O mais novo e ambicioso RPG de ação da Game Freak, Beast of Reincarnation, finalmente chegou ao mercado. Conhecida mundialmente pela franquia Pokémon, a desenvolvedora decidiu apostar em visuais mais realistas e em uma ambientação pós-apocalíptica. No entanto, a recepção do público e da crítica especializada tem sido, no mínimo, polarizada.
O jogo se distanciou bastante do escopo tradicional da empresa, buscando entregar um combate intenso que mistura ação em tempo real com elementos de turno. Mas será que eles acertaram a mão?
A balança do Metacritic

No Metacritic, as notas médias de Beast of Reincarnation variam um pouco de acordo com a plataforma. A versão de PS5 atualmente ostenta um 73, enquanto a de PC fica logo atrás com 72. O que chama atenção, no entanto, é o contraste extremo entre as análises que compõem essa média:
- As Críticas Positivas: No topo da escala, portais como a Vice e a GamesRadar+ deram notas excelentes (9.5/10 e 9/10, respectivamente). Os elogios destacam um combate “incrivelmente divertido e inovador”, com um escopo amplo para a criação de builds. Além disso, a história foi descrita como “profunda e reflexiva”.
- As Críticas Negativas: Por outro lado, veículos como VGC e Eurogamer foram menos generosos, aplicando notas 6/10. As principais queixas envolvem uma história e ambientação “sem originalidade”, falta de variedade de inimigos e um combate que, segundo eles, tenta imitar Sekiro e Monster Hunter, mas com resultados medianos.
O veredito na Steam: genial ou frustrante?
Na Steam, o cenário não é diferente. Com o status de análises “Mistas” (cerca de 52% de aprovação em mais de 700 reviews), a comunidade de jogadores reflete exatamente o que os críticos pontuaram:
“Até agora, tudo bem – parece uma mistura de Sekiro, NieR Automata e Princesa Mononoke. O combate é muito fluido e a movimentação é um toque muito legal que abre o jogo.” — Jogador Satisfeito
Por outro lado, jogadores frustrados relatam que o título “parece muito mais ambicioso do que realmente é”. Algumas análises apontam que o sistema de defesa e aparo (parry) é inconsistente e que o combate não é recompensador, com um usuário chegando a dizer que o impacto das espadas parece com o de “um espaguete de piscina seco”.
Conclusão
Embora possa não ser a recepção universalmente aclamada que a Game Freak esperava para seu grande projeto fora do universo Pokémon, Beast of Reincarnation certamente não passou em branco. Resta saber qual será o consenso da comunidade conforme mais pessoas dedicam horas à campanha e se a desenvolvedora lançará atualizações para polir as arestas desse diamante bruto.

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