Provavelmente você já jogou ou pelo menos já ouviu falar sobre RuneScape, mas como um MMORPG. Sendo que RuneScape foi lançado em 2001 e ainda está ativo no mercado, mas esse novo jogo da sua franquia vai para um caminho um tanto diferente.
RuneScape: Dragonwilds foi desenvolvido e publicado pela Jagex, lançado oficialmente em 15 de setembro de 2026 e está disponível no PC, PS5, XBOX X|S, XBOX Game Pass e Nintendo Switch 2.
Agradecemos por terem nos enviado uma cópia de Nintendo Switch 2 para criação de conteúdo.
Bom, se não é um MMORPG, o que é RuneScape: Dragonwilds?

De uma forma bem direta, essa é uma experiência que conta com legendas em PT-BR e que mistura RPG, criação, sobrevivência e cooperação.
Achei a iniciativa bem interessante, apesar de já termos no mercado tantos títulos de sobrevivência cooperativa que dá uma sensação de saturação, é bom vermos novos jogos chegando com ideias novas e que sejam interessantes, não só mais um jogo com mundo aberto para você coletar madeira, fazer a primeira casa e abandonar.
Minha primeira experiência

Pessoal, eu não joguei o RuneScape original, o MMORPG, apesar de conhecê-lo de longe, na sua época de lançamento eu não tinha um PC e era muito nova, mas poucos anos depois entrei nesse vício e ao crescer, infelizmente, precisei sair desses jogos, ainda amo um bom MMORPG, mas a constante necessidade de ter que acompanhar eventos e outras questões com datas, reuniões de clã, etc., faz com que eu não consiga mais acompanhar o ritmo de um clã dedicado a esses jogos.
Porém, ao ver que esse tinha uma pegada diferente, me lembrando mais Valheim e outros do gênero que joguei bastante com 2 ou 3 amigos, aí eu me vi mais interessada em jogá-lo.
A mecânica de combate é bem divertida, podemos lutar com armas brancas como arcos, facas, escudos, etc., além de podermos usar magia com varinhas e cajados, no jogo coletamos runas, usamos para soltar magias e podemos ir melhorando nosso leque de feitiços disponíveis.
Mas você não precisa criar um personagem para cada função e nem ficar distribuindo os atributos, como seria em um MMORPG ou RPG mais tradicional, aqui você apenas equipa o item e já pode estar atacando com sua faca, dando parry com seu escudo ou atacando com magia.

Se você já jogou algum soulslike, a movimentação é bem parecida, não é um jogo soulslike exatamente, tá? mas o jeito que atacamos, podemos dar parry e nos esquivamos vai lembrar muito a movimentação de algum jogo soulslike, particularmente eu gostei muito disso, achei o combate rápido dessa forma e bem familiar.
Conforme utilizamos cada item ou fazemos certas ações, vamos upando nosso nível, não é demorado, mas esse nível vem com a repetição daquele uso em si e assim vamos treinando nosso personagem com sua faca ao acabar com diversos duendes, ou melhoramos o nível cortando madeira, etc.
Não tem inimigos esponja de dano, não demoramos muito para evoluir e assim tudo acabou me agradando, sendo bem mais divertido que outros títulos que joguei desse gênero e com um progresso bem instigante.
Construção de Bases

Já que estamos falando de um jogo de sobrevivência, temos que ver como é o seu sistema de construção de estruturas, certo?
Sinceramente, achei o sistema de construção bem fácil de entender, mais tranquilo de ligar uma estrutura na outra, fazendo com que seja mais gratificante construir e continuar expandindo nossa base.
Acredito que foi o primeiro jogo do tipo que construí uma primeira casa bem legal. A primeira hora do jogo eu estava bem perdida tentando entender o que fazer e os comandos, mas por falta de costume com o controle nessa parte, joguei outros títulos do estilo no mouse e teclado, no meu PC com amigos em chamada de vídeo, mas aqui decidi jogar no Nintendo Switch 2 e preferi começar um jogo sozinha.
Foi interessante jogar assim, pois apesar do combate ser familiar, os demais comandos para construção e voltados à exploração eu levei alguns minutos a mais para me acostumar, mas nada que fosse complicado demais.
E jogando sozinha no meu primeiro mundo, achei que é um bom jogo de sobrevivência para quem gosta do estilo, mas que prefere jogar sozinho ou que mal consegue achar uma turma hoje em dia que tenha todo dia o mesmo dia de folga e horário disponível para a jogatina.
Falando em CO-OP

Eu também testei o modo cooperativo, o jogo saiu para XBOX Game Pass há pouco tempo atrás e dessa forma minha noiva baixou o jogo para testarmos e por ter crossplay, pudemos jogar em cooperativo tranquilamente.
Eu sou muito fã de jogos que dividem a tela ou que pelo menos têm crossplay, muitas das vezes vamos ter amigos que não possuem a mesma plataforma, eu atualmente amo jogar de modo portátil e por isso preferi jogar no Nintendo Switch 2, que tem seus pontos fracos, como um gráfico um pouquinho feio, mas que se mantém a 30 FPS no portátil e no modo TV, mas apesar disso, não temos dois Nintendo Switch 2 em casa, porém meu PC é meu companheiro de longa data para jogatina, criação de conteúdo, trabalho e etc.
Então, como o jogo tem crossplay, bastou cada uma jogar em um aparelho e pronto.
Mas não se enganem, a possibilidade de co-op não torna o jogo um MMORPG, na real, podemos jogar com até 4 pessoas em um servidor, podemos criar vários mundos, então você pode ter um seu sozinho e outro com seus amigos.
Personagens e personalização

Quando iniciamos o jogo podemos criar um personagem e teremos uma parte de personalização dele para escolher cor, tipo de cabelo, rosto e etc., não é tão elaborado, mas é suficiente e combina com o estilo do jogo.
Esse mesmo personagem pode ser usado em vários mundos, não fica limitado ao mundo que você criou. E sim, também podemos ter outros personagens, caso queira começar um do zero.
O que vem pela frente…

Estamos em outubro, mas o jogo já tem calendário de atualizações desde janeiro, pois o game estava em acesso antecipado, é interessante vermos como a Jagex está empenhada em ouvir a comunidade, trazendo atualizações necessárias, mas que também mostrava que desde o começo já estavam planejando atualizações para manter o game ativo e cheio de coisas novas.
Nintendo Switch 2

Não tive problemas de crashs no híbrido da Nintendo, e pro estilo, acho que 30 FPS são excelentes para uma boa experiência por aqui, mas é nítido que o jogo não é tão bonito quanto nos demais consoles, o que é um tanto estranho, temos jogos realmente lindos no Nintendo Switch 2.
Como também jogo no PC, de longe consigo ver o rastro do uso de upscaling quando parece muito agressivo, mas isso se deve ao tanto de vezes que preciso escrever sobre desempenho e já me peguei acostumada a identificar rastro de ghosting por uso de frame generation ou de upscaling quando a resolução é muito baixa para tentar alcançar pelo menos 1080p, então sim, é possível notar que não está visualmente muito bonito em certos detalhes não, ao girar a câmera com rapidez ou correndo com o personagem notamos facilmente alguns problemas visuais em volta dos personagens ou do mapa ficando um borrão.
Deixo claro que não deixei de me divertir por isso, eu adorei viver nesses meus mundinhos de RuneScape: Dragonwilds, tanto que não vou parar de jogar, tem muita coisa que eu ainda quero ver, mas deixo aqui que se você tem mais de uma plataforma, portabilidade não é um foco para você e você se importa muito com gráficos, jogar nos demais consoles pode ser mais agradável.
Precisa estar online?

Sim e não, você não precisa estar com o console escolhido conectado à internet para jogar no modo solo. Ele possui um modo off-line para permitir que você jogue sozinho e isso faz muita diferença no modo portátil para quem quer levar o Nintendo Switch 2 em viagens.
Mas é necessário ativar o modo off-line na sua plataforma antes, geralmente a Steam, ou no XBOX Game Pass pede para você deixar ativo o modo off-line e assim alguns jogos funcionam fora da internet.
E no caso do Nintendo Switch 2, mesmo no modo solo, é necessário estar com o console conectado à internet na primeira vez em que abre o jogo, pois o jogo faz uma verificação de rede no login inicial.
Outra coisa é que você precisa configurar o seu mundo para jogar sozinho nesse caso, senão, ele vai abrir o menu e te pedir para verificar sua conexão com a internet e isso pode ser bem frustrante, então tenha um mundo já feito para jogar no modo solo e em uma viagem você precisará ao menos compartilhar a internet do seu celular com o console na primeira conexão do jogo.
Resumindo: vale a pena?

Aqui você vai encontrar um jogo cooperativo de sobrevivência com uma empresa que parece estar bem dedicada em lançar atualizações e novidades, um jogo divertido e que tenta realmente trazer novidades para se destacar em meio a um mar de jogos já consolidados no gênero, além de outros nesse mar que são só mais um, né?
Onde podemos criar personagens e mundos diferentes, que podemos jogar em modo solo ou modo cooperativo, que apesar das ressalvas, é possível jogar offline também.
RuneScape: Dragonwilds também possui legendas em PT-BR e um valor interessante, saindo por R$114,90 na edição base, a edição que eu possuo é essa, mas por R$151,99 você pode ir na opção Deluxe Edition e ter uma variedade de itens cosméticos e decorativos disponíveis, sendo que alguns deles fazem referência ao Old School RuneScape.
Em meio a tantos jogos sem legendas em PT-BR e custando entre R$350 e R$550, acredito que seu valor seja interessante sim e que com certeza você terá bastante conteúdo para aproveitar por várias horas, seja solo ou em co-op.

Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.
Estamos na Youtube transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

