CRÍTICA – A Guerra do Amanhã (2021, Chris McKay)

    A Guerra do Amanhã é o novo filme original da Amazon Prime Video que estreia no dia 2 de julho. Estrelado por Chris Pratt e Yvonne Strahovski, a produção de ficção científica é dirigida por Chris McKay e roteirizada por Zach Dean.

    SINOPSE

    Um homem de família é convocado para lutar em uma guerra futura, onde o destino da humanidade depende de sua capacidade de enfrentar o passado.

    ANÁLISE

    A Guerra do Amanhã é o debut de Chris McKay como diretor de live-action. Anteriormente o seu maior crédito na direção era o filme de animação LEGO Batman: O Filme, além de estar creditado em alguns episódios de séries e filmes para a televisão.

    O roteiro assinado por Zach Dean lembra um pouco um estilo irmãos Nolan de roteiro. Uma equipe do futuro viaja para 2022 e avisa os humanos de que, 30 anos após aquele período, a humanidade está sendo dilacerada pelos alienígenas chamados de garras brancas. Restam apenas 500 mil humanos no mundo e em breve todos estarão mortos.

    Com isso, é instaurado um programa para levar adultos para o futuro, tentando assim vencer a guerra contra os alienígenas. Dan Forester (Chris Pratt), um ex-militar e atual professor de ensino médio, é um dos convocados para a missão e, a partir daí, vemos o desenrolar de toda a situação no futuro.

    A direção em um projeto como A Guerra do Amanhã precisa amarrar várias situações, pois é uma produção que mistura cenas do passado, presente, além de grandes sequências de ação. Acrescente aí milhões de alienígenas misteriosos que correm tão rápido quanto um velociraptor e você tem um bom desafio em mãos.

    A Guerra do Amanhã (2021, Chris McKay)

    O trabalho de McKay durante as cenas de ação é bem satisfatório, criando intensas cenas de combate entre os humanos e os garras brancas. Apesar de sentirmos, em alguns momentos, que os efeitos necessitavam de mais lapidação, as cenas de combate são divertidas e passam o senso de urgência necessário para a história. Yvonne Strahovski e Chris Pratt funcionam como equipe e é possível engajar na história dos dois ao longo da trama.

    Entretanto, é possível sentir o peso do roteiro nos diálogos mais dramáticos. Os clichês são potencializados pela direção de McKay, principalmente quando o foco está no rosto de Pratt, J.K. Simmons e outros atores do elenco.

    A trilha sonora de Lorne Balfe tenta entregar o fator épico que o filme busca, principalmente durante as clássicas descobertas de paradoxo criadas pela viagem no tempo. Entretanto, a constante quebra de clima para algo cômico, principalmente com o personagem Charlie (Sam Richardson), parece fazer com que o trabalho não cause grande efeito.

    Há uma tentativa, ao longo de toda a trama, de manter um humor leve que combine com Pratt. Entretanto, inúmeras vezes esse clima não funciona com o contexto da história, que requer uma postura diferente do personagem principal. Nessa tentativa, todos os outros personagens são arrastados para o clima “amenidades” em meio a um apocalipse que se desenvolve tanto no presente, quanto no passado.

    Tirando toda a parte blockbuster do longa, existem algumas narrativas interessantes que são exploradas, como a importância da família e o stress pós-traumático dos combatentes em guerras. Também é abordado, brevemente, os protestos em relação a uma guerra no futuro que não seria problema das pessoas do presente.

    Infelizmente, esses debates mais específicos não encontram grande espaço durante as duas horas e 20 minutos de duração do filme, o que acaba criando apenas cenas perdidas em meio à montagem, tornando-o mais longo do que o necessário.

    VEREDITO

    A Guerra do Amanhã é um pouquinho de Jurassic Park com Interestelar e, mesmo tendo muitos clichês, possui também pontos positivos. Além das cenas de ação, que eu já havia mencionado, o ritmo do filme é bom, garantindo que o espectador não fique entediado durante toda a sua duração. Gosto também da química do elenco, que está entrosado.

    Entretanto, é um longa que se perde no seu tom, querendo ser sério em alguns momentos e leve em outros. Essa falta de unidade acaba atrapalhando diversos momentos da trama, tornando as cenas e a história menos impactantes.

    Nossa nota

    2,5/5,0

    Assista ao trailer:

     

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