CRÍTICA: ‘Super Bomberman Collection’ é uma aula de como trazer um clássico que não precisa de gráficos realistas de volta à modernidade

    Super Bomberman Collection é uma surpresa incrível da Red Arts Games e da Konami em 2026 para os fãs de Retro Games. O game está disponível para PS5, Xbox Series, Steam, Nintendo Switch e Switch 2, e foi anunciado oficialmente durante a última Nintendo Direct (05/02); após ela, o game já estava disponível para ser adquirido e jogado em formato digital, mas, no caso da versão física, ela está em pré-venda para o dia 25 de agosto desse ano.

    Essa collection conta com 7 jogos da franquia, sendo os cinco principais títulos da série Super Bomberman lançados entre 1993 a 1997 no console Super Nintendo (SNES), mas inclui um bônus com mais dois jogos que estavam disponíveis apenas no Japão em sua época: o primeiro título da série, lançado em 1985, e o segundo título, que chegou em 1991, ambos do console Nintendinho (NES).

    Os jogos de Nintendinho são como uma visita ao passado, mais para lembrar como eram esses jogos e para fazermos comparativos com o que a franquia se tornou, pois o destaque fica para os cinco jogos de Super Nintendo. Principalmente por receberem um tratamento para a modernidade.

    Esses cinco jogos receberam a melhoria de resolução, controles responsivos e adaptados ao console que você escolher, ou ao PC, que pode suportar diversos controles, idiomas novos, incluindo o nosso Português do Brasil, e um carinho especial foi dado ao menu dessa coletânea.

    Cuidado com um Clássico

    Super Bomberman

    Essa atenção especial no menu é porque tudo nele grita nostalgia, detalhes e carinho com essa franquia tão amada. Nós poderemos selecionar os jogos no menu; a cada vez que passamos de jogo em jogo, veremos o seu cartucho no centro, um menu rápido de seleção abaixo e, em volta, fica um pouco de como é o jogo, novidades adicionadas em cada jogo e ilustrações do mesmo.

    Por esse menu, podemos selecionar os jogos para vermos o seu “mockup 3D”, como se pudéssemos abrir as suas caixas físicas; podemos ver as artes de cada local onde os jogos foram lançados, o formato da fita e label, assim como o seu manual. Fora isso, selecionando o jogo, poderemos iniciar o jogo-base ou irmos para um desafio de boss rush do game.

    Super Bomberman

    Tudo é muito colorido e bem bonito, as músicas são bem legais e você pode ir até o bônus para selecionar os jogos de NES, ou ver as músicas e uma galeria de arte com cerca de 200 imagens disponíveis sobre os jogos. Tenho a sensação de que esse é tipo um museu virtual desses jogos, sabe?

    Também podemos mexer nas molduras em volta dos jogos, deixando bordas pretas ou ilustrações dos jogos, alterar a proporção e adicionar ou não um Filtro CRT. Também trouxeram visuais e áudio melhorado; se comparado ao que víamos antigamente, era algo bem necessário, até para reproduzir os jogos de uma maneira boa nos tempos e aparelhos atuais.

    Super Bomberman

    Tudo nessa Collection parece envolver carinho, a forma correta de como se tratar um clássico hoje em dia, um tipo de clássico que não precisa de Ray Tracing e Remakes. E isso não é uma crítica aos remakes que atualizam a saga com melhorias ainda mais modernas. Eu amei ter zerado pela primeira vez o Silent Hill 2 Remake esse ano e, ano passado, o Silent Hill f, que é um novo jogo diferente da saga; então, acredito que cada clássico pode ser tratado diferente, cabe à empresa achar o estilo correto que vai respeitar e continuar a saga em questão. Acredito que acertaram em Bomberman, assim como acertaram em Silent Hill.

    E, ah, eu não estou comparando as franquias em si, elas são totalmente diferentes; apenas estou apontando sobre essa questão de trazerem clássicos para os tempos atuais. Já vimos outras tentativas de outras sagas que, ao fazerem isso, ou mudam totalmente o que é a franquia ou trazem sem novidades e cheias de problemas antigos e novos. Enfim… voltando ao Bomberman!

    Super Bomberman

    Minha Experiência com Bomberman

    Uma coisa que nunca fui de fazer é olhar o manual dos jogos. Quando eu era criança, não entendia inglês e provavelmente eles estariam em inglês, mas também porque eu não tinha essas fitas lacradas; elas eram alugadas ou emprestadas de vizinhos, então eu nem imaginava como era a caixa ou a possibilidade de um livrinho ou um folheto com manuais, instruções e curiosidades dos jogos.

    E, como agora eu parei para olhar os seus manuais, descobri que, no terceiro jogo, as montarias que eu chamava de “cavalinhos” e sua respectiva cor, na real, têm o nome de “Louies”. Bom, eles não pareciam cavalos, né? Mas nunca que iria imaginar que se chamavam “Louies” e suas cores: “green Louie”, “pink Louie”, etc. Então, são pequenos detalhes bem interessantes de se saber. Saudades de mídias físicas que vinham com manuais, mapas, adesivos e outras coisinhas em suas capas.

    Super Bomberman

    Durante o jogo podemos Salvar, Carregar e Rebobinar. Aos mais novos: rebobinar é como voltar no tempo, algo da época das fitas VHS. Podemos acessar isso a qualquer momento, algo que não tinha no passado e, claro, aos que se desafiam e gostam de como era, você pode simplesmente não usar, pois ainda temos os famosos “passwords”. Hora de reviver o tempo de anotar eles no caderninho ou, quem sabe, hoje em dia você apenas tire print da tela ou anote no celular mesmo.

    Esse é um dos “Party Games” que eu mais tenho no meu coração. Quando criança, lembro de jogar o terceiro e o quarto jogo, tanto que lembrei de várias memórias jogando eles novamente, como fases e músicas. Assim como a questão das montarias que mencionei anteriormente; como eu não tive tantos jogos ou não pude alugar muitos quando criança, é interessante como a nostalgia funciona quando revivemos algo da nossa infância.

    Versões diferentes do jogo

    Super Bomberman

    Apenas a versão de Nintendo Switch 2 é diferente das demais, já que o console possui a função de “Game Share” para compartilhar o jogo com até mais 3 amigos que não tenham uma cópia do game; seus colegas podem jogar no Switch 1 ou 2. (Não tenho certeza se a versão da Steam tem essa possibilidade; já que a Steam possui um recurso parecido, não encontrei sobre).

    Tempo de Jogo

    Esses são jogos curtos: você pode zerar eles com 1h ou 2h, depende de você. As suas habilidades contam, mas também conta muito se você vai ou não usar os recursos modernos do jogo para Salvar ou manter a jogabilidade com Password como antigamente.

    Os jogos de SNES

    Quando a franquia chega no SNES, é onde os “olhos saltam”. O primeiro Super Bomberman é interessante: se passa em um continente só e vamos passando por locais que parecem prédios ou empresas diferentes. Nesse jogo, as fases mudam a cada nova empresa visitada, como se elas fossem os mundinhos, mas fora isso faremos o básico: explodir todos os inimigos e devemos evitar encostar neles ou explodirmos pelas nossas próprias bombas (acontece muito).

    Os power-ups de carregar mais bomba, vida extra, bomba remota, aumentar fogo, aumentar velocidade e afins vão estar em todos, mas recomendo que não deixem de chegar no último boss do primeiro e do segundo jogo sem a Luva de Boxe do primeiro ou a Power Glove do segundo em diante.

    Acredito que o power-up Power Glove, que foi renomeado a partir do segundo (já que é o mesmo item da Luva de Boxe no primeiro jogo), pode fazer referência às luvas que caíram no esquecimento lançadas para NES, que seriam um controle em formato de luva e tal, curiosidade à parte.

    Super Bomberman

    A partir do segundo game, teremos telas com elementos que podem nos atrapalhar, tipo obstáculos e algumas montarias que somem quando vamos para a próxima fase, e o jogo tem um visual mais interessante: agora cada mundo é uma nave espacial. A partir daqui também podemos enfrentar o Bomberman Dourado!

    No geral, temos temas únicos em todos, mas no dois arriscaram telas maiores, onde não cabiam na visão do jogador; então, tínhamos que nos movimentar para acessar o restante da tela, tipo você passava de uma plataforma a outra usando uma passarela que vai e volta.

    Eu acredito que esse é o motivo de não termos co-op nesse título: eles provavelmente não sabiam o que fazer se um jogador fosse para outro canto ou travariam os dois jogadores numa área só até que os dois fossem juntos. Também, com telas maiores, significava exigir mais do SNES, e ter mais um jogador poderia gerar alguma inconsistência no desempenho. Não tem como saber ao certo, mas esse é o meu chute sobre.

    Super Bomberman

    No terceiro, cada mundo é realmente um planetinha com bioma diferente; vamos voar em nossa nave visitando um por um. Aqui, cada mundo tem obstáculos que se destacam e são diferentes; cuidado para eles não te acertarem, empurrarem ou abrirem um buraco para você cair. Além disso, teremos finalmente os Louies: são 5 cores e cada um tem um poder. Sinceramente, eu gosto apenas do Rosa, que pula, e do Verde, que corre; os demais você pode acabar usando o poder deles contra você mesmo, tipo um deles que faz uma fileira de bombas, é algo que você pode fazer sem ele, então não é tão interessante e, para você se fechar em um clique errado, é fácil.

    O legal é que eles servem como uma vida extra: caso você seja acertado, você não perde vida, apenas a montaria. Então é legal de usar sempre um quando achar um ovo; além disso, eles não somem ao passarmos de fase como no segundo jogo. Teremos novos power-ups para o jogo, mas o destaque fica para as montarias mesmo.

    No quarto jogo também temos power-ups e montarias, mas aqui não temos os Louies. Nós poderemos achar um ovo do monstro da fase em si e usá-lo; além disso, é possível carregar até 2 ovinhos a mais com você, podendo carregar mais vidas. E cuidado: os ovinhos te seguem igual nos jogos do Mario quando podemos usar o Yoshi, mas eles são tangíveis, então, se explodir algo com eles passando, eles serão queimados também.

    No quinto jogo ainda podemos fazer tudo dos anteriores e alguns novos power-ups, tipo achar power-up com a cara do Bomberman que te dá um amigo CPU, tipo como se fosse um co-op, mas basiquinho e controlado pela máquina, entre outros. Sentimos que esse é o auge do jogo: já melhorou todas as funções e responsividade até esse momento da franquia. Temos novas temáticas para as fases, novos chefes e desafios; passar por cada jogo é especial e divertido.

    E os títulos que vieram nos consoles seguintes não estão presentes na coletânea. Quem sabe veremos algo no futuro, não é?

    Refeitos ou não?

    Super Bomberman

    E deixando bem claro que os jogos não foram refeitos, ok? Eles foram tratados, digamos assim. Então, são os mesmos jogos de antes, mas receberam melhorias para rodarem melhor: controles mais precisos, legendas, multiplayer, etc., com foco ali nos 5 principais e tudo que já citei sobre versões.

    Eu achei perfeito assim. Só relembrando o papo sobre tratamento de clássicos, remakes, etc., que comentei lá no começo do texto: acredito que, depois de 30 anos de franquia e toda a galera gamer já ter visto franquias voltando de uma maneira boa ou de uma maneira ruim (que, no caso, era melhor nem mexer), às vezes com jogos bugados e problemas tão piores quanto antes, ou pior, com os mesmos problemas que seus originais, aqui é onde mora o medo de qualquer fã de uma franquia clássica.

    Então, eu gostei de não terem refeito os jogos de uma forma que os transformassem. Gostei que são os mesmos, com pequenas adições que os melhoram e os trazem para a atualidade.

    Multiplayer

    Você poderá jogar sozinho ou em dupla, com exceção do Super Bomberman 2. E, fora isso, é possível jogar contra até 5 amigos. Antigamente era necessário um acessório e hoje não precisa; ainda bem, tempos modernos, né? O que pode limitar é se o console aceita apenas até 4 controles, e isso faz diferença, pois não é possível jogar online; apenas teremos aquele velho e bom gameplay local. Seria legal jogar partidas online? Olha, seria uma adição boa, viu?

    Mas é legal reunir amigos no final de semana para reviver esses jogos com todo mundo na sala, após uma noite de pizza ou algo assim. O que foi legal de fazer: também joguei alguns dos títulos em dupla com a minha noiva.

    Direto ao Ponto

    O modo boss rush que já citei é bem legal. Não tínhamos isso, é algo novo e você não precisa zerar o jogo para acessá-lo: no menu você seleciona e é só jogar. Sem enrolação, como todos os jogos no modo clássico também: é só clicar, ver alguns segundos de cutscenes feitas na mesma pixel art e então começamos a nos movimentar por aí explodindo tudo, às vezes nós mesmos, acontece muito, e, finalizando o objetivo, vamos para a próxima fase.

    Você não precisa de longos tutoriais e nem de uma grande história. O jogo é bem da época que muita coisa funcionava assim: apenas o gameplay tinha que ser divertido como foco principal, mas claro que a música, level design e arte precisam acompanhar logo depois.

    Conclusão

    Super Bomberman

    Super Bomberman Collection traz diversão, melhorias e o clássico de volta para os consoles modernos. A jogabilidade de cada jogo é “direto ao ponto”: pega o controle e joga, sem enrolação.

    Renova a gameplay de sofá; é um jogo interessante para dias que seus amigos estão em casa, viagens de fim de ano com a família e mais. Mas acredito que, desses tempos modernos, a única coisa que faltou seria um modo online para aqueles que não conseguem reunir facilmente os amigos no final de semana, quando todos têm seus horários e dias diferentes para o lazer. E recomendo muito testar a amizade com seus amigos no modo PVP.

    A coletânea sai por R$ 114,90, com exceção do Switch 2, que tem mais R$ 27,32 no seu valor para o upgrade que adiciona as melhorias de resolução, controles e o Game Share para jogar com amigos que não tenham o título. É um valor interessante para você ter aí 5 jogos de SNES com diversas melhorias e dois bônus de NES.

    Pode ser que em algum momento tenha promoção e você encontre valores ainda melhores; torço por isso para que mais pessoas tenham acesso. E aos que já estão pensando na versão física, eu entendo: ter esses títulos na estante deve somar muito na coleção.

    Bomberman é diversão. Joguem!

    Nossa nota

    Confira o trailer do lançamento:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

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