Início GAMES Crítica PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Dandy Ace (2021, Mad Mimic Interactive)

PRIMEIRAS IMPRESSÕES – Dandy Ace (2021, Mad Mimic Interactive)

Dandy Ace

Recebemos recentemente o jogo Dandy Ace, desenvolvido pelo estúdio brasileiro Mad Mimic Interactive. Tão logo o jogo foi baixado, já havia euforia para saber mais a respeito da mais nova criação nacional na indústria dos games.

Antes de comentar sobre o jogo em si, vale lembrar que Dandy Ace tem sua data de lançamento marcada para o dia 25/03 e é distribuído pela NEOWIZ, também responsável por Skul, uma recente febre no Steam.

Desde o início, é perceptível que o jogo bebe de muitas fontes. A animação inicial tem nítidos e propositais tons infantis, e esta dá o tom do desenrolar da história. Esta, é bem simples, mas não por isso pouco envolvente: Lele, frustrado com a habilidade e extravagância do mágico Dandy Ace, aprisiona ele e suas assistentes no Espelho Amaldiçoado. Toda essa pegada meio desenho infantil satirizado, somado aos chefões, e ao nível de dificuldade um pouco elevado lembram muito o famoso Cuphead.

Porém, logo que iniciamos nossa gameplay, somos transportados para um mundo que muito lembra alguns títulos da Supergiant Games (como o recente Hades ou o aclamado Bastion). Um ambiente isométrico e bastante colorido. Ali, dentro do Espelho Amaldiçoado, começamos nossa jornada por este roguelike que, apesar de suas referências, se mostra bastante original.

Para poder se livrar do aprisionamento no Espelho, Dandy precisará atravessar um labirinto gerado proceduralmente. Para isto, ele conta com suas cartas mágicas, as quais ele coleta ao longo do caminho, e com o apoio de suas assistentes Jenny Jenny e Jolly Jolly.

A adição das cartas obviamente lembra os famosos cardgames, graças a possibilidade de combinar as cartas, utilizando suas qualidades ativas ou passivas para montar o set de ataques mais favorável. Existem mais de mil combinações possíveis, e assim como o mapa, as cartas também são aleatórias.

Dandy Ace

A dificuldade do jogo se dá por quatro fatores básicos: inimigos e ataques variados, ambientes complexos, velocidade de jogo e morte permanente. Calma. Não é permanente. Ou talvez, não tanto. O jogo se passa dentro do Espelho, então, sempre que morremos, retornamos ao início do labirinto, e este se reformula.

Em outros games, esta espécie de reinício poderia ser um motivo pra frustração. Mas Dandy Ace é tão divertido e as possibilidades e novas combinações que surgem após cada derrota são tantas que é pouco provável que você realmente se frustre.

Uma curiosidade bastante interessante é que o jogo, por ser brasileiro, tem dublagem em português.

Nossa, sério? Calma!

A equipe de dubladores conta com nomes como Gabriela “Gabi” Cattuzzo, “Maethe” Lima, Luis “LJoga” Gouveia, Eduardo “BRKsEdu” Benvenuti, João Paulo “Patife” Pereira, entre outros.

Quem ficou curioso e quer ver mais sobre o game, hoje, 24/03, às 20h, faremos uma live na nossa Twitch curtindo esta aventura desde o início.

Assista ao trailer:

Curte o nosso trabalho?

Se sim, sabe que ser um site independente no Brasil não é fácil. Nossa equipe que trabalha – de forma colaborativa e com muito amor – para trazer conteúdos para você todos os dias, será imensamente grata pela sua colaboração. Conheça mais da nossa campanha no Apoia.se e nos ajude com sua contribuição.

Artigo anteriorCRÍTICA – O Tigre Branco (2021, Ramin Bahrani)
Próximo artigoWe Are Football: Jogo estilo Manager será lançado na Steam em junho
Vindo do interior do interior do RS, fã de Cornwell, Zelda e do Fernandão, (péssimo) piadista, dá pitaco sobre quase tudo. Amante da cerveja, gosta de estudar diferentes culturas, leciona FIFA nas horas vagas e tem um cachorro chamado Salomão.