CRÍTICA: ‘Mark of the Deep’ mistura gêneros e é mais um acerto de desenvolvedora brasileira

    O aquecido mercado de games brasileiros continuam a nos surpreender. Após o sucesso de Dandy Ace em 2021, a Mad Mimic surpreende ao nos apresentar ‘Mark of the Deep‘. No controle de Rook, o game mistura uma gameplay metroidvania com o gênero souls-like, desafiando nossa progressão a todo o tempo, o game pune, mas recompensa os jogadores mais atentos.

    Com uma campanha de lançamento diversa, o game fez uso de diversos criadores de conteúdo em sua dublagem para enriquecer a localização do game no Brasil. Mostrando assim, que não apenas a desenvolvedora valoriza o público BR, como também tem como intuito trazer para o game os fãs desses influenciadores/figuras convidadas.

    Mark of the Deep é um marco por como se apresenta e assim como foi feito em ‘No Heroes Here‘ e ‘Dandy Ace‘, o game chama atenção para o que o mercado brasileiro é capaz de fazer. O game é desenvolvido pela Mad Mimic e publicado pela Light Up Games.

    Mark of the Deep

    Controlando Rook, mergulhamos nos mistérios que envolvem o naufrágio do Sereia Raivosa, navio em que o pirata servia como tripulante. Presos em um mundo sombrio, tudo parece conspirar para que toda e qualquer esperança seja abandonada. Rapidamente, ao ser puxado para a brutal e desafiadora história, Rook precisa descobrir a razão de uma aparente maldição não afetar ele, mas sim, todos os outros membros de sua tripulação.

    Uma gameplay profunda faz parte do que o game tem a apresentar: uma história hostil em que é necessário lutar a todo e qualquer custo para progredir.

    HISTÓRIA RICA EM DETALHES E GAMEPLAY PUNITIVA

    Mark of the Deep

    Com uma jogabilidade densa, o game insere cada vez mais camadas à experiência com o passar das horas. Seja ficando perdido por labirintos de fases interconectadas, o game ganha uma “facilidade” quando o fast travel é adicionado ao game e ver como a movimentação e as dinâmicas mudam após sua adição, é algo notável. A jornada de Rook e dos tripulantes ganham mais profundidade, não apenas pelas missões secundárias, como também pela forma do mundo contar uma história própria.

    Sozinho, na misteriosa ilha, Rook precisa reunir forças a fim de descobrir onde está seu capitão e revelar os mistérios que insistem em se colocar entre ele e seu objetivo: fugir em segurança da ilha.

    Nos fazendo questionar por vezes o que está diante dos nossos olhos, o game insiste em inserir o que parecem ser dicas ou pistas visuais por quase todos os níveis. Com monumentos que possuem dicas de enredo, fica claro que aquele mundo, aquela ilha, não nos quer lá.

    Munido de seu gancho, sua pistola, habilidades únicas e outras armas que propiciarão nossa jornada, Rook avançará contra hordas de mortos vivos e monstros terríveis transformados pela maldição.

    Onde muitos pensaram em um dia obter êxito, Mark of the Deep se supera ao ser um excelente título sobre piratas. Batendo em títulos AAA como Sea of Thieves, Skull and Bones e muitos outros, este é um game contido em si, sem sonhos de grandeza ou coisa do tipo.

    Servindo como um respiro para o gênero metroidvania, a Mad Mimic se supera mais uma vez ao misturar gêneros e entregar uma experiência de gameplay e narrativa singulares, trazendo profundidade, esmero, terror e beleza.

    Nossa nota

    4,0 / 5,0

    Confira o trailer do game:

    Mark of the Deep foi lançado para o PC, Nintendo Switch, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X/S, em 24 de janeiro de 2025.

    A chave recebida para produção deste texto, foi disponibilizada pela Nuuvem! O game está em promoção na plataforma para PC. Caso queira comprar com 15% de desconto, acesse o link. A promoção dura até o dia 3 de fevereiro.

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

    Estamos na YouTube transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

    Artigos relacionados

    CRÍTICA – ‘Pokémon Legends: Z-A’ é o momento de jogar a DLC Mega Dimension?

    A DLC de Pokémon Legends: Z-A chegou. Mega Dimensions expande a pokédex e nos lança por aventuras com personagens antigos da franquia!

    CRÍTICA – ‘Animal Crossing: New Horizons’ vale ser conhecido ou redescoberto em 2026

    A edição de Nintendo Switch 2 chegou ao Animal Crossing. Junto dele, muitas expansões grátis chegaram ao game, expandindo ainda mais a experiência.

    State of Play: Confira todos os trailers do evento de Fevereiro de 2026

    Desde setembro de 2025 não tínhamos um State of Play. O primeiro evento da Sony de 2026 chegou para não deixar sombra de dúvidas...

    CRÍTICA: Yakuza Kiwami 1+2 é sobrevida à longeva franquia, agora no PS5

    Yakuza Kiwami 1+2 é o mais novo lançamento da franquia para o PlayStation 5. Confira o que achamos do bundle que chegou aos novos consoles.