CRÍTICA|  Clive Barker’s Hellraiser: Revival eleva o terror a outro nível

    Hellraiser é um clássico do terror que adapta o livro Hellbound Heart e foi um sucesso durante a década de 80. Ao longo do tempo, recebeu novos filmes e adaptações em histórias em quadrinhos. Neste ano, chegou ao universo dos games com Clive Barker’s Hellraiser: Revival.

    Desenvolvido e publicado pela Saber Interactive, que tem experiência em trazer filmes de terror para a décima arte, como Guerra Mundial Z e Evil Dead, além de Warhammer 40,000: Space Marine 2. O lançamento ocorreu em 8 de outubro para as plataformas PlayStation 5, Nintendo Switch 2, Xbox Series X e Series S e para computadores, via loja digital Steam.

    O enredo de Clive Barker’s Hellraiser: Revival acompanha Aidan Lynch (um cobrador de uma gangue de motoqueiros) e sua namorada, Sunny, que, sem intenção, acionam o ritual de Pinhead com a misteriosa caixa de quebra-cabeça chamada Configuração da Gênese. Sunny aceita uma oferta do Sacerdote do Inferno e acaba sendo levada e aprisionada no Labirinto dos Cenobitas.

    Aidan é capturado pela Igreja Escarlate, um culto devoto aos Cenobitas liderado por Marlowe, que tenta fabricar novos Cenobitas na Terra. A partir daí, Aidan precisa usar os poderes sobrenaturais e a telecinese concedidos pela Configuração da Gênese, em conjunto com armas terrenas, para escapar do culto, desvendar o pacto de Pinhead e tentar resgatar Sunny antes que o ritual se complete.

    O inferno como raramente se encontra em games

    O recente título da Saber Interactive não busca suavizar, em nenhum momento, a linguagem da obra que está adaptando. Portanto, é importante ressaltar que, caso se sinta mal durante sua experiência por causa do visual ou dos temas abordados, procure ajuda profissional.

    Em termos de jogabilidade, existe a combinação entre armas humanas e os poderes sobrenaturais da Configuração da Gênese. Neste ponto, é perceptível a referência a franquias como Resident Evil, onde era possível adquirir armas através da exploração, como também por meio de um mercador.

    As opções seguem o padrão clássico do terror de sobrevivência, como pistola, faca e até mesmo o rifle de assalto. Entretanto, o que torna a mecânica de combate interessante é combinar estas armas com poderes como a telecinese ou a pirocinese.

    A caixa é o objeto mais relevante nas mecânicas de jogo porque funciona como arma, ferramenta de resolução de puzzles, recurso para recuperar pontos de vida e também para abrir caminho. Mesmo com tantas funções, ainda é necessário recorrer às armas para sobreviver, e isso torna o combate muito equilibrado.

    Além disso, também podemos combinar os itens de exploração para criar ferramentas úteis, como a gaze e as bandagens. Hellraiser: Revival, mesmo tendo estes elementos, não tem um gerenciamento exigente, porém é muito necessário para sobreviver.

    Um enredo que agrada fãs e engloba novatos

    A estética visual é pesada, explorando ao máximo os elementos de gore, violência e conteúdo adulto bem como no livros de Clive Baker. Isso gera um impacto inicial com boa tensão porque poucos são os jogos que exploram tanto isso. Porém, quanto mais você se acostuma com a ambientação, mais a experiência se direciona para a preocupação, e essa transição é muito bem realizada.

    O enredo é um dos grandes destaques, com uma história que vai agradar a um fã da franquia e se torna uma ótima porta de entrada para um novato porque usa bem a liberdade criativa e o conhecimento deste universo. Essa história explora o conceito do hedonismo ao seu máximo, e a presença de Doug Bradley retornando ao papel de Pinhead aumenta a imersão da narrativa.

    Clive Barker’s Hellraiser: Revival é uma experiência de jogo totalmente focada no público adulto, explorando de forma muito impactante os temas deste universo e acrescentando uma jogabilidade que conversa de forma direta com tudo isso por meio de sua abordagem visual.

    Nossa nota

    Confira o Trailer de Clive Baker’s Hellraiser: Revival:

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