Dança das cadeiras na big tech: Executivo do Xbox deixa a empresa após apenas três meses

    Uma mudança rápida e inesperada movimentou os bastidores da indústria de tecnologia e games. Jared Palmer, Vice-Presidente de Engenharia do Xbox, anunciou sua saída da Microsoft apenas três meses após ser promovido a uma das posições estratégicas da divisão de jogos.

    Palmer trocou o gigante dos games para liderar a equipe de engenharia da Cognition, uma applied AI lab famosa por criar o Devin, o primeiro “engenheiro de software de IA” autônomo do mundo.

    Do CoreAI ao topo da divisão Xbox

    Jared Palmer chegou à Microsoft em outubro passado, vindo da divisão de IA (CoreAI). Em maio, durante uma grande reestruturação promovida pela executiva Asha Sharma, Palmer foi nomeado para um papel de liderança direto.

    Na época, Sharma rasgou elogios ao executivo em um comunicado interno:

    “Ele é um líder de produto que entende o desenvolvimento moderno, incluindo onde as ferramentas podem remover atritos e ajudar as equipes a irem mais rápido. Ele trabalhará diretamente comigo nos nossos problemas de produto e engenharia mais complexos.”

    No entanto, antes mesmo que os frutos dessa reformulação no ecossistema de desenvolvedores do Xbox fossem colhidos, Palmer anunciou sua despedida no X (antigo Twitter):

    “Atualização pessoal: entrei na Cognition para liderar a engenharia. Sou grato a Asha Sharma e a todos no Xbox por um ano incrível. Animado para este próximo capítulo com Scott Wu e equipe.”

    O peso da inteligência artificial gerativa

    A saída acentua uma tendência clara no mercado de tecnologia: a atração magnética das startups de Inteligência Artificial sobre talentos de ponta das Big Techs.

    A Cognition, nova casa de Palmer, recebeu um investimento de US$ 21 milhões do Founders Fund (de Peter Thiel) em 2024 e já é avaliada em mais de US$ 4 bilhões.

    Palmer é um entusiasta conhecido do setor e chegou a comparar a transição da programação humana para o desenvolvimento agêntico (feito por IA) a “aprender a jogar Guitar Hero em vez de aprender a tocar guitarra de verdade”.

    Nem a Microsoft nem Palmer emitiram declarações adicionais além das postagens em redes sociais.

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