CRÍTICA – Fall of Porcupine (2023, Critical Rabbit)

    Fall of Porcupine é um daqueles cozy games que abrange um tema muito mais significativo do que apresenta em um primeiro momento. Desenvolvido completamente na Unity, o game nos conta a história de Finley, um médico recém formado que resolve morar na pequena cidade de Porcupine, uma pequena cidade interiorana com um hospital que tem um enorme impacto naquela região.

    Com personagens com formas de animais antropomorfizados, acompanhamos a história tanto do Hospital St. Ursula, os habitantes de Porcupine e de Finley, enquanto viajamos para um mundo tão próximo do nosso quanto possível. Enquanto nos apresenta uma história de cautela sobre o sistema de saúde público, o game nos faz entender o quão danoso e cruel, problemas de saúde mental podem ser.

    Fall of Porcupine está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4 e 5, PC, Xbox Series X/S e Xbox One.

    SINOPSE

    Fall of Porcupine é um game guiado pela história. A colisão da vida cotidiana, de trabalho e pessoal – por meio de uma reflexão de um sistema de saúde não saudável. Experiencie a história de Finley e seus amigos em um mundo brilhantemente ilustrado e descubra os segredos sombrios de Porcupine e de seus habitantes.

    ANÁLISE

    Fall of Porcupine

    Alguns dos elementos mais interessantes de Fall of Porcupine giram em torno de seu visual lúdico e sua gameplay completamente focada na história. Com diversas mecânicas diferentes, o mundo do game nos leva por uma história única, tanto pela vida de Finley, quanto pela vida dos habitantes da pequena cidade. Uma coisa que Fall of Porcupine faz desde seus primeiros momentos, é tirar o estigma de que um estilo gráfico “fofo” não poderia necessariamente mostrar uma história potente e dura.

    Em Fall of Porcupine, o dia de Finley consiste em realizar 3 tarefas distintas no hospital. Mas não limita as ações do nosso personagem em relação à interação com os habitantes da cidade. Após ou antes de seus turnos tanto diários quanto noturnos, Finley pode interagir com os habitantes de Porcupine fora do ambiente de trabalho, seja na festa de outono, ou jogando basquete, ou até mesmo em um bar à noite.

    O caminho pela qual a Critical Rabbit opta por nos lançar, gira em torno de apresentar histórias simplistas, mas que contribuem tanto para o estado de Finley, como o dos personagens que o rodeiam. Sendo assim, Fall of Porcupine é acima de tudo uma história sobre saúde mental e a importância de terapia, manter a saúde em dia e não entrar no automático, independente da atividade que está desempenhando.

    Lidando com o cansaço, o processo do luto ao perder pacientes e com a mudança para uma cidade inteiramente nova, Finley precisa lidar também com questões familiares não resolvidas. Tudo isso, enquanto imerso naquele mundo, enquanto precisa criar um vínculo com seus pacientes a fim de entendê-los e também lidar com problemas pessoais.

    O visual de Fall of Porcupine nos apresenta elementos 2D belíssimos, e com gráficos que nos encantam, o game se propõe a fazer o mesmo com sua história. Enquanto percorremos a história de Finley, de seus novos amigos e pacientes, vemos que seu mundo vai além do que quase sempre entendemos como o real. Com problemas, perigos e a saúde de Finley, é fácil compreender as razões de Fall of Porcupine ocupar até mesmo um lugar parecido com o do adorado Celeste.

    VEREDITO

    A Critical Rabbit nos traz uma visão inteiramente nova de um assunto que precisa ser discutido nos dias de hoje. Durante a pandemia, com o número absurdo de perdas e a sobrecarga dos sistemas de saúde, os profissionais da saúde foram levados até as mais insalubres das condições. Sendo assim, o game nos apresenta uma dinâmica interessante do ponto de vista que é trabalhar na área da saúde, mas não apenas isso. As consequências de quem precisa continuar trabalhando mesmo quando tudo dá errado.

    A história de Finley a caminho de uma nova vida é repleta de percalços, sendo assim, é identificável. Enquanto passa uma mensagem importante sobre saúde mental e física, somos lançados por um mundo estranhamente familiar.

    Nossa nota

    5,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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