CRÍTICA – Ava (2020, Tate Taylor)

    Ava é o mais novo filme de ação e drama da Netflix e é dirigido por Tate Taylor (Histórias Cruzadas), com Jessica Chastain (It – Capítulo 2) como protagonista.

    SINOPSE

    Ava (Jessica Chastain) é uma assassina de uma corporação que ataca alvos estratégicos. Um dos membros mais poderosos da organização quer eliminar a agente, pois acredita que ela é perigosa demais para os esquemas deles.

    ANÁLISE

    O novo longa da Netflix é uma mistura forte de ação com drama, pois a protagonista tem muitos demônios para exorcizar. Ava é uma mulher conturbada, pois carrega vícios e traumas pesados em sua jornada.

    O drama familiar está muito presente na obra, visto que as tramas secundárias são um emaranhado de personagens que tem conexão com a assassina e de certa forma a afetaram em suas escolhas profissionais e pessoais. 

    Aliás, as tramas secundárias atrapalham bastante na dinâmica do filme, pois a todo o momento somos levados novamente para algum problema pessoal de Ava

    A trama principal que se assemelha aos filmes da franquia Missão Impossível fica quase que em segundo plano, uma vez que temos boas cenas de ação, com coreografias interessantes, mas que viram um pano de fundo de um drama mais denso.

    O jogo de gato e rato é evidente, mas pouco explorado, infelizmente, pois temos personagens que poderiam ser melhor explorados. O fato de termos muitas peças no tabuleiro torna os personagens do arco principal rasos demais.

    Entretanto, temos atuações convincentes, principalmente de Chastain e Common (Esquadrão Suicida). Collin Farrell e John Malkovich funcionam, mesmo que seja de forma automática.

    VEREDITO

    Ava é um thriller de ação que peca muito no desequilíbrio entre a vida pessoal da personagem e sua luta pela sobrevivência. 

    Ao explorar a personagem de forma profunda, quase gerando um filme de origem, o longa perde muito tempo na construção da psique de Ava e dedica pouco tempo para a história principal de espiões e assassinos.

    Com uma possível continuação, talvez poderemos ter uma melhora significativa, uma vez que há material humano e intelectual para isso.

    Nossa nota

    2,8 / 5,0

    Confira o trailer:

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