A franquia Resident Evil vive uma de suas melhores fases na história. Com o sucesso estrondoso de reimaginações como RE2, RE3 e RE4, além do aclamado Requiem dando continuidade à linha principal, os fãs já estavam preparando o terreno para o que parecia o caminho natural: remakes de Resident Evil 5 e do polêmico Resident Evil 6. No entanto, parece que a realidade nos corredores da Capcom é outra.
Segundo informações recentes, a desenvolvedora não tem planos imediatos para modernizar os dois títulos que dividiram a base de fãs na era do PlayStation 3 e Xbox 360.
O fim da teoria do “Cânone Unificado”
Havia uma forte teoria circulando na comunidade gamer de que a Capcom estaria trabalhando ativamente para criar um “cânone solidificado”. A ideia era que os remakes serviriam para limpar discrepâncias narrativas de todos os jogos anteriores a Resident Evil 7: Biohazard, criando uma ponte perfeita para os títulos atuais.
“Isso é falso”, afirmou o insider Dusk Golem no fórum ResetEra. “A Capcom não faz a menor ideia agora do que quer fazer com RE5 e RE6 em um remake, se é que um dia vão decidir fazer.”
Aparentemente, a desenvolvedora japonesa mantém seus planos para a franquia em uma janela de tempo relativamente curta, projetando cerca de cinco anos para o futuro. Até o momento, o trabalho em qualquer remake de RE5 e RE6 simplesmente não começou.
O que vem por aí na linha de Remakes?
Dusk Golem é uma fonte geralmente confiável quando o assunto é Resident Evil. Embora tenha errado alguns detalhes durante os anos de espera por Requiem, ele demonstrou saber quais projetos estão na mesa da Capcom.
Segundo o leaker, a atual linha de remakes do estúdio envolve o recém-anunciado Resident Evil Veronica (remake de Code: Veronica), além de Resident Evil 0 e, surpreendentemente, mais uma nova roupagem do Resident Evil original.
Sobre reajustar a narrativa geral para se encaixar melhor em Requiem, Golem foi taxativo: “Não há um ‘plano mestre’ para nada disso, [a Capcom] não está pensando tão longe. Não existe uma iniciativa para refazer todos os jogos da série especificamente”. Ele também sugeriu que quaisquer “retcons” (mudanças retroativas na história) em Veronica seriam apenas o resultado natural do jogo estar em desenvolvimento ao mesmo tempo que Requiem.
RE5 e RE6: Há salvação para a ação desenfreada?
Isso não significa que os remakes de Resident Evil 5 e RE6 nunca verão a luz do dia, apenas que a Capcom está com as mãos cheias no momento, possivelmente focada em três outros remakes e em um inevitável décimo título da linha principal.
Ainda assim, ambos os jogos provavelmente continuarão sendo muito solicitados. Resident Evil 5 é lembrado com carinho por seu gameplay cooperativo extremamente divertido. Fãs argumentam que um remake poderia melhorar substancialmente a experiência single-player (como tornar a inteligência artificial da parceira mais eficaz) e reexaminar representações problemáticas do jogo original.
Já Resident Evil 6 é frequentemente apontado como o jogo que mais precisa de um remake. Enquanto o RE5 foi o responsável por empurrar a série de vez para o gênero de ação, o RE6 é considerado o ponto mais baixo da franquia em termos de coesão. Da história fragmentada ao gameplay exagerado, tudo no sexto jogo é alvo de críticas. Uma reformulação completa poderia, em teoria, redimi-lo e criar uma transição digna para o horror de RE7.
Ambos venderam milhões de cópias e possuem um público gigantesco. Como shooters em terceira pessoa, eles se traduziriam muito bem para a fórmula atual da RE Engine. Resta saber se, no futuro, a Capcom decidirá fazer as grandes mudanças estruturais que os fãs de longa data esperam para trazer essas duas ovelhas negras de volta às raízes do survival horror.

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