CRÍTICA: ‘Splatoon Raiders’ arrisca em trazer mudanças grandes para a franquia, surpreende com muita diversão

    Splatoon Raiders é o mais novo exclusivo de Nintendo Switch 2, lançado no dia 23 de julho. Esse é um spin-off da série que, acredito, seja um excelente conteúdo tanto para os fãs consolidados quanto para possíveis novos adeptos, como eu.

    Agradecemos à Nintendo Brasil pelo envio da chave para a nossa cobertura.

    Minha experiência

    Splatoon Raiders

    Esse é meu primeiro contato prático com Splatoon. Eu já tinha visto um pouco dos jogos numerados, mas nunca tive horas de jogo de fato. Por não consumir títulos competitivos, achei que nunca me adaptaria, mas sempre considerei o visual bonito e a ideia divertida. Pensava: quem sabe, se algum dia fizessem uma campanha, eu não pudesse arriscar?

    Bom, dito isso, o meu momento chegou (e acredito que o de muitos de vocês também). Splatoon Raiders aprofunda a lore da franquia em um modo campanha com uma pegada de looter shooter, e o título me ganhou em cada segundo de gameplay.

    No começo do jogo, os personagens chegam a se apresentar para nós, já que o nosso protagonista “não os conhece”. Nos títulos numerados eles são ídolos famosos, mas aqui ainda não são conhecidos. Acredito que esse seja um pequeno trecho pensado justamente para apresentar esse universo às pessoas que estão conhecendo a franquia por meio deste jogo.

    Introdução da lore

    Splatoon Raiders

    Começamos vendo uma cutscene na qual os personagens principais estão em um helicóptero sobrevoando ilhas que apareceram há pouco tempo (um abalo sísmico trouxe essas terras misteriosas para a superfície). Os personagens querem ir até lá para coletar tesouros que estavam submersos, deixando claro que o loot é a motivação principal.

    Porém, o tempo fecha e o helicóptero cai. Dessa forma, precisamos achar um jeito de sobreviver, explorar a área, coletar recursos, melhorar a nossa base e descobrir como voltar para casa.

    O trio principal é formado por Megan, Rayan e Angie, personagens carismáticos e figurinhas carimbadas da série. Nosso personagem, contudo, é apenas o piloto contratado para a expedição. O protagonista é mudo e podemos escolher como será o seu visual.

    Estou jogando em espanhol, mas vale destacar os nomes do trio em inglês: Shiver, Frye e Big Man.

    Embora voltar em segurança faça parte do objetivo principal, retornar de mãos abanando está fora de cogitação, certo? Viemos coletar tesouros e não sairemos sem eles. Durante a exploração, encontramos alguns arquivos perdidos sobre o local, revelando detalhes sobre os segredos da ilha, relíquias, história e sobre criaturas chamadas de Salmónidos.

    A partir daí, esse universo começa a nos envolver de vez em sua proposta.

    Gameplay cheia de personalidade

    Splatoon Raiders

    Logo no primeiro momento na ilha, iremos personalizar o nosso protagonista, que ficará conhecido como o mecânico da turma. Passamos por um tutorial no qual nos explicam os comandos de movimentação, os colecionáveis e os ataques. Podemos usar controles por movimento ou jogar no estilo padrão. Eu testei os dois formatos e achei que ambos funcionam muito bem. Para quem curte usar os sensores de movimento, vale a pena testar: a resposta me pareceu ótima e, se você não gostar, é só desativar a opção no menu.

    No jogo, temos diversas armas diferentes para coletar e atirar. A tinta disparada fica no chão, permitindo que o personagem assuma a forma de polvo para se mover mais rapidamente. E não é só isso: entrar na poça de tinta também ajuda a reabastecer o tanque nas costas do personagem.

    Nós enfrentamos criaturas nativas que soltam energia, a qual usamos para carregar nosso ataque especial principal (que varia dependendo de qual personagem está nos auxiliando na missão). Podemos soltar um tubarão nos inimigos com a ajuda de Megan, invocar uma chuva de enguias com Angie ou montar nas costas de Rayan, que possui uma movimentação bem rápida e fica envolto por tinta flutuante.

    O que mais surpreende é o menu de customização. Nele, podemos trocar de armamento. Algumas armas sequer são de fogo, variando entre pincéis gigantes e até baldinhos de tinta. Tudo é muito criativo.

    Cada arma tem o seu próprio estilo de gameplay, oferecendo cadências de ataques diferentes e danos variados. Além disso, existe um sistema de raridade que altera os atributos dos itens (a partir de duas estrelas, as armas ganham um efeito benéfico extra). É possível utilizar três tipos de tanques diferentes, com foco em força, velocidade ou tática. A troca pode ser feita a qualquer momento na base sem problemas. Assim que você enjoar de um estilo, basta equipar outro e continuar a jogatina.

    Também ativamos habilidades por meio de gadgets. Embora o limite seja de dois equipamentos simultâneos, há diversas opções disponíveis, além de modificadores que aprimoram as vantagens dessas ferramentas.

    Fora isso, podemos melhorar os atributos base do protagonista, alterar a sua aparência, fazer upgrades no arsenal e evoluir a nossa base principal (uma ilha flutuante).

    Conforme a base cresce, surgem pequenas áreas dedicadas aos aliados. O nosso protagonista ganha um espaço para melhorias de atributos e gerenciamento da área de treino. Rayan cuida do registro de tudo o que coletamos, Angie conta com uma bancada para aprimoramento de armas e Megan fica em uma área voltada à criação de novos gadgets.

    Personalização

    Splatoon Raiders

    As opções de aparência são liberadas conforme progredimos e realizamos desafios. Alguns requisitos são básicos (como atingir um certo nível), enquanto outros exigem completar fases sob condições específicas. Há também a possibilidade de resgatar itens exclusivos usando amiibos.

    Caso você queira mudar a aparência do protagonista, na mesma aba de troca de roupa é possível alterar o personagem base, o penteado e as sobrancelhas. Portanto, não se preocupe caso acabe não gostando do seu visual inicial com o passar do tempo: basta abrir o menu e atualizar a aparência.

    Modo cooperativo

    Splatoon Raiders

    Os jogos numerados da franquia eram totalmente focados no multiplayer com uma pegada mais competitiva. Aqui, a premissa é outra. A ideia é focar na campanha e expandir a história de Splatoon, apresentando um mundo interessante e cheio de curiosidades para explorarmos (seja jogando solo ou em grupo).

    É possível pedir ajuda em fases mais difíceis. Ao superarmos o nível, um contador de tempo entra em ação antes que possamos solicitar auxílio novamente. Também podemos ajudar outros players em suas sessões e garantir recompensas bem legais no processo.

    Até o fechamento deste texto, testei apenas o modo em trio com pessoas desconhecidas (tanto ajudando quanto pedindo ajuda). O tempo de fila variou entre 40 segundos e pouco mais de um minuto. Na minha opinião, foi bastante rápido.

    As partidas não caíram, e não presenciei atrasos (delays) ou problemas de conexão. Gostei bastante dessa estabilidade. Provavelmente a rede é favorecida pelo escopo menor do título: jogamos com no máximo três pessoas por sala e enfrentamos uma fase por vez. É um ambiente muito mais controlado do que o de partidas competitivas tradicionais.

    Ainda não testei montar uma sala fechada com conhecidos, já que, infelizmente, a agenda de cada colega é diferente. Contudo, é perfeitamente possível organizar uma sessão privada com os seus amigos.

    Vale a pena?

    Splatoon Raiders é um jogo extremamente divertido, oferecendo uma gameplay acolhedora e diferente para quem está chegando à franquia pela primeira vez. É muito recompensador coletar recursos, melhorar a base e completar as fases, independentemente de estar jogando sozinho ou em trio.

    O preço oficial é de R$ 279,90, um valor bem abaixo do padrão dos lançamentos recentes, o que me deixou bastante satisfeita. Ainda assim, a minha dica permanece a mesma: você pode optar pela compra da mídia física para economizar usando cupons e cashback em varejistas oficiais e confiáveis.

    Meu ponto negativo é apenas um: o jogo não tem localização para PT-BR, e isso me deixa um pouco chateada. Joguei em espanhol e deu para entender tudo perfeitamente (os diálogos não são longos, já que o foco está na ação), mas seria excelente contarmos com legendas no nosso idioma. Acredito que muitos brasileiros dariam uma chance maior ao game se ele fosse oficialmente traduzido.

    Enfim, é um jogaço sem dúvidas. Foi um dos títulos mais divertidos que experimentei recentemente. Fiquei muito feliz por, finalmente, conhecer a franquia e aproveitar tanto a jornada.

    A gameplay funciona muito bem e é extremamente responsiva. Sempre bate aquela vontade de jogar “só mais uma fase” ou de repetir um nível em busca de novas recompensas. Os chefes são criativos e tentam sempre introduzir mecânicas inéditas para deixar os combates mais interessantes. Isso sem falar na ampla liberdade de alternar os equipamentos para criar um estilo de jogo com a sua cara.

    Encarar as fases sozinho funciona super bem, mas a opção cooperativa é muito bem-vinda e ajuda bastante no avanço da campanha (tanto em salas públicas quanto privadas).

    Joguem Splatoon Raiders. É um título divertido, cheio de dopamina e que vale cada minuto investido. Até o momento desta análise não há uma demo disponível, mas, se liberarem uma versão de testes no futuro, aproveitem.

    Já vi jogos lançarem sem demo e receberem uma amostra grátis um mês depois do lançamento. Então, se o mesmo acontecer por aqui, já sabem, né? Deem uma chance.

    Nossa nota

    Confira o trailer do game:

    Acompanhe as lives do Feededigno no Youtube.

    Estamos na Youtube transmitindo gameplays semanais de jogos para os principais consoles e PC. Por lá, você confere conteúdos sobre lançamentos, jogos populares e games clássicos todas as semanas.

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