CRÍTICA – The Guise (2023, Ratalaika Games)

    The Guise nos ambienta à um conto de fadas sombrio. Enquanto avançamos mais neste mundo, descobrimos que este mundo vai muito além do que imaginamos. Com um visual que nos remete a obra de Tim Burton, vemos que o mundo repleto de criaturas sombrias nos desafiará. E no controle de Ogden, um órfão transformado em uma criatura, precisa encontrar a cura para sua assombrosa desventura.

    Repleto de escuridão, o metroidvania desenvolvido por Rasul Mono e publicado pela GameNet busca nos desafiar em todas suas curvas e nos levar por caminhos que apenas o terrível visual da história se propõe a contar.

    SINOPSE

    Enquanto somos lançados à história de Ogden, um órfão que deixou sua curiosidade vencer. Que quando ele adentrou em um quarto trancado e experimentou uma máscara amaldiçoada, foi transformado em um monstro.

    Em uma tentativa de não perder o que resta de sua humanidade, Ogden precisará utilizar seu corpo monstruoso e se acostumar com sua maldição.

    ANÁLISE

    The Guise

    Em uma tentativa de mergulhar na história, juro que tentei por diversas vezes perseverar na história. Mas sem sucesso. Após receber o game para Nintendo Switch, passei algumas horas a fio na frente da tv tentando tirar o melhor do jogo, que sem uma gameplay fluída, o game acaba por se provar como travado e infrutífero.

    É compreensível que o desenvolvedor tente nos levar por um caminho divertido, mas por meio de sua história macabra e cansativa, o metroidvania tenta mirar em Hollow Knight, mas acerta no bizarro e incômodo Anima: Ark of Sinners.

    Com um visual cansativo e escuro, o game tenta nos enganar de diversas maneiras, escondendo os problemas de seu level design com áreas escuras, que servem também para “enganar” os jogadores e fazê-los morrer.

    As habilidades de Ogden tendem a funcionar separadamente. Mas não que o game tenha sido planejado para ser assim. As habilidades dele ou melhor, suas limitações estão diretamente ligadas aos problemas de animação do personagem.

    Com um visual sombrio e por vezes bizarro, é necessário avançar no game com cuidado, pois nunca sabemos de onde perigos podem surgir. The Guise é absurdo no que diz respeito à sua progressão, que é dificultada pela falta de um mapa e uma claridade no objetivo.

    Ainda que localizado em português do Brasil, o game não se mostra claro em sua proposta, e parece querer forçar a avançar indiscriminadamente, apenas por avançar.

    VEREDITO

    The Guise

    The Guise é cansativo, repetitivo e desafiador. Sem falar no seu visual. Quando analisamos e aliamos todos esses aspectos, percebemos que ele nos causa um incômodo enorme no que diz respeito às horas que precisamos desprender a fim de avançar em sua história.

    Não apenas pela ansiedade causa pelo game e seu efeito repetitivo, ele nos desanima quando o assunto é um visual depressivo. Com games que abordam maldições e possessões de maneira muito mais tranquila, The Guise é completamente oposto do que um game deve ser, não instigando em nada a continuar sua história e a desenvolver seus personagens.

    Nossa nota

    2,5 / 5,0

    Confira o trailer do game:

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