Início SÉRIE Entrevista CCXP Worlds: Thunder Arena começa com Neil Gaiman

CCXP Worlds: Thunder Arena começa com Neil Gaiman

CCXP Worlds: Thunder Arena começa com Neil Gaiman

Começou nesta sexta (4) a CCXP Worlds: A Journey of Hope, primeira edição 100% digital do maior evento de cultura pop do mundo.

A programação teve início às 14h, com os apresentadores do Omelete fazendo as honras da casa, e seguirá por todo o fim de semana, levando atores, diretores e quadrinistas diretamente para a casa dos fãs.

Sem deixar de seguir o distanciamento social, o evento deste ano conta com uma longa lista de atrações: painéis de Mulher-Maravilha 1984, Esquadrão Suicida, O Poderoso Chefão 3, His Dark Materials, Flash, Euphoria, The Walking Dead: World Beyond, entre outros, além da participação de quadrinistas como Jeff Smith, Matt Fraction, Garth Ennis, Kelly Sue DeConnick, Dave Gibbons, Tom King, e claro Neil Gaiman.

Durante o painel de abertura do Thunder Arena, apresentados por Marcelo Forlani e Marimoon, Neil Gaiman falou um pouco sobre algumas de suas obras, adaptações para TV, suas visitas ao Brasil e obviamente sobre a futura série da NetflixSandman.

Logo de início, Forlani questiona o autor sobre sua maior obra sobre qual é o legado de Sandman, que prontamente foi respondido com:

“Sandman não é um legado […] É o presente. Quando olho para trás e lembro quando o quadrinho começou a fazer sucesso, lançamos o modelo graphic novel e em alguns momentos pareceu o fim das revistinhas em quadrinho.”

Sobre a nova série da Netflix, Sandman, o Gaiman deixou claro para aos fãs sobre a dificuldade ao se tentar adaptar todo o material já publicado, por isso comentou:

“É a série de Sandman. Não é o Sandman. Não é a HQ de Sandman. É a série.”

Sobre a linha temporal da série Neil Gaiman fala:

“A série  se passará em 2021, mas começa em 1926, 1926, 1935 no Sonhar e acredito que somente lá para o terceiro episódio chegaremos aos dias atuais.”

O autor deixou no ar se a série apresentaria a pandemia de alguma forma, mas ao voltar no tema do distanciamento social, revelou uma divertida curiosidade:

“Durante a pandemia me descobri como padeiro. Ok, meu primeiro pão ficou duro como concreto e mesmo duas semanas após tê-lo colocado na compostagem ele ainda estava do mesmo jeito, posso dizer que hoje faço pães muito melhores.” 

MarimoonMarcelo Forlani reforçam para o autor como os fãs brasileiros gastam dele, que rapidamente relembra:

“Quando estava em São Paulo [sessão de autógrafos na livraria FNAC, em Pinheiros] foi algo inesquecível, eu dei autógrafo para cerca de 700 pessoas e ainda tinham por volta de 500 na fila quando disseram que a sessão estava prestes a terminar. O público restante ficou inquieto e, após ameaçar destruir a loja, consegui convencer a equipe da livraria a continuar com a sessão. Eu assinei para todo mundo e abracei muitas pessoas.”

E continuou:

“Quando estive em Paraty (para a Festa Literária Internacional de Paraty) com a minha filha, havia também umas 700 pessoas para eu dar autógrafos. Pessoas que tinham vindo do Rio, de São Paulo, de várias cidades do Brasil. Foi algo incrível.” 

Além de ser realizada online, a maior parte da programação da CCXP Worlds é gratuita e é possível acessar a plataforma de qualquer lugar do mundo. E acontece entre os dias 4 e 6 de dezembro de 2020.

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