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CRÍTICA – Clouds (2021, Justin Baldoni)

Clouds

Comecei a escrever esta análise de Clouds logo em seguida de ter assistido ao filme. Talvez eu não devesse, mas posso dizer, tranquilamente, que sou mais um membro do time dos chorões do Feededigno.

“O que você quer fazer com sua única, selvagem e preciosa vida?”

Ao ver o trailer e perceber que se tratava de um longa baseado em uma história real, contando a vida de um adolescente em sua luta contra um câncer, logo entendi que se trataria de um drama e suspeitei que fosse uma história semelhante às demais que abordam estas árduas batalhas contra tão impiedosa doença.

Felizmente, eu não podia estar mais enganado. Apesar da temática entregar a melancolia de lidar com tamanha adversidade e a velha máxima do “viva cada dia como se fosse o último”, o filme é muito mais que isso.

“Você precisa decidir o que é prioridade agora. Você precisa decidir como sua pintura vai ser”

A cinebiografia Clouds, que estreou há aproximadamente três meses nos EUA, chegou ao catálogo brasileiro do Disney+ no dia 29 de janeiro e conta a história de Zach Sobiech (Fin Argus), um adolescente de 17 anos que tem um grande talento para a música e que descobre que seu câncer atingiu um estado terminal em seguida de ter conseguido convidar sua crush, Amy Adamle (Madison Iseman) para um encontro.

Até aí, eu suspeitava que não iria ter grandes motivos para chorar, porque eu já estava preparado para o caminho que a trama provavelmente tomaria. Mas, pessoal… a história de Zach foi contada de maneira muito mais interessante, e vivida de maneira bem mais intensa. Todas as nuances que o longa aborda ajudam a compor o colorido da história, mas o que se destaca e dá o tom a Clouds é a música.

“Eu não quero ser uma espécie de história triste”

Clouds

A harmonia desta cinebiografia está na música, e é graças a ela e através dela que Zach Sobiech encontra suas motivações e sua glória. Este não é um filme especial por apresentar a saga de um jovem contra uma doença; o próprio Zach comenta que não é a doença que o torna especial, mas sim a sua lição, seu talento e a dedicação a viver o sonho.

Em nenhum momento o personagem principal apresenta a aura de perfeição que concedem a todos na mesma situação. Ele não é um santo, e talvez seja pela sua imperfeição, por ser humano, que a história de Zach encanta, emociona e nos conduz por quase duas horas por um misto de risadas, lágrimas e uma deliciosa trilha sonora.

“Eu pretendo ir o mais longe que eu puder com o meu tempo limitado. Nós todos temos um tempo limitado”

Clouds

Antes de encerrar, apesar de ter elogiado a qualidade no trabalho do áudio, preciso fazer mais dois elogios. Seria injusto não dar destaque para a ótima fotografia e os enquadramentos precisos de Clouds. O drama em si e a presença da música já tomam muito a atenção de quem assiste, e magistralmente as cenas são encadeadas e apresentadas de maneira que possamos imergir na trama e fazer parte de cada momento ali apresentado.

Por último, mas não menos importante, as atuações de Fin Argus e Sabrina Carpenter, respectivamente Zach e sua melhor amiga e parceira de palco Sammy Brown, são de tirar o fôlego. A entrega deles é ímpar, para viver uma história tão delicada; os atores possuem uma química tão forte que torna ainda mais crível o amor incondicional entre ambos os personagens.

Nossa nota

4,5 / 5,0

Assista ao trailer legendado:

Clouds já está disponível no Disney+.

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