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CRÍTICA – BLACKPINK: Light Up the Sky (2020, Caroline Suh)

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CRÍTICA – BLACKPINK: Light Up the Sky (2020, Caroline Suh)

BLACKPINK: Light Up the Sky está disponível na Netflix e é o primeiro documentário mundial do maior girl group da atualidade. O grupo, que acumula milhões de ouvintes mensais no Spotify e no Youtube, vem crescendo no mercado internacional a cada novo lançamento.

SINOPSE

Rosé, Lisa, Jisoo e Jennie contam suas histórias e falam sobre os desafios que enfrentaram até finalmente estourarem no mundo da música.

ANÁLISE

BLACKPINK: Light Up the Sky é o primeiro produto audiovisual do grupo da YG Entertainment produzido para o mercado internacional. Esse tipo de formato não é nada extraordinário na carreira das meninas, que possuem diversos outros registros do gênero, inclusive o mais recente – 24/365 – disponibilizado no canal oficial do grupo no Youtube e Vlive.

Com duração de 79 minutos, o documentário dirigido por Caroline Suh busca condensar os 4 anos de carreira do grupo, desde seu debut até a ascensão internacional. Com arcos focados nas quatro integrantes individualmente, e também em Teddy (produtor do grupo e CEO da subsidiária The Blacklabel), a produção transita pelas diversas fases do Blackpink ao longo dos anos, mesclando filmagens recentes com arquivos da empresa.

Como um produto voltado para um público de massa – no maior streaming do mundo – o documentário se propõe a contextualizar o que é K-Pop e por que esses grupos se tornaram uma febre mundial.  Além disso, apresenta o rigoroso processo de ser um trainee durante anos antes de, finalmente, ter a chance de se tornar um idol coreano.

O grande ponto forte do documentário é, de fato, o carisma das quatro integrantes. Com a possibilidade de humanizar as meninas, mostrando suas inseguranças, frustrações e desafios, BLACKPINK: Light Up the Sky cumpre o seu papel de aproximar o grupo do grande público e desfazer algumas resistências em relação ao K-Pop.

Entretanto, a curta duração do documentário acaba tornando o andamento da produção um pouco acelerado, deixando de fora inúmeros pontos que poderiam ser melhor abordados e aprofundados. Teríamos um melhor aproveitamento tanto das integrantes, quanto da sua história e ascensão no mercado fonográfico mundial, se o documentário fosse uma minissérie, por exemplo.

Contar a jornada de uma única personalidade em um documentário de duas horas já é algo complexo e desafiador. Obviamente abordar a trajetória de quatro integrantes, com seus desafios e particularidades em apenas 79 minutos é uma tarefa ainda mais difícil.

Todo o primeiro arco, que temos a crítica de Teddy ao termo K-Pop e apresentação do gênero, como uma contextualização que lembra muito o episódio de Explicando da Netflix, poderia ser facilmente substituído por cenas das meninas trabalhando em seu primeiro álbum – que levou anos para ser lançado – além do processo de planejamento e estratégia por trás desse lançamento.

CRÍTICA – BLACKPINK: Light Up the Sky (2020, Caroline Suh)

No momento em que Rosé é retratada trabalhando com música à noite, pois durante o dia ela não possui tempo para isso, a produção poderia ter abordado o que mantém as meninas tão ocupadas fora dos momentos de turnês.

Mostrar seus trabalhos em reality shows, em programas de televisão e sendo embaixadoras de marcas contextualizaria o porquê dessas garotas terem o dia tão corrido a ponto de não poderem trabalhar com seu objetivo principal: a música.

Um dos momentos mais interessantes da produção é, certamente, o relato das integrantes sobre a época de trainee. Evidenciar o quão difícil e desumano é o processo de se tornar um idol, em uma plataforma tão grande quanto a Netflix, auxilia a jogar luz na cultura do resultado a qualquer custo tão enraizada no mercado fonográfico coreano.

Outro mérito é o trabalho de documentação durante toda a carreira do Blackpink. Se existe algo que o mercado coreano sabe fazer bem é registrar cada passo de seus grupos, obtendo assim uma infinidade de materiais para serem utilizados no futuro.

VEREDITO

Sendo um pequeno recorte da trajetória do maior grupo feminino da atualidade, BLACKPINK: Light Up the Sky cumpre seu papel de apresentar as quatro integrantes a um público de massa. É, também, um agrado aos fãs que tanto esperam novos materiais das meninas – que não são bem aproveitadas pela empresa YG Entertainment.

Como fã do grupo e consumidora dos materiais disponibilizados por elas ao longo dos anos, o documentário me deixou com um sentimento de que havia muito mais a ser mostrado e que alguns arcos poderiam ser melhor aproveitados.

De qualquer forma, a produção tem seus méritos e qualidades. E, quanto mais materiais do Blackpink, melhor.

Nossa nota

3,5 / 5,0

Assista ao trailer oficial:

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