Rayman é uma franquia criada por Michel Ancel, teve seu início em 1995, com a publicação sendo realizada pela Ubisoft. A partir do seu primeiro título, ganhou o carinho dos gamers, muitas sequências, e, no dia 13 de fevereiro de 2026, durante a exibição do State of Play, chega a edição comemorativa de 30 anos; foi lançada como uma das surpresas do evento.
Desenvolvido pela Digital Eclipse em colaboração com a Ubisoft Montpellier, Rayman 30th Anniversary Edition chega para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC, via lojas digitais Steam e Ubisoft Store.
Essa edição celebra três décadas do lançamento original, e o enredo do jogo é o mesmo da sua primeira versão lançada, com o nosso protagonista enfrentando o vilão Mr. Dark, que roubou o Grande Protoon, causando a desestabilização dos Electoons, que o orbitavam, sendo espalhados e presos ao redor do mundo, cabendo ao Rayman trazer a harmonia à Clareira dos Sonhos e derrotar o vilão.

O primeiro ponto interessante desse pacote celebrativo de Rayman é termos a inclusão de todas as cinco versões do jogo, como a de MS-DOS, PlayStation (PS1), Atari Jaguar, Game Boy Color, Game Boy Advance, o protótipo para SNES, que não chegou a ser lançado, e o meu primeiro contato com a franquia foi jogando a versão do console Sony, quando jogar era apenas uma experiência muito simples.
Analisando as versões como um todo, é muito interessante pensar como jogar videogame era um conjunto de mecânicas que não eram complexas, acessíveis para qualquer público, e muito me agrada quando alguns jogos indie trazem em sua jogabilidade esse elemento de simplicidade.

A questão visual é nostálgica, porque conserva a essência visual das respectivas plataformas que foram disponibilizadas, mas realiza uma melhoria que consegue não gerar a estranheza pelo hábito de estar em uma geração visualmente muito mais avançada.
Além desse trabalho muito bem realizado, temos a opção de editar o nosso layout para a experiência ser o mais confortável possível, e, dentre eles, a opção de, à frente de uma TV de tubo, foi divertida, porque não vai ser apenas uma homenagem ao game e sua história muito importante, como também para nós, como jogadores, que vivemos essa geração e os primeiros passos da franquia.

A trilha sonora, reimaginada por Christophe Héral, mantém a mesma energia do seu original, sendo uma bela homenagem a Rémi Gazel, o compositor da versão desenvolvida na época, e isso coloca um tom aventuresco que sempre foi a essência clássico de um jogo de Rayman, não apenas na sua estreia, como em seus lançamentos posteriores.
Rayman vai oferecer umas boas horas de jogo por ter incluído em suas versões fases a mais que o original, muitas delas feitas por desenvolvedores, como também de fãs, que utilizaram o recurso de criação de estágio, e também podemos criar o nosso com essa mecânica, também disponível, que, além de reproduzir ao máximo a experiência de lançamento, se torna um exercício de criatividade muito divertido.

A coletânea não é apenas um compilado de diversas versões do primeiro Rayman, algo que por si só já seria interessante, mas tem incluso um documentário interativo muito interessante falando sobre o processo de idealização e desenvolvimento de Rayman, que se torna sempre um conteúdo muito importante conhecer, porque, um jogo menor ou maior, a complexidade de criação desse tipo de arte sempre tem suas peculiaridades.
Rayman 30th Anniversary Edition é uma experiência que é carinho no coração ao reviver essa história, encarar as dificuldades e avançar através das fases à moda antiga, e considero, além do famoso “relembrar é viver”, mas uma forma de compreender sobre como se pensava um jogo no passado e como pensamos sobre isso.
Confira o trailer do jogo:

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