CRÍTICA: ‘Arashi Gaiden’ entrega diversão misturando movimentação rápida e puzzles pelo caminho

    Arashi Gaiden foi desenvolvido pela Statera Studio e pela World Dreams Studios, distribuído pela Nuntius Games e Vsoo Games, e lançado no dia 11 de junho para Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, PC, Xbox One e Xbox Series.

    Esse é um game brasileiro que me lembrou obras como Katana Zero e Kill Bill, além de animes mais antigos, como Samurai Champloo e Afro Samurai. Porém, ele tem uma gameplay diferente do convencional que me conquistou totalmente.

    Dash and slash com puzzles?

    Dash and Slash é o nome desse novo estilo de gênero. Ele é novo para mim, pois não lembro de ter jogado nada parecido.

    Funciona mais ou menos assim: a nossa tela é como se fosse um tabuleiro. No menu, podemos ativar um grid ou deixá-lo desativado, como vem por padrão. O foco é que podemos nos mover com um dash para frente, para trás, para cima ou para baixo, e só somos parados por algum obstáculo no cenário.

    Se um inimigo está na nossa linha de dash, ao passarmos por ele, ele toma dano. O mundo se move apenas quando nos movemos; então, quando damos um dash e paramos em uma parede onde o próximo movimento do inimigo seria nos alcançar, quem recebe o dano é o protagonista.

    Portanto, você gerencia seus dashes para evitar tomar dano de inimigos e de obstáculos no caminho, como armadilhas de urso (que estão presentes desde o começo, mas aumentam em quantidade depois). Enquanto evita esses perigos, você precisa resolver puzzles ou passar pelos inimigos para derrotá-los.

    Cada inimigo é diferente: no começo, eles têm apenas uma barra de vida; depois, surgem inimigos com mais vida ou com movimentações variadas, entre outras surpresas que vão deixando a gameplay mais interessante.

    Podemos usar habilidades que consomem pontos de mana, como o uso de shurikens e a mudança de rota no meio do dash, além de outras que você adquire com o avançar da carruagem.

    O game possui 7 capítulos e, a cada avanço, temos novidades, incrementando obstáculos diferentes, já que as fases mudam de temática. Além disso, enfrentamos inimigos novos, conquistamos novas habilidades e temos a cereja do bolo: um boss inédito sempre ao final de cada ato.

    Músicas e arte

    O jogo tem uma pixel art linda demais, mas, além disso, as músicas são ótimas e os efeitos sonoros combinam perfeitamente.

    Acho tudo muito satisfatório. É difícil explicar, mas, quando nos movemos e atingimos os inimigos ou coletamos itens pelo caminho, o som do dash, do hit e da coleta é extremamente gratificante.

    Universo, protagonista e história

    Arashi Gaiden

    O jogo se passa no universo de Pocket Bravery (que preciso confessar que ainda não joguei; peço perdão pela falha e vou corrigir isso algum dia). Queria citar esse detalhe, pois um jogo funciona perfeitamente sem o outro; eles apenas compartilham o mesmo universo.

    No começo, conhecemos Arashi, o protagonista. Ele recebe a missão de resgatar relíquias importantes que foram roubadas e, após esse curto diálogo, vamos direto para a gameplay.

    Como o jogo não é longo, deixo para vocês descobrirem o desfecho jogando. No entanto, devo dizer que a história não é o foco aqui; ela é “ok”, não é absurda nem inovadora, mas cumpre o seu papel. O jogo realmente vai te ganhar pelo estilo de gameplay.

    Preço e replay

    Por não ser longo, você poderá terminá-lo em algumas horas (entre 5 horas ou um pouco mais, dependendo das suas habilidades).

    Eu não consegui jogar tão rapidamente, mesmo pegando o jogo no dia 11 de junho. Fui jogando em doses pequenas (levei o Nintendo Switch para o trabalho algumas vezes para fazer algumas fases nas pausas) e, eventualmente, zerei.

    O fator replay é bem interessante. É um jogo legal de se zerar novamente para conseguir pontuações melhores. Inclusive, logo na primeira vez em que se joga, é normal falhar e recomeçar a fase de novo, ou seja, não o ato todo em si, mas apenas a tela em que você está.

    Apesar de eu ter jogado “parcelado”, você não precisará comprá-lo em parcelas de 12x. Brincadeiras à parte, o jogo está saindo por R$ 17,49 no PC e R$ 24,99 nos consoles. Logo, não tem desculpa: é um precinho bem baixo por um jogo cheio de carisma, divertido, que arrisca em ser diferente e onde, de quebra, você ainda apoia o cenário nacional!

    Conclusão e minha experiência

    Arashi Gaiden

    Como eu disse, a história não é extraordinária, mas é legal e serve mais como um background. O jogo realmente te conquista pela gameplay: mecânica nova, fases temáticas, chefes diferentes, inimigos novos, sons e músicas cativantes, etc.

    O jogo mostra bem isso ao querer te levar logo para a ação, pois os diálogos são poucos e rápidos. Fica claro que o verdadeiro foco está na movimentação, nas animações e nos estilos de cada personagem introduzido.

    Falando em personagem, gostei muito de um diálogo sobre o Arashi ser um ninja que usa laranja. Essa é para quem tem a referência! E sim, o jogo está totalmente localizado em PT-BR para te ajudar a entender tudo.

    Na minha gameplay, tive alguns bugs, que acredito que devam ser corrigidos mais para a frente. Não perdi progresso em nenhum momento, mas, às vezes, o jogo não “resetava” nem progredia.

    Por exemplo: eu morria, ou matava todos os inimigos da fase, e o jogo travava sem avançar nem voltar. As animações e músicas continuavam rodando, mas a fase não recomeçava e nem passava para a próxima. Precisei reiniciar o jogo algumas vezes, mas, por ele salvar a cada fase, felizmente não perdi progresso.

    Fora esses casos pontuais, não tive problemas com bugs maiores ou que afetassem a gameplay a ponto de estragar a jogatina ou tirar o brilho da experiência.

    Deem uma chance a Arashi Gaiden: o jogo está lindo, viciante e divertido. E quem poderia não gostar de um Cyber Ninja que usa laranja, não é mesmo?

    Nossa nota

    Confira o trailer do game:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

    Estamos na Youtube transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

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