o clássico, e usaremos eles agora em um combate de ação. Assim que uma batalha se inicia, uma área é estabelecida para esse combate e você dá comandos de ataques para os seus pokémon, com controles simples de se aprender. Aqui, o interessante é que debuffs e buffs têm tempo de duração e podem ser aplicados de uma forma mais satisfatória. Você vê na sua frente acontecendo aquele status de veneno, sono, paralisia, queimadura, congelamento e outros. Você até pode se esquivar dos inimigos se conseguir explorar aberturas interessantes.

    E o melhor de tudo são os chefes. Aqui não teremos ginásios e ligas como nos clássicos, mas teremos os pokémon mega evoluídos que estão fora de controle. Assim que os enfrentamos, eles se acalmam e recebemos a sua pedra de mega evolução. Eles funcionam como bosses, cada um tem seu estilo de combate e são incríveis de se batalhar contra. Eu amei enfrentar cada um deles e fiquei muito feliz em encarar mais novos pokémon na DLC dessa forma.

    Eu ainda gosto do estilo de turnos, mas é inegável o quanto acertaram nesse combate divertido aqui. Ver o seu pokémon na batalha e os ataques acontecendo, as partículas se espalhando, quais pokémon o adversário vai usar e afins, é muito legal.

    Mega Dimension

    Falando em adversários, tem uns bem desafiadores, mas, infelizmente, geralmente você vai acabar com todos das missões secundárias facilmente. Na maioria das vezes, não vemos quais pokémon nosso adversário tem. E, se vemos, é apenas um ao lado dele que faz parte da missão. Então, acredito que poderiam ter uma seleção de pokémon em estágios e níveis diferentes, dependendo do nível do jogador, para tornar isso mais interessante.

    Por exemplo, se os seus pokémon estão entre os níveis 20 e 30 e no segundo estágio de evolução, quando você entrasse numa batalha de missão secundária, o adversário poderia estar com pokémon já nesse estágio e com nível próximo, tornando algo mais equilibrado. Mas aí pode ser uma escolha dos desenvolvedores de deixar a campanha base mais fácil e manter o desafio para os bosses, adversários da missão principal e, claro, o competitivo que mantém o jogo ativo.

    A história desse título é bem legal, é muito bem-feita. Gosto dos diálogos dos personagens e de como tudo vai tomando rumo e proporção à medida que avançamos. Os personagens são interessantes, todos têm seus jeitos e personalidades. Eu gosto muito disso, me peguei sorrindo em diversos momentos com eles e, em outros, extremamente focada nos acontecimentos mais preocupantes. O protagonista é naquele estilo “mudo” de sempre, sem muito background, então você precisa se sentir mais no game como se fosse ele, em vez de esperar que seja um personagem com passado e ambições.

    E a cidade de Luminália é quase como uma personagem à parte. Sim, o mapa é todo numa cidade só, já falo mais sobre isso, mas a cidade é bonita e importante para os nossos personagens. Estamos tentando salvá-la e desvendar seus mistérios ao mesmo tempo.

    Essa é a segunda vez que a vemos. A primeira vez foi em Pokémon X & Y, que são excelentes títulos de 3DS; ao menos, eu realmente gosto muito desses jogos também. Mas caso você não tenha jogado um deles, não tem problema. O Z-A, apesar de ter referências a eles, não te deixa perdido. Ele explica tudo para que você não se sinta confuso achando que falta algo do passado do jogo.

    E eu não quero ser repetitiva e voltar a bater na mesma tecla. A essa altura, vocês já sabem sobre a falta de legendas em PT-BR, a ausência de certas texturas, NPCs sem muita vida ou rotina pelo mapa e a falta de dublagem nos personagens, mesmo que fosse só em inglês ou japonês. Então não vou me estender tanto sobre isso, mas falarei meus “dois centavos de opinião” sobre o que penso.

    Mega Dimension

    Acredito que a questão de o mapa ser um pouco repetitivo, sem muitas texturas, elementos visuais e com poucos NPCs, se deve ao fato de ser um game de meia geração. Ele precisava rodar bem no Switch. A Nintendo já tinha uma preocupação grande depois do que aconteceu com Pokémon Scarlet & Violet, então fazer um jogo competente para o hardware anterior também seria um desafio. Acho que já sentimos na pele quando outras empresas prometem isso com jogos como Cyberpunk 2077, Assassin’s Creed Unity, Mass Effect Andromeda e muitos outros títulos que estão passando na sua mente por agora.

    Por isso, não achei essa parte algo problemático demais, pois o jogo compensa sendo bem divertido e com uma história interessante. O visual cartunesco eu, particularmente, acho bem legal, principalmente dos personagens e pokémon. Mas o que eu senti que faltou nessa parte foram as animações. Por exemplo, temos a animação de captura jogando uma Pokébola, mas há certos momentos na história em que, em vez de ela ser usada, corta para uma tela preta ou tela branca e o pokémon já aparece capturado. Eu acredito que mais cutscenes, não CGIs absurdas, mas cenas com o motor do jogo mesmo, mostrando animações mais elaboradas, fariam a diferença.

    A ausência de dublagem era compreensível no 3DS e em consoles anteriores, mas o Switch tem capacidade para suportar dublagens e até mundos mais pesados que Pokémon Legends Z-A. Se vocês virem Xenoblade Chronicles X Definitive Edition e outros rodando nesse portátil, vocês ficam de queixo caído. E a falta do PT-BR em 2025 é bem triste, mas temos uma vitória: pela primeira vez, o título recebeu Espanhol da América Latina. Sim, nós não falamos essa língua nativamente, mas foi a primeira vez que a saga recebeu isso, e foi dessa forma que joguei.

    As músicas são excelentes e elas precisam ser. Como não temos falas, as trilhas preenchem todas as cenas, e eles acertaram demais em todas elas.

    Mega Dimension

    Diferente de Pokémon Scarlet & Violet, a performance de Pokémon Legends Z-A está incrível no Switch. Eu testei nele, mas passei a maior parte do tempo jogando no Switch 2, onde recentemente o Scarlet & Violet recebeu pequenos updates necessários para rodar melhor. Por isso, se você curte o game e está no Switch 2, vale conferir ele também.

    Enfim, voltando ao Pokémon Z-A. O jogo base é realmente incrível. Se conseguir ele numa promoção interessante, apenas pegue e jogue. É um jogo bom e divertido. Se você curte a série e já viu tudo o que é pró e contra, já consegue decidir se esse jogo é ou não para você.

    Pokémon Legends Z-A – DLC Mega Dimension

    Mega Dimension

    E, finalmente indo para a sua DLC, ela vale mesmo a pena hoje? Apesar do seu anúncio complicado, ela empolga de verdade como no trailer? Adiciona muito mais conteúdo pelo seu valor?

    Se você passou aí suas 40 ou 50 horas na campanha base, gostou do jogo, se divertiu e quer mais um pouco de tudo que você já viu, então a DLC é, sim, para você. Teremos novas personagens por aqui. Uma vem lá do X & Y do 3DS, a Korrina, que é especialista nas mega evoluções. Mas o jogo também apresenta a Ansha e seu lendário Hoopa, que dão início à história, além de outros personagens da equipe MZ, novos pokémon, novas mega evoluções para pokémon do jogo base e da DLC, mais história, combates, missões, etc.

    Mega Dimension

    Pokémon iniciais de outras gerações também voltam aqui e, sim, eles geralmente marcam presença. Mas não só eles; teremos lendários. Ansha diz no começo da aventura que está buscando um Rayquaza. O motivo eu deixo para vocês descobrirem jogando. Mas não é só esse pokémon icônico, não; teremos outros lendários também e batalhas com eles. E foi isso que me fez ficar até o final da DLC e no pós-game também. Pois sim, você pode fazer mais um pouquinho após zerá-la, assim como é possível jogar mais do jogo base após o seu zeramento, momento em que você pode desafiar certos pokémon e até descobrir mais da história.

    Mega Dimension

    Então o jogo tem muito conteúdo para entregar, e é isso o que recheia a experiência. Porém, você pode se sentir cansado de fazer mais do mesmo em algum momento, pois, para avançar na DLC, você fará um pequeno loop de atividades que já viu acontecer no game base, e isso pode ser complicado. Como eu gostei muito desse novo sistema, achei um refresco para a série e uma preparação para um futuro próximo jogo de Pokémon que deve vir apenas para o Switch 2, creio eu. Enfim, eu gostei muito de receber mais do que já havia gostado.

    Na DLC, a Ansha fará donuts para alimentar o Hoopa, que pode abrir portais para o hiperespaço. Lá, podemos ver um outro lado de Luminália e, então, exploraremos diversos portais espalhados pelo mundo, resolvendo suas minimissões. O objetivo dentro deles pode ser coletar itens, destruir itens, capturar pokémon, batalhar com treinadores, cumprir uma missão secundária ou enfrentar pokémon mega evoluídos. No caso desse último, podemos capturá-los e receber suas pedras de mega evolução, o que aumenta o seu time e é muito divertido.

    Esses portais nos levam a uma Luminália Dimensional. Da DLC, essa é a parte que me quebrou um pouquinho, pois seria legal ver um outro cenário. Faz sentido com a história ser uma Luminália de outra realidade, mas vocês podem sentir também que o cenário fica mais vazio e se torna repetitivo. Infelizmente não tem como negar isso, já que a Luminália Dimensional é basicamente igual à cidade base, só que sem muita cor.

    O interessante é que a DLC é mais desafiadora. Os pokémon passam do nível 100, que era o nível máximo. Então, as batalhas são mais legais ao meu ver, e eu acabei até fazendo um time novo para a DLC. Afinal, seria superdivertido mudar todo o meu time para esse novo conteúdo. Explorar os portais geralmente te dá muita EXP e itens para seus pokémon ganharem experiência, ajudando a colocar todos no nível 100 rapidinho.

    Então, caso você esteja aí procurando formas de evoluir rapidamente, recomendo fazer as fendas dimensionais. Elas darão bastantes itens para evolução, até mais do que as batalhas do Z-A te entregam ao adquirir um cupom para desafiar o próximo treinador, que também é uma coisa legal de se fazer no game base.

    Recentemente tivemos uma atualização interessante. Até saiu vídeo lá no Feededigno, confiram nossos canais de vídeo também! Nele, citei a atualização 2.0.1, que permite carregar mais Mega Shards e comprar diversas Berries de uma vez só. Isso facilita bastante, já que pegamos muitas Mega Shards na DLC. Todos os portais têm muitas delas e, assim, você completa rapidinho a coleção de Mega Pedras. E comprar várias Berries de uma vez só foi um adianto e tanto!

    Nas fendas, você também vai encontrar Berries melhores para criar donuts melhores, com efeitos especiais diferentes e com mais tempo de duração. Assim, você pode usar as melhores opções nas fendas mais complicadas. Elas podem ir de dificuldade 1 estrela até 5 estrelas, assim como os donuts podem chegar até 5 estrelas de eficiência.

    Conclusão

    A DLC Mega Dimension te entrega uma história secundária nova e que é longa demais para ser considerada apenas uma historinha secundária simples. Conheceremos novos personagens, pokémon e megas.

    Ansha e Hoopa são personagens bem interessantes e divertidos, que fazem parte do enredo novo, entram para o time e têm funções dentro do jogo.

    Vale a pena se você gostou de tudo o que jogou no game base e se já o terminou também, pois a DLC só pode ser acessada após o término da campanha principal. Você vai explorar uma outra dimensão de Luminália, encontrará pokémon acima do nível máximo, verá uma nova história dentro desse mundo, terá batalhas novas com pokémon megaevoluídos, uma nova Pokédex para completar e mais. Porém, a DLC entrega muito do que você já viu.

    Apesar da nova história, dos personagens, dos pokémon novos e das megas novas, o cenário é o mesmo. As batalhas de megas têm movimentos diferentes, mas, no geral, funcionam como no jogo base. A mecânica de criar donuts e entrar em portais é diferente, mas isso, por si só, não garante uma novidade que mude tudo.

    Batalhar e capturar lendários icônicos é um dos pontos mais fortes, já que o combate do jogo é o que faz ele brilhar. É a famosa cereja do bolo e te mantém firme para avançar na DLC sem parar. Junto a isso, claro que todas as novidades que citei são legais. Meus pontos negativos da DLC ficam para o seu preço cheio de R$ 199,00. Sendo quase um jogo novo, poderia ter um preço mais acessível. Quem sabe em promoções? Com certeza!

    Concorda com tudo o que leu aqui? Se identifica com a experiência que tive? Jogou a campanha ano passado, bateu uma saudade de jogar mais, criar um time novo e, quem sabe, testar a DLC? Então, sim! Eu recomendo a DLC Mega Dimension para você.

    Nossa nota

    Confira o trailer da expansão:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

    Estamos na Youtube transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

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