Filmes que abordam questões familiares sempre geram alguma reflexão interessante. Mãe e Filho, o mais recente longa do diretor e roteirista Saeed Roustaiy (Os Irmãos de Leila) toca nesse tema de uma forma complexa.
O filme com lançamento nacional no dia 30 de abril, estrelado por Parinaz Izadyar, Payman Maadi e Sinan Mohebi. O longa marcou presença no circuito de premiações sendo indicado à Palma de Ouro, além de ter sido exibido durante o Festival de Cannes em 2025.
A história do filme Mãe e Filho é sobre Mahnaz e seu filho Aliyar, uma enfermeira viúva e um adolescente que causa muitos problemas. A situação se torna pior quando Mahnaz engata um relacionamento com Hamid e resolve se casar com seu novo namorado. Após um trágico acidente, ela terá que lidar com a perda, a traição e a expulsão de seu filho.
O que mais gostei desse filme é a direção ser realista, fria, muito intensa e nos coloca no meio do turbilhão de acontecimentos. Saeed Roustaiy vai abordar a culpa, responsabilidade dos personagens principais de uma forma imersiva e a refletir sobre as questões morais contadas na trama.
O longa em suas duas horas e onze minutos de duração não coloca decisões que seriam moralmente fáceis em sua trama. Além disso, o silêncio é utilizado de forma a valorizar as emoções, inserindo camadas muito profundas aos personagens.
As atuações por parte de Parinaz Izadyar e Sinan Mohebi são muito sólidas, transmitindo de uma forma muito natural, as questões de seus respectivos personagens. Também é importante elogiar a química de ambos, representando essa relação familiar que é a questão central do filme.
A direção de Mãe e Filho nos coloca no centro do drama

A experiência de assistir a esse filme foi muito impactante e se divide no antes e depois dos acontecimentos que mudam a relação dos personagens principais. Em um primeiro momento, temos essa reflexão sobre a vida sobrecarregada de Mahnaz, lidando com trabalho, pressões sociais e ainda com seu filho, que vive seu próprio processo de luto.
No entanto, o filme não tenta nos conduzir a pensar sobre seus erros e acertos, sequer julgá-la, mas ressalta as dificuldades de sua vida cotidiana. Em resultado do acidente, vemos essa relação desmoronar, pois Mahnaz passa a ver o filho como uma vítima e também um agente causador dessa tragédia, gerando um dilema moral na personagem.
Por outro lado, também vemos as questões de Aliyar, sua dificuldade em lidar com o processo de luto, a responsabilidade desse evento trágico e o sentimento de solidão em relação à sua mãe.

Achei a conclusão do filme impactante por ser um desfecho frio, refletindo o realismo de tudo que a trama nos mostra. Esse final propõe uma reflexão dolorosa sobre relações familiares e a complexidade da maternidade diante dos desafios sociais impostos.
Mãe e Filho é um excelente filme porque não vai apenas nos chocar através do sofrimento de seus personagens centrais. Por outro lado, através de sua forma de contar sua história, nos faz pensar nas questões morais e emocionais que essa narrativa nos provoca.
Confira o trailer de Mãe e Filho:
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